Raízes do saber
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Nelsinda Romilda Steindorf Rommel
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria Municipal de Educação
- Equipe responsável
-
Marilete Maria Feruck BenderCoordenadora PedagógicaCempa/Educação
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
Em um mundo cada vez mais desafiador, torna-se essencial que a educação prepare as crianças para compreender a realidade e atuar de forma consciente na comunidade e no meio ambiente. Nesse contexto, a escola desempenha um papel fundamental na formação de cidadãos críticos, responsáveis e comprometidos com práticas sustentáveis. Como a escola pode contribuir para reduzir o desperdício de alimentos e promover hábitos saudáveis e sustentáveis entre os alunos, as famílias e a comunidade?
Estrutura necessária para implementação
Organização pedagógica integrada ao currículo escolar; Equipe da Secretaria de Educação; Equipe escolar; Estudantes; Parceiros locais; HORTA: Enxadas, pás, rastelos, regadores, carrinho de mão, mangueiras, sementes, mudas, adubo. PROCESSAMENTO DOS ALIMENTOS: Fogão, gás, panelas, liquidificador, processador, facas, colheres, garfos, tábuas, forno, peneiras, vidros esterilizados para geleias, embalagens plásticas e de vidros para chás e temperos, touca, avental.
Objetivos da boa prática
Promover a educação ambiental, alimentar e sustentável por meio de práticas pedagógicas integradas, valorizando os saberes da comunidade, o reaproveitamento de alimentos e o desenvolvimento de hábitos saudáveis nas crianças Incentivar o aproveitamento integral dos alimentos, reduzindo desperdícios; Desenvolver hábitos de alimentação saudável; Manter a horta escolar com hortaliças e ervas medicinais; Produzir geleias, chás, farináceos e outros produtos; Valorizar as tradições familiares.
Estratégia de implementação
O projeto foi desenvolvido por meio da integração entre teoria e prática. As ações incluíram pesquisas, aulas de campo, rodas de conversa, oficinas e atividades práticas relacionadas à sustentabilidade, alimentação saudável e educação ambiental. Os alunos participaram ativamente de todas as etapas do processo. O projeto também contou com a participação das famílias e da comunidade, valorizando os conhecimentos tradicionais e fortalecendo a relação entre escola e comunidade.
Atividades implementadas
Organização da horta escolar; Produção de geleias artesanais; Produção de cascas de laranja cristalizadas; Desidratação de frutas e ervas para preparo de chás; Produção de farináceos; Produção de pão de queijo; Criação de rótulo, livro de receitas digital e sacolas retornáveis; Participação em eventos, curso e feiras municipais e regionais com venda de produtos;Socialização dos conhecimentos e experiências entre alunos, escola e comunidade;Apresentação do projeto em eventos locais e regionais.
Início de execução
13/03/2024
Recursos humanos e financeiros envolvidos
Humanos: Equipe da Secretaria Municipal de Educação;Equipe gestora da escola;Professores e coordenação pedagógica;Funcionários da escola; Alunos participantes do projeto;Famílias da comunidade escolar;Parceiros locais. Financeiros e materiais: Aquisição de sementes, mudas e adubos;Compra e manutenção de ferramentas para a horta; Utensílios e equipamentos para preparo e processamento dos alimentos; Embalagens e recipientes para armazenamento;Livro caixa para compra e manutenção de materiais.
Participação social
A participação social foi fundamental para o desenvolvimento e fortalecimento do projeto “Raízes do Saber”, acontecendo de forma colaborativa entre escola, famílias e comunidade local. As famílias contribuíram com doações de frutas, sementes, mudas e conhecimentos tradicionais relacionados ao cultivo, preparo e aproveitamento dos alimentos. Também tivemos a colaboração de cooperativas locais com recursos financeiros.
Resultados
Inovação da prática
A proposta incentiva hábitos sustentáveis, consumo consciente, redução do desperdício e protagonismo estudantil, tornando os alunos agentes ativos na construção de atitudes responsáveis e ambientalmente conscientes. O projeto alia inovação pedagógica, educação ambiental e desenvolvimento sustentável em uma experiência concreta e transformadora. Vale ressaltar que um dos diferenciais é a idade dos alunos envolvidos: crianças de 8 a 11 anos, que são capazes de gerir um ciclo de produção.
