Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE JOINVILLE Município: JOINVILLE UF: SC

Rede que Protege: Formação de Lideranças Comunitárias no Enfrentamento à Violência contra a Mulher

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 5 ODS 16

Resumo

Rede que Protege: Formação de Lideranças Comunitárias no Enfrentamento à Violência contra a Mulher foi uma iniciativa desenvolvida em Joinville para capacitar lideranças comunitárias como agentes de prevenção e mobilização da rede de proteção às mulheres. Por meio de metodologia participativa e intersetorial, a prática fortaleceu o acesso à informação, tipos de violências, rede de atendimento e a articulação comunitária, ampliando estratégias territoriais de enfrentamento à violência de gênero.

Categoria temática

Assistência Social, Acessibilidade, Inclusão e Políticas para Mulheres

Públicos priorizados

Gestores Municipais Mulheres Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial

Participantes

Coordenador da boa prática
Natacha Madeira de Oliveira Santhiago
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Secretaria de Assistência Social de Joinville; Coordenação de Políticas para as Mulheres e Direitos Humanos; Secretaria Municipal da Saúde; Casa Abrigo Viva Rosa; e instituição de ensino superior parceira (IELUSC).
Equipe responsável
Natacha Madeira de Oliveira Santhiago
Coordenadora
Prefeitura de Joinville - Secretaria de Assistência Social
Luciana Cabral
Gerente
Prefeitura de Joinville - Secretaria de Assistência Social

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

A demanda surgiu a partir dos próprios grupos de articulação comunitária e lideranças dos territórios, que traziam a necessidade de ampliar o acesso à informação sobre violência contra a mulher, direitos e rede de proteção. Muitas mulheres vivem situações de violência sem reconhecer os sinais ou sem se perceber nesse contexto. A iniciativa foi criada para fortalecer a comunidade, aproximar a informação dos territórios e ampliar as ações de prevenção e orientação.

Estrutura necessária para implementação

A prática foi coordenada pela Gerência de Proteção Social Básica da Secretaria de Assistência Social, considerando a articulação dos CRAS na mobilização das lideranças comunitárias participantes. Contou com parceria da Coordenação de Políticas para as Mulheres e Direitos Humanos, Secretaria da Saúde e demais integrantes da rede. Os encontros ocorreram em espaço cedido pelo IELUSC, com uso de equipamentos multimídia, materiais de apoio e metodologia participativa.

Objetivos da boa prática

Capacitar lideranças comunitárias para atuarem na prevenção da violência contra a mulher e na disseminação de informações sobre direitos, rede de proteção e canais de denúncia. A iniciativa buscou fortalecer a atuação comunitária nos territórios, ampliar o acesso à informação, estimular a identificação precoce de situações de violência e aproximar comunidades, serviços públicos e rede de proteção por meio de ações de mobilização e educação popular.

Estratégia de implementação

A prática foi planejada a partir de demandas apresentadas por lideranças comunitárias e grupos de articulação dos territórios. A Gerência de Proteção Social Básica organizou a ação com apoio dos CRAS na mobilização dos participantes e articulação com diferentes setores da rede. Foram realizados quatro encontros presenciais, com metodologia participativa, rodas de conversa, estudos de caso e orientações sobre violência de gênero, direitos, canais de denúncia e rede de proteção.

Atividades implementadas

Mobilização de lideranças comunitárias pelos CRAS e grupos de articulação dos territórios; organização de quatro encontros presenciais; realização de rodas de conversa, exposições dialogadas e estudos de caso; orientações sobre tipos de violência, Lei Maria da Penha, direitos das mulheres, canais de denúncia e rede de proteção; participação de diferentes setores da rede municipal; além de espaços de escuta, troca de experiências e fortalecimento da atuação comunitária.

Início de execução

29/06/2023

Recursos humanos e financeiros envolvidos

A prática contou com participação de profissionais da Secretaria de Assistência Social, Secretaria da Saúde, Coordenação de Políticas para as Mulheres e Direitos Humanos, além de parceiros da rede e acadêmicos do IELUSC. A mobilização foi realizada pelos CRAS. Os encontros ocorreram em espaço cedido pelo IELUSC, utilizando recursos institucionais já existentes, sem necessidade de investimento financeiro específico ou contratação externa.

Participação social

A iniciativa contou com participação ativa de lideranças comunitárias, grupos de articulação dos territórios, profissionais da rede intersetorial e representantes da comunidade, que contribuíram desde a identificação da demanda até a construção dos debates durante os encontros. Os participantes compartilharam experiências, apontaram necessidades dos territórios e fortaleceram a articulação entre comunidade, serviços públicos e rede de proteção às mulheres.

Resultados

Inovação da prática

O diferencial da prática esteve em transformar lideranças comunitárias em agentes de prevenção e mobilização da rede de proteção nos territórios, descentralizando o acesso à informação sobre violência contra a mulher. A iniciativa aproximou comunidade e serviços públicos por meio de metodologia participativa, linguagem acessível e articulação intersetorial, fortalecendo ações preventivas para além dos atendimentos especializados e ampliando a capilaridade da rede de proteção.

