Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE SAO BENTO DO SUL Município: SAO BENTO DO SUL UF: SC

PROGRAMA MUNICIPAL DE HORTAS COMUNITÁRIAS

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 1 ODS 2 ODS 3 ODS 5 ODS 10 ODS 11 ODS 12 ODS 15 ODS 17

Resumo

O Programa Municipal de Hortas Comunitárias visa fortalecer e ampliar ações de segurança alimentar e inclusão social em São Bento do Sul, por meio da implantação e manutenção de hortas comunitárias em territórios vulneráveis. O projeto promove acesso a alimentos saudáveis, educação alimentar, sustentabilidade, fortalecimento de vínculos comunitários e autonomia das famílias, integrando ações da Assistência Social, Saúde, Educação e Agricultura.

Categoria temática

Assistência Social, Acessibilidade, Inclusão e Políticas para Mulheres

Públicos priorizados

Juventude Mulheres Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial Cidadãos/Comunidade em geral Outro: Famílias inscritas no Cadastro Único; Beneficiários do Programa Bolsa Família; Usuários dos CRAS e SCFV Idosos atendidos pelos serviços socioassistenciais

Participantes

Coordenador da boa prática
Maria Glaci Fernandes da Silva
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Secretaria Municipal de Assistência Social – SEMAS Secretaria Municipal de Agricultura Secretaria Municipal de Saúde Secretaria Municipal de Educação CRAS Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV Também há previsão de articulação com parceiros institucionais, como: EPAGRI Universidades Profissionais da saúde Nutricionistas Técnicos agrícolas Voluntário
Equipe responsável
Marilu Breger da Silva
Coordenadora
CRAS
Marina Aparecida dos Santos
Secretária de Assistência Social
Gestão

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

O desenvolvimento do Programa Municipal de Hortas Comunitárias foi motivado pelo aumento da insegurança alimentar e da vulnerabilidade social no Município de São Bento do Sul, evidenciado pelo crescimento da demanda por benefícios eventuais de auxílio-alimentação e pelo número significativo de famílias inscritas no Cadastro Único. Observou-se a necessidade de fortalecer ações estruturantes que promovam autonomia, inclusão social, alimentação saudável, sustentabilidade e fortalecimento comunitári

Estrutura necessária para implementação

A implementação do Programa Municipal de Hortas Comunitárias ocorre em áreas públicas e comunitárias destinadas ao cultivo, com articulação intersetorial entre as políticas públicas municipais e acompanhamento técnico contínuo das famílias participantes. O programa conta com ferramentas, sistemas de irrigação, estufas, sementes, mudas, insumos agrícolas, composteiras, materiais educativos e equipamentos utilizados nas oficinas, capacitações e ações comunitárias desenvolvidas.

Objetivos da boa prática

O Programa Municipal de Hortas Comunitárias busca fortalecer a segurança alimentar e nutricional, ampliar o acesso a alimentos saudáveis e promover inclusão social, autonomia e melhoria da qualidade de vida das famílias em situação de vulnerabilidade. A iniciativa também objetiva fortalecer vínculos comunitários, incentivar práticas sustentáveis, estimular a educação alimentar e reduzir a dependência de benefícios assistenciais por meio da participação comunitária e da agricultura urbana.

Estratégia de implementação

A implementação do Programa Municipal de Hortas Comunitárias ocorre de forma intersetorial, por meio da articulação entre Assistência Social, Agricultura, Saúde, Educação e parceiros institucionais. As ações são desenvolvidas em territórios prioritários, com participação comunitária, acompanhamento técnico das famílias, fortalecimento das hortas já existentes, implantação de novas unidades e realização contínua de oficinas educativas, capacitações e ações de educação alimentar e sustentabilidade

Atividades implementadas

Entre as principais atividades implementadas destacam-se o fortalecimento das hortas comunitárias existentes, implantação de novas unidades em territórios vulneráveis, preparo do solo, instalação de sistemas de irrigação, distribuição de sementes e mudas, aquisição de ferramentas e insumos agrícolas, realização de oficinas educativas e capacitações sobre alimentação saudável, sustentabilidade, compostagem e agricultura urbana, além do acompanhamento técnico e mobilização comunitária.

Início de execução

24/02/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

O programa conta com atuação da SEMAS- CRAS, demais políticas públicas municipais, além de parceiros institucionais, técnicos e voluntários. Os recursos financeiros são provenientes de recursos próprios do município e captação por emendas parlamentares e transferências voluntárias. São 5 hortas existentes e fortalecidas, e será implementada 2 novas hortas, O investimento estimado é de R$ 250.000,00, destinados à aquisição de equipamentos e insumos.

