Boas Práticas
Voltar para home
Entidade: PREFEITURA DE MORRO DA FUMACA Município: MORRO DA FUMACA UF: SC

Reconstruindo Aprendizagens na Alfabetização

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 4

Resumo

O município de Morro da Fumaça implantou aulas de recomposição das aprendizagens no contraturno escolar com foco na alfabetização. Como resultado, o índice de crianças alfabetizadas subiu de 68% para 78% em 2025, superando antecipadamente a meta prevista para 2028. A ação fortaleceu o compromisso da rede municipal com a aprendizagem na idade certa e a qualidade da educação pública.

Categoria temática

Educação

Públicos priorizados

Estudantes

Participantes

Coordenador da boa prática
Valdete Guollo Salvan
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Secretaria do Sistema der Educação
Equipe responsável
MARCOS SILVEIRA DE JESUS
Secretário Municipal de Educação
Secretaria do Sistema de Educação
Valdete Guollo Salvan
Coordenadora Pedagógica
Secretaria do Sistema de Educação

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

A rede municipal identificou defasagens significativas na alfabetização e no letramento matemático dos estudantes dos anos iniciais, agravadas pelas dificuldades de aprendizagem acumuladas nos últimos anos. A necessidade de garantir a aprendizagem na idade certa motivou a implantação de aulas de recomposição no contraturno escolar, com atendimento direcionado aos estudantes com maiores dificuldades.

Estrutura necessária para implementação

Foram utilizados espaços escolares no contraturno, professores da rede municipal, coordenação pedagógica, apoio psicopedagógico e materiais didáticos diversificados. A prática contou com avaliações diagnósticas, planejamento semanal, registros de acompanhamento, organização dos estudantes em pequenos grupos e suporte da gestão escolar para garantir atendimento pedagógico adequado.

Objetivos da boa prática

Promover a recomposição das aprendizagens em Língua Portuguesa e Matemática, garantindo avanços na alfabetização e no letramento matemático dos estudantes dos anos iniciais. A iniciativa buscou reduzir defasagens de aprendizagem, fortalecer a aprendizagem na idade certa, elevar os índices de alfabetização e assegurar atendimento pedagógico mais individualizado aos estudantes com dificuldades.

Estratégia de implementação

A prática foi organizada a partir de avaliações diagnósticas realizadas pelas escolas, identificando os estudantes com maiores dificuldades. Os alunos foram agrupados por níveis de aprendizagem e atendidos semanalmente no contraturno escolar. Os professores realizaram planejamento específico, utilizaram diferentes metodologias e acompanharam continuamente o desenvolvimento dos estudantes por meio de registros e avaliações periódicas.

Atividades implementadas

Foram realizadas avaliações diagnósticas, aulas de recomposição das aprendizagens no contraturno, atividades de leitura, escrita, oralidade e alfabetização matemática, produção de materiais pedagógicos adaptados e acompanhamento individualizado dos estudantes. Também ocorreram reuniões pedagógicas, monitoramento da frequência e avaliações periódicas para verificar os avanços na aprendizagem.

Início de execução

01/04/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

A prática envolveu professores da rede municipal, coordenação pedagógica, psicopedagogos, gestores escolares e equipe da Secretaria de Educação. Os recursos financeiros foram provenientes do orçamento da educação municipal, destinados ao pagamento de profissionais, aquisição de materiais pedagógicos e organização das atividades no contraturno escolar.

Participação social

As famílias acompanharam a frequência e o desenvolvimento dos estudantes, fortalecendo a parceria entre escola e comunidade. O Conselho Municipal de Educação participou da regulamentação da iniciativa por meio da Resolução nº 001/2025, enquanto gestores, professores e equipe pedagógica atuaram de forma colaborativa na implementação e acompanhamento das ações de recomposição das aprendizagens.