Número aproximado de pessoas impactadas

32 lideranças comunitárias capacitadas, com impacto indireto em 20 bairros de Joinville.

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa fortaleceu o acesso à informação sobre violência contra a mulher, direitos e rede de proteção, especialmente nos territórios com maior vulnerabilidade social. As lideranças comunitárias ampliaram sua capacidade de identificar situações de violência, orientar mulheres e articular encaminhamentos junto aos serviços públicos. Os encontros também fortaleceram vínculos entre comunidade e rede de proteção, promoveram espaços de escuta e troca de experiências e estimularam o protagonismo comunitário na prevenção das violências. A diversidade de participantes e territórios ampliou a circulação das informações e contribuiu para aproximar o tema das realidades vividas nas comunidades.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A implementação da prática teve início a partir de demandas apresentadas por lideranças comunitárias e grupos de articulação dos territórios de Joinville, que apontavam a necessidade de ampliar o acesso à informação sobre violência contra a mulher, direitos e funcionamento da rede de proteção. Os relatos traziam preocupação com situações recorrentes de violência doméstica nas comunidades e com a dificuldade de muitas mulheres em reconhecer os sinais da violência, buscar apoio ou acessar os serviços disponíveis. Esse cenário também se refletia nos dados municipais. Entre 2020 e 2022, Joinville registrou aumento expressivo nos atendimentos a mulheres em situação de violência doméstica, passando de 922 para 1.454 casos, conforme dados da Secretaria de Assistência Social e CREAS. Embora o município conte com serviços especializados e estrutura de atendimento, identificou-se a necessidade de fortalecer ações preventivas e ampliar a circulação de informações nos territórios, aproximando a rede de proteção das comunidades. Diante desse contexto, a Gerência de Proteção Social Básica estruturou o “Ciclo de Encontros Formativos: Violência contra a Mulher”, com foco na formação de lideranças comunitárias como agentes multiplicadores de informação, prevenção e mobilização social. A proposta partiu do entendimento de que o enfrentamento à violência de gênero não pode ocorrer apenas nos espaços institucionais, sendo necessário fortalecer também a atuação comunitária e os vínculos territoriais. A primeira etapa da implementação consistiu no planejamento da ação e na articulação intersetorial entre os serviços envolvidos. Participaram desse processo profissionais da Proteção Social Básica, CRAS, Coordenação de Políticas para as Mulheres e Direitos Humanos, Secretaria da Saúde, Casa Abrigo Viva Rosa e parceiros institucionais, além da participação de acadêmicos do IELUSC. Nessa etapa foram definidos os objetivos, metodologia, conteúdos, cronograma e estratégias de mobilização dos participantes. Na segunda etapa, os CRAS realizaram a mobilização das lideranças comunitárias e representantes dos territórios, priorizando pessoas com atuação direta nas comunidades e potencial de multiplicação das informações. O processo buscou garantir diversidade territorial e participação de diferentes perfis de lideranças, fortalecendo o diálogo entre comunidade e serviços públicos. A terceira etapa correspondeu à execução dos encontros formativos. Foram realizados quatro encontros presenciais, com duração de três horas cada, em espaço cedido pelo IELUSC. A metodologia utilizada foi participativa e acessível, baseada em rodas de conversa, exposições dialogadas, estudos de caso, dinâmicas e compartilhamento de experiências. Os conteúdos abordaram tipos de violência contra a mulher, Lei Maria da Penha, direitos das mulheres, fatores que dificultam a ruptura do ciclo de violência, canais de denúncia, funcionamento da rede de proteção e papel estratégico da comunidade na prevenção. Além da abordagem técnica, os encontros priorizaram a escuta qualificada e o reconhecimento das vivências territoriais, fortalecendo o protagonismo comunitário e a construção coletiva do conhecimento. A participação de diferentes setores da rede também contribuiu para aproximar os serviços públicos das lideranças e ampliar o conhecimento sobre fluxos de atendimento e possibilidades de encaminhamento. A etapa final consistiu na avaliação qualitativa da iniciativa, realizada por meio de escuta dos participantes e levantamento de sugestões para continuidade das ações. Os retornos evidenciaram elevado engajamento, valorização dos espaços de troca, fortalecimento dos vínculos comunitários e ampliação do conhecimento sobre violência de gênero e rede de proteção. A situação-problema foi enfrentada por meio da ampliação do acesso à informação e do fortalecimento da atuação preventiva nos territórios. A prática possibilitou aproximar a rede de proteção das comunidades, qualificar lideranças comunitárias para identificação precoce de situações de violência e fortalecer ações de orientação, acolhimento e mobilização social. Mais do que uma ação pontual, a iniciativa contribuiu para consolidar estratégias comunitárias de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, fortalecendo o diálogo entre população e políticas públicas.

