PROJETO DE ENFRENTAMENTO À INSEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL NO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL -SABERES,SABORES E PROTEÇÃO SOCIAL
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Sabrina de Bairros Zancanaro
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Secretaria Municipal de Saúde, Rede de Atenção Básica, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (CETER), além de parcerias intersetoriais com CONSEA, EPAGRI, SENAR, universidades, empresas, supermercados e organizações da sociedade civil.
- Equipe responsável
-
Sabrina de Bairros ZancanaroDiretora de Proteção Social BásicaGestãoMarina Aparecida dos SantosSecretária de Assistência SocialGestãoLuciane Stawny SampaioCoordenadoraCRASElva Daniela FilipeAssistente socialBenefícios EventuaisCristina Mieko AkamatsuAssistente socialPrograma Bolsa Família
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
O desenvolvimento da iniciativa foi motivado pelo aumento das situações de vulnerabilidade social e insegurança alimentar no município, especialmente após a pandemia da Covid-19, refletido no crescimento da demanda por auxílio alimentação e atendimentos da rede socioassistencial. O cenário evidenciou a necessidade de ações intersetoriais que ultrapassassem o caráter emergencial, promovendo proteção social, fortalecimento da autonomia familiar, inclusão produtiva e acesso a direitos.
Estrutura necessária para implementação
A execução do projeto requer equipe técnica da Política de Assistência Social, especialmente profissionais dos CRAS, rede socioassistencial e serviços da Proteção Social Básica, além de articulação intersetorial com saúde, educação, agricultura e desenvolvimento econômico. São necessários espaços comunitários para oficinas e grupos, materiais socioeducativos, apoio técnico de parceiros institucionais, transporte quando necessário, equipamentos básicos de informática e sistemas de acompanhamento
Objetivos da boa prática
Promover o enfrentamento à insegurança alimentar e nutricional por meio de ações intersetoriais de proteção social, educação alimentar, inclusão produtiva e fortalecimento comunitário, ampliando o acesso a direitos e fortalecendo a autonomia das famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa busca reduzir agravamentos sociais, fortalecer vínculos familiares e comunitários e estimular desenvolvimento social sustentável no território.
Estratégia de implementação
A prática foi estruturada a partir do diagnóstico das vulnerabilidades sociais do território e organizada de forma intersetorial, envolvendo assistência social, saúde, educação, agricultura e desenvolvimento econômico. As ações são executadas por meio da rede socioassistencial, especialmente CRAS e PAIF, com oficinas socioeducativas, grupos, ações comunitárias, inclusão produtiva, educação alimentar e articulação com parceiros institucionais, empresas, universidades e organizações da sociedade c
Atividades implementadas
Já foram implementadas ações de fortalecimento de hortas comunitárias e oficinas de geração de renda voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo e autonomia financeira de mulheres em situação de vulnerabilidade social. Também foram iniciadas articulações intersetoriais e comunitárias com a rede socioassistencial e parceiros locais. As demais ações previstas incluem oficinas socioeducativas, educação alimentar, inclusão produtiva, ações comunitárias e ampliação das parcerias.
Início de execução
07/01/2026
Recursos humanos e financeiros envolvidos
Oficina Geração de Renda (empresa contratada): aproximadamente R$13.000,00 (de janeiro a maio de 2026). Sendo 24 horas mensais, conforme contrato. Secretaria de Desenvolvimento econômico: CETER e Casa do Empreendedor do Município Instituições parceiras
Participação social
A iniciativa conta com participação das mulheres atendidas pela secretaria municipal de assistência social, via CRAS. Fortalecimento comunitário e hortas comunitárias, incentivando autonomia, protagonismo e inclusão produtiva. Também envolve famílias acompanhadas pelos CRAS. Órgãos intersetoriais das políticas de assistência social, saúde, educação, agricultura e desenvolvimento econômico, além de instituições parceiras, universidades, empresa
Resultados
Inovação da prática
A iniciativa se destaca pela integração entre segurança alimentar, proteção social, inclusão produtiva e fortalecimento comunitário, articulando diferentes políticas públicas e parceiros locais em uma atuação territorializada e preventiva. O projeto busca superar ações exclusivamente emergenciais, promovendo autonomia familiar, protagonismo das mulheres, fortalecimento de hortas comunitárias e desenvolvimento social sustentável por meio de estratégias intersetoriais e participação comunitária.
Número aproximado de pessoas impactadas
Aproximadamente 200 pessoas impactadas diretamente nas ações iniciais e fortalecimento comunitário.