Participação social

A participação social ocorre por meio do envolvimento direto das famílias e da comunidade em todas as etapas das hortas comunitárias, incluindo preparo do solo, plantio, manutenção, colheita e distribuição dos alimentos. O programa também conta com articulação entre serviços socioassistenciais, grupos comunitários, parceiros institucionais, universidades, EPAGRI, técnicos e voluntários, fortalecendo a convivência comunitária, a participação cidadã e o controle social das ações desenvolvidas.

Resultados

Inovação da prática

A iniciativa se destaca pela integração entre segurança alimentar, inclusão social e fortalecimento comunitário, utilizando as hortas comunitárias como estratégia permanente de desenvolvimento social. A prática alia agricultura urbana, educação alimentar, sustentabilidade e participação cidadã, promovendo autonomia das famílias e redução da dependência assistencial. A atuação intersetorial entre Assistência Social, Saúde, Educação, Agricultura e parceiros institucionais amplia a efetividade e o

Número aproximado de pessoas impactadas

Atualmente 100 pessoas; Meta para novas implementações: 800 pessoas.

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa beneficiou as famílias em situação de vulnerabilidade por meio da ampliação do acesso a alimentos saudáveis, fortalecimento da convivência comunitária, incentivo à autonomia e promoção da educação alimentar e ambiental. O programa também contribuiu para melhoria da qualidade de vida, fortalecimento de vínculos sociais, participação comunitária, desenvolvimento de habilidades produtivas, visando a redução da dependência de benefícios assistenciais.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A implementação iniciou com o diagnóstico das famílias em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar, seguido da articulação entre Assistência Social, Agricultura, Saúde, Educação e parceiros institucionais. Foram fortalecidas hortas existentes, implantadas novas unidades e realizadas oficinas educativas. A iniciativa ampliou o acesso a alimentos saudáveis, fortaleceu vínculos comunitários, promoveu autonomia, garantia de direitos e ações preventivas relacionadas à violência e vulnerabilidade social.

Resultados principais

Fortalecimento de 5 hortas comunitárias já existentes no município. Implantação prevista de pelo menos 2 novas hortas em territórios prioritários. Atendimento direto estimado de até 300 famílias em situação de vulnerabilidade social. Realização de oficinas educativas sobre alimentação saudável, sustentabilidade e agricultura urbana. Redução da insegurança alimentar, fortalecimento de vínculos comunitários, promoção da garantia de direitos e prevenção de situações de vulnerabilidade social

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. A iniciativa foi construída com participação ativa da comunidade, especialmente das famílias atendidas pelos serviços socioassistenciais, que participam das etapas de preparo do solo, plantio, manutenção, colheita e distribuição dos alimentos. O diálogo ocorre por meio do acompanhamento das equipes técnicas, ações comunitárias, oficinas educativas, encontros coletivos e articulação com CRAS em seus respectivos territórios.

Medição, registro e avaliação

Os resultados são acompanhados por meio d.e indicadores e registros técnicos realizados pelas equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social. A avaliação considera o número de hortas fortalecidas, implantação de novas unidades, quantidade de famílias atendidas, oficinas realizadas e participação comunitária. Também são utilizados registros fotográficos, listas de presença, cadastros dos participantes, relatórios das hortas

Desafios de implementação

Os principais desafios enfrentados para a implementação da iniciativa estiveram relacionados à limitação de recursos financeiros para aquisição de insumos, equipamentos, sistemas de irrigação e ampliação da estrutura das hortas comunitárias. Também se destacaram os desafios relacionados à manutenção contínua das ações, mobilização comunitária, fortalecimento da participação das famílias e necessidade de articulação intersetorial entre diferentes políticas públicas e parceiros institucionais.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa é atribuído à atuação intersetorial entre as políticas públicas municipais, ao envolvimento ativo da comunidade e ao acompanhamento da coordenação do projeto e das equipes técnicas. Destacam-se ainda o fortalecimento da participação das famílias, a integração entre Assistência Social. Além da possibilidade de as famílias produzirem e levarem alimentos saudáveis para consumo próprio, fortalecendo a autonomia, a segurança alimentar e a qualidade de vida.

Aprendizagem obtida

A iniciativa possibilitou compreender que ações comunitárias intersetoriais fortalecem a segurança alimentar, a participação social e a autonomia das famílias em situação de vulnerabilidade. Entre os principais aprendizados destacam-se a importância do acompanhamento técnico contínuo, da participação ativa da comunidade e da articulação entre políticas públicas. Também evidenciou-se a necessidade de ampliação de investimentos em estrutura, insumos e ações educativas permanentes.

Legislação envolvida

onstituição Federal de 1988 – Art. 6º Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS (Lei nº 8.742/1993) Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional – LOSAN (Lei nº 11.346/2006) Sistema Único de Assistência Social – SUAS Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional – CONSEA Política Nacional de Desenvolvimento Social

Prêmios já recebidos

Não informado

Mais informações

Maria Glaci Fernandes

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