Projeto Agente Mirim: Pequenos Agentes, Grandes Mudanças
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Simone Lazzarotti Gomes
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria de Saúde e Educação
- Equipe responsável
-
Taísa ScopelNutricionistaSecretaria de SaúdeSalete Catarina LiszkievichACSSecretaria de SaúdeDaiane LocatelliACSSecretaria de SaúdeAna Claudia CerrySecretária de EducaçãoSecretaria de EducaçãoCristiane TurminaDiretora EscolarSecretaria de EducaçãoSuziane TomaziACSSecretaria de Saúde
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
O aumento dos casos de dengue e a presença de possíveis focos do mosquito na região demonstraram a necessidade de fortalecer ações preventivas desde a infância. Observou-se a importância de conscientizar crianças pequenas de forma lúdica e participativa, incentivando hábitos de cuidado com o ambiente e o repasse das informações junto às famílias e comunidade, contribuindo para a prevenção da dengue e promoção da saúde coletiva.
Estrutura necessária para implementação
Para a realização do projeto, foram necessários materiais lúdicos e educativos, como maquete, cenários ilustrativos, folders, fantasia e coletes de agente mirim confeccionados na unidade. O espaço adequado para as atividades, apoio da equipe escolar e da saúde, participação de agentes de endemias, ACS e recursos para impressão de certificados.
Objetivos da boa prática
• Conscientizar crianças de 3 a 6 anos sobre a prevenção da dengue de forma lúdica e educativa. • Incentivar hábitos de cuidado com o ambiente, evitando possíveis focos do mosquito. • Desenvolver nas crianças o senso de responsabilidade e cidadania em relação à saúde coletiva. • Fortalecer a integração entre escola, saúde e comunidade por meio de atividades educativas. • Promover o aprendizado interativo, tornando as crianças multiplicadoras das informações de prevenção.
Estratégia de implementação
O projeto foi realizado no ambiente escolar com ações recreativas e educativas conduzidas pela agente de endemias, nutricionista e ACS. Utilizando maquete, cenário ilustrativo, brincadeiras e dança, as crianças aprenderam a identificar possíveis focos do mosquito da dengue e formas de prevenção. As crianças usaram coletes de agente mirim e receberam certificados, incentivando o aprendizado, a participação e a multiplicação das orientações junto às famílias.
Atividades implementadas
Foram desenvolvidas ações educativas de forma lúdica e interativa, incluindo explicações sobre a dengue com apoio de maquete e cenário ilustrativo. As crianças participaram de dinâmicas para identificar situações de risco e possíveis criadouros do mosquito, além de atividades recreativas e conversas orientadas sobre prevenção. Utilizaram coletes de agente mirim durante as atividades, e ao final receberam certificados, reforçando o aprendizado e o papel de multiplicadores.
Início de execução
31/10/2025
Recursos humanos e financeiros envolvidos
O projeto contou com a coordenação de agente de endemias, nutricionista, ACS, apoio da instituição escolar. Os profissionais foram responsáveis pelo planejamento e execução das atividades, orientação das crianças e condução das dinâmicas. Quanto aos recursos financeiros, foram utilizados materiais de baixo custo, impressões, além de itens reutilizáveis para construção da maquete e cenários educativos. O projeto priorizou recursos já disponíveis na secretaria de educação, na UBS e próprio.
Participação social
O projeto contou com a participação enérgica das crianças da educação infantil, que interagiram nas atividades, demonstrando interesse e envolvimento. As famílias foram incentivadas a participar de forma indireta, por meio das crianças, que levaram orientações para casa, fortalecendo a conscientização comunitária sobre a prevenção da dengue.
Resultados
Inovação da prática
A inovação da prática está no uso de metodologias lúdicas e interativas para crianças nesta faixa etária, transformando-as em “agentes mirins” no combate à dengue. O uso de maquetes, cenários educativos, coletes e dinâmicas práticas torna o aprendizado mais objetivo e significativo. A proposta também inova ao envolver a criança como replicadora de informações, fortalecendo a prevenção desde a primeira infância e aproximando saúde, escola e comunidade.
