Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE JOINVILLE Município: JOINVILLE UF: SC

Tecnologia, Gamificação e IA na Educação para Redução de Riscos de Desastres (RRD) no Município de Joinville/SC.

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 3 ODS 4 ODS 9 ODS 10 ODS 11 ODS 12 ODS 13 ODS 16

Resumo

O presente projeto apresenta o desenvolvimento e a implementação de um ecossistema pedagógico inovador focado na Redução de Riscos de Desastres (RRD). "Inovamos ao transformar dados técnicos de engenharia de riscos e planos de contingência em experiências literárias e digitais interativas, onde a IA amplia o poder do professor e dá ao aluno o poder de decidir e salvar vidas em cenários reais da nossa cidade." Preparamos cidadãos aptos a prevenir riscos e gerir desastres/crises de forma lúdica.

Categoria temática

Segurança Pública e Defesa Civil

Públicos priorizados

Professores/trabalhadores da educação Estudantes Juventude Mulheres Pessoas com deficiência (PCD) Pessoas negras Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial Povos originários Cidadãos/Comunidade em geral

Participantes

Coordenador da boa prática
Maiko Alexander Bindemann Richter
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Secretaria de Educação através da participação das escolas e Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública através da Defesa Civil que elaborou o projeto.
Equipe responsável
Herton Dutra Andrade
Agente da defesa civil
Prefeitura de Joinville/Defesa civil

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

O grande desafio da Defesa Civil reside em construir uma cultura preventiva perene na população. Métodos tradicionais de conscientização falham em engajar as novas gerações nativas digitais. Portanto, há uma necessidade urgente de modernizar a abordagem pedagógica. Ao introduzir ferramentas onde o aluno é o protagonista da tomada de decisão sob pressão climática simulada, o projeto mitiga o "déficit de percepção de risco" e prepara a comunidade para agir de forma coordenada com o Plancon.

Estrutura necessária para implementação

É importante destacar a escalabilidade e baixo custo do projeto, visto que por operarem em plataformas gratuitas, e-books em formato PDF interativo e códigos web leves, as ferramentas eliminam a necessidade de investimentos caros em hardware, permitindo a replicação imediata para qualquer escola do estado. Assim um agente da defesa civil pode ir até as escolas e utilizarem os arquivos nos Crhomebooks que a escola já possui para rodar os jogos.

Objetivos da boa prática

O objetivo central é elevar a percepção de risco geológico e hidrológico dos estudantes através de tomadas de decisão em ambientes simulados e gamificados, transformando a comunidade escolar em um agente ativo de resiliência urbana e adaptação climática.

Estratégia de implementação

Ao introduzir ferramentas onde o aluno é o protagonista da tomada de decisão sob pressão climática simulada, o projeto mitiga o "déficit de percepção de risco" e prepara a comunidade para agir de forma coordenada de acordo com os Planos de Contingência do município. E as demandas climáticas vigentes e vindouras.

Atividades implementadas

A estruturação e o ciclo de vida dos materiais e simuladores seguem a lógica do framework CRISP-DM adaptado para o setor público: [Entendimento do Cenário Local] -> [Análise de Dados Climáticos/Manuais] -> [Modelagem dos Roteiros/Jogos] -> [Avaliação com Alunos] -> [Implantação em Rede] Entendimento do Negócio/Cenário: Mapeamento das principais vulnerabilidades escolares e alinhamento com as diretrizes curriculares nacionais de educação ambiental e RRD. Entendimento e Preparação dos Dados.

Início de execução

02/03/2026

Recursos humanos e financeiros envolvidos

Por operarem em plataformas gratuitas, e-books em formato PDF interativo e códigos web leves, as ferramentas eliminam a necessidade de investimentos caros em hardware, permitindo a replicação imediata para qualquer escola do estado.

Participação social

Aplicação de projetos-piloto nas salas de aula, coleta de feedback dos estudantes sobre a jogabilidade e refinamento contínuo das ferramentas antes da distribuição massiva na rede de ensino. O conhecimento transborda os muros da escola, alcançando as famílias através do compartilhamento dos e-books e planos de contingência familiares simulados nos jogos.

Resultados

Inovação da prática

A iniciativa inovou ao romper com as palestras passivas e cartilhas estáticas, substituindo-as por gamificação e simuladores digitais de tomada de decisão. O diferencial criativo e de eficiência foi usar a IA Generativa não para substituir o professor, mas como copiloto de design pedagógico. Isso permitiu traduzir dados complexos de engenharia e do PLANCON de Joinville em roteiros de RPG hiper-regionalizados, com custo zero de replicação e alta escalabilidade para a rede pública.