Resultados

Inovação da prática

A iniciativa inova ao institucionalizar a recomposição das aprendizagens no contraturno de forma estruturada por níveis de aprendizagem, e não por turmas regulares. Foca no letramento funcional (Língua Portuguesa e Matemática) por meio de diferentes metodologias, lúdicas e interativas. Além disso, estabelece uma articulação direta, periódica e colaborativa entre o professor titular, professores de contraturno, psicopedagogos, coordenação e famílias.

Número aproximado de pessoas impactadas

Alunos do 2º ao 5º ano dos anos iniciais da rede municipal de ensino e suas famílias - 1500 pessoas

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

Os estudantes em defasagem escolar do 2º ao 5º ano foram beneficiados com um atendimento humanizado e personalizado em pequenos grupos, respeitando o ritmo individual de aprendizagem. A abordagem lúdica e contextualizada na alfabetização e na matemática garantiu a recuperação da autoestima, autonomia e do pensamento matemático funcional para o cotidiano. Pedagogicamente, as crianças desenvolveram consciência fonológica, competência leitora, escrita e raciocínio lógico. Para os professores da rede, o projeto proporcionou tempos dedicados de planejamento alinhado e confecção de materiais diferenciados, qualificando a prática docente. Por fim, as famílias foram integradas ao processo, participando ativamente do progresso educacional de seus filhos e fortalecendo o vínculo com a comunidade escolar.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A situação-problema — caracterizada pelas defasagens educacionais e impactos na alfabetização e letramento matemático nos anos iniciais do Ensino Fundamental — foi resolvida por meio de uma estratégia sistêmica dividida em cinco etapas principais de implementação: 1. Institucionalização e Regulamentação: Elaboração e aprovação da Resolução nº 001/2025 pelo Conselho Municipal de Educação, conferindo amparo legal, diretrizes claras e legitimidade pedagógica à oferta das aulas no contraturno. 2. Diagnóstico Inicial: Aplicação de avaliações diagnósticas pelas professoras pedagogas titulares das turmas para identificar as dificuldades específicas e mapear os estudantes do 2º ao 5º ano que necessitavam obrigatoriamente do suporte. 3. Planejamento Estruturado e Organização Logística: Organização dos estudantes em pequenos grupos no contraturno, distribuídos preferencialmente por dias da semana de acordo com suas necessidades pedagógicas e níveis de aprendizagem, e não por idade ou série. Paralelamente, garantiu-se um dia útil da semana exclusivo para que os docentes pudessem planejar atividades e confeccionar materiais didáticos adaptados e diferenciados. 4. Execução das Metodologias Ativas: Implementação das aulas focadas na alfabetização linguística (consciência fonológica, leitura e produção textual) e matemática (sistema numérico, operações básicas e resolução de problemas cotidianos) utilizando metodologias interativas, jogos e atividades lúdicas. 5. Monitoramento, Avaliação e Alta: Acompanhamento rigoroso da frequência dos alunos e realização de registros e avaliações periódicas do progresso. O fluxo foi concluído com a concessão de "alta" do contraturno, determinada pelo professor titular da turma de origem assim que os objetivos de aprendizagens e a superação das defasagens foram atingidos.

Resultados principais

Salto nos Índices de Alfabetização: O percentual de crianças alfabetizadas no município avançou expressivamente, saltando de 68% para 78% logo no ano de 2025. Superação Antecipada de Metas: O resultado de 78% superou a meta que estava projetada originalmente apenas para o ano de 2028, acelerando o desenvolvimento educacional em três anos. * Redução de Defasagens Escolares: Mitigação real dos impactos educacionais acumulados, promovendo o letramento e o raciocínio matemático funcional para os alunos assistidos. * Institucionalização do Fluxo Pedagógico: Consolidação de uma rede de apoio contínuo com triagem, acompanhamento por relatórios e critérios claros para a alta pedagógica. * Valorização do Tempo Docente: Garantia de 1 dia útil da semana integralmente dedicado ao planejamento e confecção de recursos didáticos personalizados.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim, o engajamento ocorreu de forma articulada. O Conselho Municipal de Educação representou a sociedade na formulação da normativa. No cotidiano escolar, o diálogo com as famílias foi contínuo por meio do trabalho colaborativo e de feedbacks periódicos dos professores sobre a evolução dos estudantes. A comunicação dos resultados expressivos de alfabetização (avanço de 68% para 78% em 2025) e a superação da meta de 2028 foram publicizados pelos canais oficiais da Prefeitura e da Secretaria do Sistema de Educação , prestando contas à população, valorizando o esforço coletivo e fortalecendo a transparência e a confiança da comunidade na garantia do direito à educação.