Resultados principais

Formação de 32 participantes entre lideranças comunitárias, representantes de coletivos locais e usuários engajados nos territórios, sendo 22 certificados com frequência mínima de 75%. Participação de representantes de 20 bairros de Joinville, ampliando o acesso à informação sobre direitos das mulheres, tipos de violência, canais de denúncia e rede de proteção. Fortalecimento da articulação entre comunidade, CRAS, assistência social, saúde, direitos humanos, Casa Abrigo Viva Rosa e instituição de ensino parceira. Ampliação da capacidade das lideranças para identificação precoce de situações de violência, orientação às mulheres e encaminhamento à rede de proteção. Avaliação qualitativa positiva, com destaque para a linguagem acessível, troca de experiências, fortalecimento do protagonismo comunitário e interesse na continuidade da iniciativa.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. A iniciativa surgiu a partir de demandas apresentadas por lideranças comunitárias e grupos de articulação dos territórios, que apontavam a necessidade de ampliar o acesso à informação sobre violência contra a mulher, direitos e rede de proteção. Durante todo o processo, houve participação ativa da comunidade na construção dos debates, compartilhamento de experiências e identificação das principais demandas territoriais. Sim. A iniciativa surgiu a partir de demandas apresentadas por lideranças comunitárias e grupos de articulação dos territórios, que apontavam a necessidade de ampliar o acesso à informação sobre violência contra a mulher, direitos e rede de proteção. Durante todo o processo, houve participação ativa da comunidade na construção dos debates, compartilhamento de experiências e identificação das principais demandas territoriais.

Medição, registro e avaliação

Os resultados foram registrados por meio do número de participantes inscritos, controle de frequência e quantidade de lideranças certificadas, considerando presença mínima de 75% nos encontros. Também foi avaliado o alcance territorial da iniciativa, com participação de representantes de 20 bairros de Joinville, evidenciando a capilaridade da ação e sua inserção em diferentes realidades comunitárias. A avaliação qualitativa ocorreu ao final do ciclo formativo, utilizando a metodologia “Que bom, Que pena, Que tal”, permitindo aos participantes apontar percepções, contribuições, desafios e sugestões. Os registros evidenciaram elevado grau de satisfação com a iniciativa, destacando a clareza dos conteúdos, a linguagem acessível, os espaços de escuta e troca de experiências, o fortalecimento da articulação comunitária e a aproximação com a rede de proteção às mulheres.

Desafios de implementação

Os principais desafios envolveram a mobilização e permanência dos participantes ao longo dos encontros, especialmente em razão das demandas pessoais, de trabalho e deslocamento. Também foram identificadas dificuldades relacionadas à baixa participação masculina nas discussões sobre violência de gênero e ao tempo reduzido para aprofundamento de alguns conteúdos. Outro desafio foi abordar um tema sensível e muitas vezes naturalizado nos territórios, exigindo construção de espaços de escuta, acolhimento e confiança entre os participantes. Além disso, a diversidade das realidades comunitárias demandou metodologias acessíveis e estratégias capazes de dialogar com diferentes contextos sociais. Apesar disso, a articulação entre CRAS, rede de proteção, lideranças comunitárias e parceiros institucionais foi fundamental para viabilizar e fortalecer a iniciativa.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa pode ser atribuído à construção coletiva entre poder público, lideranças comunitárias e rede de proteção, permitindo que a formação dialogasse diretamente com as realidades vividas nos territórios. A metodologia participativa, a linguagem acessível e os espaços de escuta favoreceram o envolvimento dos participantes e fortaleceram o sentimento de pertencimento e protagonismo comunitário. Outro fator importante foi a articulação intersetorial entre assistência social, saúde, direitos humanos, instituição de ensino e comunidade, ampliando a troca de conhecimentos e aproximando os serviços públicos da população. A valorização das lideranças comunitárias como agentes estratégicos de prevenção também contribuiu para ampliar a circulação das informações e fortalecer ações preventivas nos territórios.

Aprendizagem obtida

A iniciativa evidenciou a importância de fortalecer ações preventivas e comunitárias no enfrentamento à violência contra a mulher. Entre as principais aprendizagens, destacaram-se a necessidade de ampliar a participação masculina, garantir continuidade das ações formativas e fortalecer espaços de escuta e troca entre comunidade e rede de proteção. Também demonstrou o potencial das lideranças comunitárias como agentes de mobilização, orientação e disseminação de informações nos territórios.

Legislação envolvida

Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006); Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres; Constituição Federal de 1988; Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS (Lei nº 8.742/1993); Política Nacional de Assistência Social – PNAS; Sistema Único de Assistência Social – SUAS; Além de normativas relacionadas à promoção dos direitos humanos e proteção integral das mulheres em situação de violência.

Prêmios já recebidos

3ª Edição Práticas Exitosas - Secretaria de Assistência Social Joiville - 1º LUGAR

Mais informações

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