Número aproximado de pessoas impactadas

200

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa transformou a relação da comunidade escolar com a cultura de prevenção, gerando benefícios qualitativos distintos para cada grupo central: Alunos: O benefício foi a aquisição de agência e o desenvolvimento do pensamento crítico sob pressão. Ao deixarem de ser meros ouvintes de palestras para se tornarem protagonistas de tomadas de decisão em jogos e RPGs, eles desenvolveram uma percepção de risco ativa e passaram a identificar gatilhos de perigo no mundo real (como o comportamento da água em bueiros ou sinais de instabilidade em encostas) e a compreender a correlação direta entre suas escolhas e a segurança coletiva. Professores: O projeto funcionou como um divisor de águas metodológico e um redutor de carga de trabalho. Ao fornecer uma IA como copiloto de design pedagógico, eles ganharam a capacidade de criar materiais didáticos dinâmicos, atraentes e perfeitamente alinhados à realidade do bairro da escola. O benefício direto foi o fortalecimento da resiliência gamificada

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A implementação do projeto foi estruturada em quatro etapas cronológicas, inspiradas nas fases de adaptação de dados e design centrado no usuário: Diagnóstico e Alinhamento Técnico (Mapeamento): Cruzamos os dados de vulnerabilidade mapeados pela Defesa Civil de Joinville com as matrizes curriculares das escolas municipais pioneiras. Analisamos o Plano Municipal de Contingência (PLANCON) para extrair os cenários mais críticos de risco hidrológico e geológico da cidade que serviriam de base para as simulações. Engenharia de Prompts e Arquitetura de Co-Design (Criação com IA): Desenvolvemos as diretrizes e os System Prompts para a IA Generativa atuar como copiloto de design pedagógico. Alimentada com dados técnicos locais, a IA foi utilizada para estruturar a lógica de ramificação dos livros-jogos e roteiros de RPG, garantindo precisão técnica (sem alucinações de dados) e adaptabilidade para diferentes faixas etárias. Em paralelo, os primeiros simuladores em HTML5/JavaScript foram programados. Validação em Ambiente Escolar (Piloto): Implementamos as ferramentas (o livro-jogo interativo "Operação Tempestade Urbana" e os simuladores de tráfego) em turmas-piloto. Os professores mediram o tempo de engajamento e a Defesa Civil aplicou avaliações rápidas para testar a retenção do conhecimento pelos alunos. Escalonamento e Distribuição (Difusão): Após os refinamentos da fase piloto, os códigos dos simuladores foram disponibilizados em repositórios abertos e os livros-jogos foram convertidos em PDFs interativos com hiperlinks. Os materiais foram distribuídos digitalmente para a rede de ensino e integrados às ações dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs). Resolução da Situação-Problema A situação-problema central — o baixo engajamento dos jovens e o consequente déficit na percepção de riscos climáticos e geológicos — foi resolvida mudando radicalmente a dinâmica de transmissão do conhecimento: Da Passividade para o Protagonismo: A passividade das palestras tradicionais foi substituída pela urgência da tomada de decisão. Ao jogar, o estudante é obrigado a ler o ambiente (entender o perigo de um bueiro aberto, de um fio caído na água ou de uma encosta instável). A situação-problema se resolve na mente do aluno quando ele percebe, na prática simulada, que decisões impulsivas geram "Game Over", enquanto decisões baseadas em protocolos de segurança salvam vidas. Resolução da Escassez de Material Didático Atraente: A IA Generativa resolveu o gargalo da produção de conteúdo. Antes, criar materiais específicos e regionalizados para cada bairro de Joinville demandaria meses de agências de design e técnicos. Com a IA operando como copiloto, geramos um ecossistema de conteúdo modular, infinito e de custo zero de replicação, permitindo que cada escola tenha simulações aderentes à sua própria realidade topográfica. Capilaridade Comunitária: O problema do isolamento do conhecimento técnico foi quebrado. O formato leve dos jogos (HTML web e PDFs que rodam em qualquer celular antigo) fez com que os alunos levassem os desafios para casa, estendendo a discussão sobre rotas de fuga e mochilas de emergência para os pais e familiares, aumentando a resiliência global da comunidade em áreas vulneráveis.

Resultados principais

Aumento de 42% na Retenção de Protocolos de Emergência: Avaliações aplicadas antes (ex-ante) e depois (ex-post) do uso dos livros-jogos e simuladores digitais apontaram um salto expressivo na memorização de rotas de fuga e identificação de riscos elétricos e geológicos. Engajamento Voluntário na Formação de NUPDECs: A introdução do RPG didático gerou um aumento substancial no interesse dos estudantes em participar ativamente dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil escolares. Custo Zero de Escalonamento de Material Didático: Utilizando a IA Generativa como copiloto de design, o projeto gerou um ecossistema de conteúdo modular e hiperregionalizado para diferentes bairros de Joinville, com custo de replicação gráfica e digital zero. Capilaridade Familiar e Planos de Contingência Domésticos: Pesquisas de retorno amostral indicaram que os alunos levaram os e-books interativos (PDFs com hiperlinks) para casa, engajando pais e familiares na discussão de rotas seguras.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim, o engajamento da comunidade foi a base para a validação e calibração das ferramentas. A construção não se deu de forma isolada no gabinete técnico, mas sim por meio de um processo de Co-Design (Design Participativo): Validação de Cenários com os NUPDECs: Os moradores e líderes comunitários integrados aos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs) foram ouvidos na fase de levantamento de dados. Foram eles que relataram os medos reais, as percepções errôneas mais comuns da vizinhança e os pontos históricos de alagamento nos bairros de Joinville. Laboratórios Vivos com Alunos e Professores: Os estudantes e educadores atuaram ativamente como beta-testers dos livros-jogos e simuladores. Os feedbacks dos alunos sobre a dificuldade das escolhas e a atratividade das dinâmicas de RPG foram reinseridos na IA Generativa para refinar os roteiros, garantindo que a linguagem final fosse perfeitamente aderente ao público-alvo.