Medição, registro e avaliação

A avaliação e a medição do sucesso do projeto basearam-se em três pilares fundamentais estabelecidos na resolução: 1. Avaliações Diagnósticas e Periódicas: Aplicação de triagem inicial para corte e exames periódicos balizados em indicadores de aprendizagem alinhados à BNCC; 2. Registros Sistemáticos e Frequência: Monitoramento diário da presença e relatórios de desenvolvimento contínuo elaborados pelos profissionais que ministraram as aulas de recomposição; 3. Feedback e Validação de Alta: Acompanhamento compartilhado e validação final pelo professor regente titular da turma de origem do aluno, que acompanhava a evolução em sala regular e determinava a alta do contraturno. Globalmente, os resultados foram aferidos e consolidados nos índices municipais de alfabetização de 2025.

Desafios de implementação

Os principais desafios envolveram a busca ativa e a garantia da assiduidade e presença dos estudantes no contraturno escolar, exigindo monitoramento rigoroso. Outro desafio complexo foi a organização logística para agrupar e distribuir os alunos de diferentes turmas de origem em pequenos grupos de acordo com seus níveis específicos de defasagem, e não por idade ou série regular. Houve também o desafio de estruturar o cronograma da rede para assegurar um dia útil na semana focado exclusivamente no planejamento dos docentes, sem desamparar o atendimento. Por fim, exigiu-se a superação de barreiras físicas e pedagógicas por parte da gestão escolar para disponibilizar, simultaneamente, espaços adequados, suporte psicopedagógico e recursos didáticos diferenciados para todas as escolas da rede municipal.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa é atribuído ao caráter planejado, contínuo e humanizado das intervenções. Fatores decisivos incluem a formalização legal da política pública ; o ensino estruturado focado nas reais necessidades do aluno por meio de pequenos grupos ; a garantia de tempo remunerado para o planejamento docente e confecção de materiais de qualidade ; e a corresponsabilidade estabelecida entre a equipe pedagógica, psicopedagogos e as famílias. Sobretudo, o sucesso decorre da articulação técnica precisa entre o diagnóstico das defasagens e a aplicação prática de metodologias ativas que aceleraram a aprendizagem, permitindo saltar de 68% para 78% de crianças alfabetizadas e bater a meta de 2028 com três anos de antecedência.

Aprendizagem obtida

Aprendeu-se que a recomposição eficaz exige flexibilidade pedagógica (agrupar por nível e não por série). O tempo garantido de planejamento e produção de materiais para o docente é fator crítico de qualidade. Confirmou-se que a intervenção precoce e humanizada nos anos iniciais quebra o ciclo de defasagens e acelera os índices municipais de alfabetização de forma ágil, provando que metas distantes (como a de 2028) podem ser superadas com articulação e intencionalidade.

Legislação envolvida

* Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional — LDB (Lei nº 9.394/1996); * Base Nacional Comum Curricular — BNCC; * Resolução CNE/CP nº 1/2022 (Diretrizes Nacionais para a Recomposição das Aprendizagens); * Resolução CME de Morro da Fumaça nº 001/2025.

Prêmios já recebidos

Não informado

Mais informações

Valdete Guollo Salvan

Links e arquivos