Número aproximado de pessoas impactadas
45 pessoas diretamente e aproximadamente 200 pessoas indiretamente
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
Os principais benefícios qualitativos incluem o aumento da conscientização das crianças sobre a prevenção da dengue, o desenvolvimento de hábitos de cuidado com o ambiente e o fortalecimento do discernimento de responsabilidade desde a primeira infância. O projeto também favorece a autonomia, a participação ativa e o aprendizado expressivo por meio de atividades lúdicas. Além disso, promove a integração entre escola, saúde e famílias, ampliando a disseminação das práticas preventivas na comunidade.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
As etapas iniciaram com o diagnóstico da necessidade de conscientização sobre a dengue na primeira infância. Em seguida, foi realizado o planejamento das ações educativas, definição de materiais e articulação entre escola e agente de endemias. Na execução, ocorreram atividades lúdicas envolvendo as crianças. Na etapa de resolução, observou-se maior compreensão sobre prevenção, mudança de comportamento e engajamento das crianças como multiplicadoras das informações, contribuindo para reduzir riscos de focos do mosquito no ambiente familiar e escolar.
Resultados principais
Os principais resultados incluem o aumento da conscientização das crianças sobre a prevenção da dengue e o reconhecimento de possíveis focos do mosquito no ambiente escolar e domiciliar. Observou-se maior participação, interesse e envolvimento nas atividades lúdicas, além do fortalecimento do aprendizado por meio da vivência prática. As crianças passaram a atuar como multiplicadoras das informações junto às famílias, contribuindo para a disseminação de hábitos preventivos na comunidade.
Engajamento da comunidade e diálogo
O projeto promoveu diálogo entre escola, equipe de saúde e famílias, fortalecendo a conscientização sobre a prevenção da dengue. As crianças atuaram como ponte de comunicação, levando orientações para casa e incentivando mudanças de hábitos no ambiente familiar. O engajamento da comunidade ocorreu de forma indireta, com maior atenção aos cuidados com água parada e limpeza dos espaços, ampliando a participação coletiva na prevenção e controle do mosquito. Além a atividade foi divulgada nas redes sociais do município.
Medição, registro e avaliação
De forma qualitativa, observando a participação, o interesse e a compreensão das crianças durante as atividades. Foram realizadas as atividades no cenário demonstrando o aprendizado sobre a prevenção da dengue. Também foi considerada a interação das crianças com as famílias, identificando a disseminação das orientações. A evolução do entendimento foi percebida pela capacidade de reconhecer e apontar possíveis focos do mosquito. Até então não temos registro de foco e nem casos confirmados.
Desafios de implementação
Não houve desafios que interferiram na implementação da prática.
Fatores de sucesso
o Projeto inclui a utilização de metodologias lúdicas e interativas, que facilitaram a compreensão das crianças sobre a prevenção da dengue, sendo este um fator de sucesso e o envolvimento da agente de endemias e da equipe escolar fortaleceu a execução das atividades. O uso de maquetes, cenários e coletes de agente mirim aumentou o interesse e a participação. Outro fator importante foi a linguagem adequada à faixa etária, que favoreceu o aprendizado significativo e o engajamento das crianças como multiplicadoras.
Aprendizagem obtida
Observou-se que as crianças assimilam melhor os conteúdos quando participam ativamente das atividades. A eficácia de metodologias lúdicas na educação em saúde para a primeira infância, facilitando a compreensão de temas complexos como a prevenção da dengue. A importância da integração entre escola e saúde, e do papel das crianças como multiplicadoras de informações, fortalecendo a conscientização e a prevenção na comunidade.
Legislação envolvida
Lei nº 9.394/1996 (LDB). As diretrizes do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde e políticas de educação em saúde, que incentivam ações intersetoriais entre saúde e educação para prevenção de doenças endêmicas.
Prêmios já recebidos
Não
Mais informações
Simone e Taísa