Número aproximado de pessoas impactadas
500
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
Para os estudantes, o projeto contribuiu para o desenvolvimento da consciência ambiental, da responsabilidade, da cooperação e do protagonismo nas atividades escolares. As crianças passaram a compreender a importância da alimentação saudável, do reaproveitamento dos alimentos e do cuidado com o meio ambiente por meio de experiências concretas e participativas. As famílias foram beneficiadas pela valorização de seus conhecimentos tradicionais e pela aproximação com a escola, fortalecendo a participação comunitária e a troca de saberes entre gerações. A comunidade escolar também foi impactada positivamente com a redução do desperdício de alimentos, o fortalecimento da educação ambiental e a construção de um ambiente escolar mais participativo, sustentável e integrado à realidade local. Dessa forma, o projeto contribuiu para a formação integral dos envolvidos, estimulando mudanças de comportamento e ampliando o compromisso coletivo com a sustentabilidade e a qualidade de vida.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
Inicialmente, identificou-se a situação-problema. Em seguida, a equipe escolar, a professora que atua na oficina de Intervenção Urbano/Rural, Meio Ambiente e Agricultura no Ensino Integral, juntamente com os estudantes do 3º ano ao 5º ano, discutiram possibilidades, ideias e possíveis parcerias. Após, ocorreu a mobilização da comunidade escolar e contato com possíveis parceiros. Em seguida, a horta e os canteiros foram reorganizados, o solo foi preparado e o plantio de hortaliças e chás foi realizado. Foram realizadas atividades de manutenção do pomar na escola. Também foram colhidas as frutas e preparadas as geleias, casca de laranja caramelizada, chás. As crianças trouxeram a mandioca e foram fabricados produtos farináceos (polvilho doce e azedo, tucupi e farinha de mandioca). Realizou-se oficina de culinária com produção de pão de queijo. As crianças também produziram geleias em casa com seus familiares e trouxeram para a escola. Foi aplicado um questionário investigativo para conhecer os hábitos alimentares dos avós das crianças. Foi realizado uma atividade de degustação de alimentos com tempero natural e sem tempero para verificar as diferenças. Além disso, foi produzido um livro digital com as receitas realizadas. Também foi criado um rótulo com a logomarca do projeto. Foram confeccionadas sacolas retornáveis de tecido. Houve participação em eventos e feiras municipais e regionais com venda de produtos produzidos. Socialização dos conhecimentos e experiências entre alunos, escola e comunidade. Apresentação do projeto em eventos locais e regionais. A escola participou de curso para mães sobre plantas medicinais. O projeto contou com momentos de avaliação e reorganização de ações, permitindo identificar avanços, dificuldades e novas possibilidades. O problema do desperdício de alimentos e da necessidade de promover práticas sustentáveis foi enfrentado por meio do aproveitamento integral das frutas e demais produtos cultivados, transformando excedentes em alimentos e produtos úteis para a comunidade escolar. Além disso, a implantação da horta possibilitou a construção de hábitos saudáveis, consciência ambiental e valorização dos saberes tradicionais das famílias. Salienta-se que, no Tempo Integral, por meio de atividades diversificadas, os alunos têm mais oportunidades de aprendizagem e convivência. Além disso, o ensino integral contribui para a formação de cidadãos mais críticos, responsáveis, autônomos e participativos na sociedade.
Resultados principais
Redução do desperdício de frutas e alimentos por meio do aproveitamento integral; Implantação e fortalecimento da horta escolar como espaço permanente de aprendizagem; Desenvolvimento de hábitos alimentares mais saudáveis entre os estudantes; Maior conscientização ambiental e adoção de práticas sustentáveis; Transformação da escola em um ambiente mais participativo, sustentável e voltado à educação ambiental.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim. O projeto contou com ampla participação e engajamento da comunidade escolar desde o planejamento até a execução das atividades. Os resultados do projeto foram divulgados e compartilhados com a comunidade escolar e população local por meio de apresentações, exposições das atividades realizadas, socialização e comercialização dos produtos produzidos, reuniões com as famílias e momentos de integração promovidos pela escola.
Medição, registro e avaliação
Os resultados do projeto foram medidos e avaliados de forma contínua, por meio da observação das atividades desenvolvidas e da participação dos estudantes, famílias e comunidade escolar. A avaliação considerou tanto os aspectos pedagógicos quanto os impactos sociais, ambientais e alimentares promovidos pela iniciativa. A avaliação ocorreu por meio de registros fotográficos, observações diárias, rodas de conversa, acompanhamento pedagógico, participação das famílias, exposições das atividades, comercialização dos produtos e análise dos resultados alcançados ao longo do projeto. Esses momentos permitiram identificar avanços e reorganizar ações quando necessário.
Desafios de implementação
Manter a participação contínua dos estudantes nas atividades do projeto; Garantir a manutenção da horta escolar durante diferentes períodos do ano; Disponibilizar recursos financeiros e materiais necessários para continuidade das ações; Incentivar mudanças de hábitos relacionados ao consumo consciente e alimentação saudável; Assegurar a continuidade e sustentabilidade do projeto a longo prazo.
Fatores de sucesso
O sucesso do projeto “Raízes do Saber” pode ser atribuído ao envolvimento coletivo da comunidade escolar, à participação ativa das famílias e ao comprometimento dos profissionais da educação e estudantes durante todas as etapas da iniciativa. A proposta conseguiu unir teoria e prática de forma significativa, aproximando os conteúdos escolares da realidade vivenciada pelas crianças e valorizando os conhecimentos tradicionais da comunidade. O desenvolvimento de atividades práticas, como a horta escolar e o aproveitamento integral dos alimentos, despertou o interesse, a curiosidade e o protagonismo dos estudantes. Além disso, o foco em sustentabilidade, alimentação saudável, educação ambiental e consumo consciente tornou a iniciativa relevante para toda a comunidade, promovendo mudanças de hábitos e impactos positivos no cotidiano escolar e familiar.
Aprendizagem obtida
O desenvolvimento do projeto “Raízes do Saber” proporcionou importantes aprendizagens para os estudantes, professores, famílias e comunidade escolar, fortalecendo conhecimentos, valores e práticas sustentáveis. Os estudantes aprenderam, na prática, sobre cultivo, cuidado com a terra, reaproveitamento integral dos alimentos, alimentação saudável e preservação ambiental. Também desenvolveram habilidades como responsabilidade, cooperação, organização, autonomia e trabalho em equipe.
Legislação envolvida
Não informado
Prêmios já recebidos
Não informado
Mais informações
Diretora da escola - Paula Marcieli Auler