Medição, registro e avaliação

Os resultados da iniciativa foram monitorados de forma quantitativa e qualitativa através de três mecanismos principais de controle: Avaliações Diagnósticas (Ex-Ante e Ex-Post): Aplicamos formulários estruturados antes e depois das sessões de jogo. Medimos a evolução na identificação de gatilhos de risco (ex: sinais de movimentação de solo e condutividade elétrica na água) e a memorização de protocolos de evacuação do PLANCON. Métricas de Engajamento e Retenção Digital: Nos simuladores baseados em HTML5/JavaScript, registramos dados anônimos de jogabilidade, como o tempo de permanência na plataforma, a taxa de conclusão dos desafios e os caminhos de decisão mais recorrentes tomados pelos estudantes. Relatórios de Retorno Amostral (Feedback): Professores e líderes dos Nupdecs preencheram relatórios qualitativos registrando o nível de engajamento voluntário gerado nas dinâmicas de RPG e o impacto da replicação dos e-books interativos nas residências

Desafios de implementação

Traduzir dados complexos de engenharia de riscos, geologia e os protocolos densos do PLANCON em uma linguagem acessível e atraente para jovens sem perder o rigor científico. Superação: A IA Generativa atuou como ponte metodológica, adaptando a complexidade técnica para roteiros de RPG interativos. Disparidade Tecnológica nas Escolas: A infraestrutura de computadores e internet nas escolas públicas é variável, inviabilizando jogos pesados ou softwares proprietários. Superação: Desenvolvemos simuladores leves em HTML5/JavaScript e e-books em PDFs interativos com hiperlinks, que rodam direto em smartphones comuns, mesmo antigos ou sem internet. Resistência Inicial às Metodologias Ativas: Superar o modelo tradicional de palestras passivas da Defesa Civil. Superação: Capacitação prática dos professores, demonstrando a IA como aliada que reduz sua carga de trabalho e aumenta o engajamento dos alunos.

Fatores de sucesso

O sucesso do projeto é atribuído a três fatores estratégicos integrados: Abordagem Centrada no Aluno (Agência): Substituímos o modelo de conscientização passiva e impositiva pelo protagonismo da tomada de decisão. O formato de jogo gera o "sentimento de presença" e urgência, onde o erro controlado no simulador fixa o protocolo de segurança de forma muito mais profunda do que em cartilhas tradicionais. Uso Ético e Inteligente da IA Generativa: A tecnologia não foi usada como um fim, mas como um meio (copiloto). Isso permitiu uma hiper-regionalização inédita dos conteúdos para a realidade urbana de Joinville a um custo financeiro e operacional zero de escalabilidade. Intersetorialidade e Engajamento Local: A sinergia construída entre o conhecimento técnico da Defesa Civil, a capilaridade da Secretaria de Educação e a vivência prática dos moradores (Nupdecs). O projeto foi construído com a comunidade escolar, e não para ela.

Aprendizagem obtida

A principal lição obtida foi que a tecnologia e a gamificação quebram a apatia na educação ambiental: quando o estudante assume o controle da tomada de decisão, a retenção do protocolo de segurança é imediata. Como ajuste prático, migramos de softwares pesados para códigos leves em HTML5 e PDFs interativos, garantindo inclusão digital em celulares antigos. O conhecimento gerado prova que a IA, atuando como copiloto pedagógico, viabiliza a hiper-regionalização do ensino de riscos a custo zero.

Legislação envolvida

O projeto fundamenta-se na Lei Nacional nº 12.608/2012 (Política Nacional de Proteção e Defesa Civil - PNPDEC), que determina a inclusão dos temas de proteção e defesa civil nos currículos escolares. Alinha-se à Lei nº 9.795/1999 (Política Nacional de Educação Ambiental) e às diretrizes do marco internacional da Agenda 2030 da ONU (ODS 11 e 13). No âmbito local, atende aos requisitos da Lei 9.898/2025 que institui a Política Municipal de Proteção e Defesa Civil.

Prêmios já recebidos

Não informado

Mais informações

Herton Dutra Andrade - Agente da defesa civil de Joinville

Links e arquivos

  • Árvores em fuga_DC.html
  • Versão Superagente.html
  • inundacao_escola_rpg.html
  • SCO + dificil.html
  • VER 3 fases.html
  • JOGO_SCO_VER_02.html
  • JOGO_SCO_VER 0.3.html
  • VERSÃO_BETA_ JOGO_GESTÃO DE CRISE.html
  • Simulador de Gestão de Crise.html