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
A iniciativa fortaleceu o acesso à proteção social, incentivou autonomia financeira, ampliou vínculos comunitários e promoveu ações de segurança alimentar e inclusão produtiva. As oficinas de geração de renda contribuíram para o fortalecimento do protagonismo feminino, enquanto as hortas comunitárias estimularam participação comunitária, sustentabilidade e acesso à alimentação. O projeto também fortaleceu o acesso das famílias à rede socioassistencial e às demais políticas públicas do território.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
A implementação iniciou a partir da identificação do aumento das demandas relacionadas à insegurança alimentar e vulnerabilidade social no município, especialmente no âmbito da rede socioassistencial. Posteriormente, foi realizado diagnóstico territorial e articulação intersetorial entre assistência social, saúde, educação, agricultura, desenvolvimento econômico e parceiros comunitários. Na sequência, foram organizadas ações prioritárias voltadas ao fortalecimento das hortas comunitárias e oficinas de geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social, promovendo inclusão produtiva, fortalecimento comunitário e autonomia familiar. Também foram iniciadas articulações com parceiros institucionais, universidades, empresas e organizações da sociedade civil para ampliação das ações. A prática busca enfrentar a insegurança alimentar de forma preventiva e continuada, fortalecendo o acesso à proteção social, à inclusão produtiva e à participação comunitária, reduzindo vulnerabilidades e promovendo garantia de direitos.
Resultados principais
• Fortalecimento de hortas comunitárias no território; • Realização de oficinas de geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social; • Ampliação da articulação intersetorial entre políticas públicas e parceiros locais; • Fortalecimento da participação comunitária e do protagonismo feminino; • Ampliação do acesso das famílias à rede socioassistencial e ações de proteção social.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim. A iniciativa contou com participação ativa das mulheres participantes das oficinas, famílias acompanhadas pela rede socioassistencial, lideranças comunitárias e parceiros locais. O diálogo ocorreu por meio de reuniões, oficinas, ações comunitárias e articulação territorial junto aos CRAS e instituições parceiras. As ações e resultados vêm sendo divulgados por meio das redes institucionais, atividades comunitárias e mobilização da rede intersetorial, fortalecendo a participação social e o vínculo com a comunidade.
Medição, registro e avaliação
Os resultados vêm sendo acompanhados por meio de registros da rede socioassistencial, listas de participação nas oficinas e ações comunitárias, acompanhamento técnico das famílias atendidas, articulação com parceiros institucionais e observação dos impactos sociais no território. Também são considerados indicadores qualitativos relacionados à participação comunitária, fortalecimento de vínculos, adesão às ações propostas e ampliação do acesso das famílias à rede de proteção social.
Desafios de implementação
Os resultados vêm sendo acompanhados por meio de registros da rede socioassistencial, listas de participação nas oficinas e ações comunitárias, acompanhamento técnico das famílias atendidas, articulação com parceiros institucionais e observação dos impactos sociais no território. Também são considerados indicadores qualitativos relacionados à participação comunitária, fortalecimento de vínculos, adesão às ações propostas e ampliação do acesso das famílias à rede de proteção social.
Fatores de sucesso
O sucesso da iniciativa está relacionado à atuação intersetorial entre políticas públicas, ao fortalecimento da rede socioassistencial e ao envolvimento ativo da comunidade e dos parceiros locais. A integração entre proteção social, segurança alimentar, inclusão produtiva e fortalecimento comunitário possibilitou ações mais humanizadas, preventivas e sustentáveis, promovendo maior proximidade com as famílias e fortalecimento da garantia de direitos no território.
Aprendizagem obtida
A experiência demonstrou a importância da atuação intersetorial, da participação comunitária e do fortalecimento das ações preventivas no enfrentamento das vulnerabilidades sociais. Também evidenciou que iniciativas voltadas à autonomia familiar, geração de renda e fortalecimento comunitário produzem impactos mais sustentáveis na promoção da segurança alimentar e garantia de direitos.
Legislação envolvida
Constituição Federal de 1988; Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS (Lei nº 8.742/1993); Política Nacional de Assistência Social – PNAS/2004; Lei nº 12.435/2011 (SUAS); Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional – LOSAN (Lei nº 11.346/2006); Resolução CNAS nº 109/2009; NOB/SUAS; Leis Municipais nº 5.143/2024 e nº 5.055/2025.
Prêmios já recebidos
Não informado