PEQUENAS MÃOS, GRANDES FLORESTAS
Resumo
Categoria temática
Vídeo de apresentação
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Eliziane Acacia Schuck Weber
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria municipal de Educação/Saudades SC
- Equipe responsável
-
Eliziane Acacia Schuck WeberProfessoraCEI Pequeno Príncipe
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
O projeto “Pequenas Mãos, Grandes Florestas” surge da necessidade de conscientizar as crianças da Educação Infantil sobre a importância da preservação ambiental e do cuidado com as florestas. Observou-se a necessidade de desenvolver hábitos sustentáveis e fortalecer o vínculo das crianças com a natureza por meio de experiências práticas, lúdicas e investigativas. Tal qual, transformar pequenas ações cotidianas em atitudes de cuidado coletivo, envolvendo também famílias e comunidade escolar.
Estrutura necessária para implementação
A estrutura contou com a sala para as atividades pedagógicas; área externa para produção das bolas; espaço para secagem; local seguro para dispersão; jardim da escola; área verde localizada no interior da cidade; área degradada autorizada e margens de trilhas ecológicas. Dentro desta estrutura sempre estavam envolvidos professores e demais funcionários.
Objetivos da boa prática
Promover a restauração ambiental e a educação ecológica por meio da produção, coleta e dispersão de bolas de sementes, envolvendo crianças, escolas e comunidade na recuperação de áreas degradadas e no fortalecimento da consciência ambiental. Tendo em vista que perto das dependências da nossa instituição passa o Rio Saudades que necessita de atenção maior quanto a sua Mata Ciliar, que necessita ser restaurada, já que foi danificada na enchente de 2015, assolando nossa cidade.
Estratégia de implementação
O projeto “Pequenas Mãos, Grandes Florestas” teve como estratégia a sensibilização e Educação Ambiental, criando vínculo emocional das crianças com o meio ambiente; a produção das bolas de sementes, onde as crianças participam da mistura e modelagem das bolas de sementes, desenvolvendo coordenação motora e aprendizado sensorial; coleta e seleção da área verde, sempre priorizando lugares seguros e acessíveis para as crianças; dispersão das bolas de sementes e monitoramento.
Atividades implementadas
Rodas de conversa; contação de histórias sobre sementes; informações sobre animais dispersadores de sementes; exploração e diferentes tonalidades e texturas das sementes de árvores nativas da nossa região; coleta em casa com ajuda dos pais; coleta de sementes em uma área verde da cidade; confecção das bolas e lançamento das mesmas na beira do Rio Saudades que cruza nossa cidade e que é responsável pelo abastecimento da água da nossa cidade.
Início de execução
12/05/2025
Recursos humanos e financeiros envolvidos
O trabalho contou com a participação da Professora da Disciplina de Educação Ambiental, comunidade escolar, famílias e demais funcionários, auxiliando na preparação dos espaços e materiais, contudo no acompanhamento das crianças em saídas de campo. Os recursos financeiros foram destinados à aquisição de materiais simples e sustentáveis necessários para a execução das oficinas e ações práticas. A maioria dos materiais foi doada pela comunidade. O transporte, através da Secretaria da Educação.
Participação social
O mesmo propõe a mobilização coletiva da comunidade escolar para ações de educação ambiental por meio da coleta, produção e dispersão de bolas de sementes em área verde do município, envolvendo crianças do Pré 1 e Pré 2 da Educação Infantil. A participação social será construída de forma colaborativa entre famílias, Secretaria Municipal de Educação, unidade escolar e funcionários locais, fortalecendo o vínculo entre escola, comunidade e meio ambiente.
Resultados
Inovação da prática
A inovação da prática está na integração entre educação infantil, família, poder público e comunidade local em uma ação ambiental concreta e participativa, transformando os pequenos em protagonistas ambientais desde a primeira infância, utilizando metodologias ativas. Assim, as crianças do Pré 1 e Pré 2 participaram da coleta de sementes nativas, preparo das bolas de sementes (mistura de terra, argila e sementes) e posteriormente da dispersão na mata ciliar.
Número aproximado de pessoas impactadas
300
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
Através deste trabalho com alunos da Educação infantil, promoveu-se benefícios educacionais, sociais, ambientais e comunitários de forma integrada, fortalecendo o vínculo entre escola, família e comunidade. Assim, fortalecendo a formação de uma geração mais consciente ambientalmente, além de incentivar ações simples e contínuas de preservação ambiental com potencial de impacto duradouro no município.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
Este projeto foi de forma articulado, integrando escola, família, comunidade e poder público; gradual: respeitando o desenvolvimento infantil; lúdico, utilizando brincadeiras, exploração e experiências concretas; participativo, incentivando o protagonismo das crianças nas ações ambientais e colaborando para a resolução de um problema que está ao lado da instituição, onde as crianças estudam. No primeiro período trabalhou-se a sensibilização e descoberta da natureza com conversas em roda sobre florestas, rios mata ciliar, animais da região e ainda sobre a importância das árvores para a água, sombra, animais e clima; contação de histórias ecológicas e músicas sobre a natureza; passeio de observação nas áreas verdes próximas da instituição; exploração sensorial com folhas, sementes, terra e galhos. Nesta percebeu-se a necessidade de despertar o vínculo afetivo das crianças com as árvores, a água e os animais. No segundo período, ouve a intervenção dos pais, onde os quais tiveram a incumbência de ir em buscas de sementes de árvores nativas que estavam nas áreas verdes nos arredores de suas residências, onde também puderam pesquisar e conhecer sobre a vegetação que é tão importante e por vezes não observada, onde também aprendiam, fazendo. Após isso, os alunos traziam as sementes coletadas nos dias que tinha a disciplina de Educação Ambiental. No terceiro período, os alunos fizeram a observação de algumas sementes mais conhecidas, como feijão, arroz e de flores, comparando suas estruturas, suas texturas e cores, onde realizaram algumas atividades pedagógicas inspiradas na natureza. No quarto período, foi articulado um passeio de campo no interior do município, situado também as margens do Rio Saudades, ou seja, na mata ciliar, para que pudemos usufruir da mesma biodiversidade que está ao lado de nossa instituição, onde não tivemos o perigo de trazer plantas invasoras ou exóticas. Neste momento, os educandos foram orientados quanto aos perigos da floresta (galhos, animais peçonhentos e pedras) e quais materiais poderiam ser coletados (nada além de sementes). Sempre com a participação de demais funcionários, para melhor organização doa alunos. Coletou-se grande quantidade de sementes e os levamos para a instituição. No quinto período, expôs-se as sementes em sala e os educandos puderam observar e comparar as texturas, cores e estruturas e nomeando as sementes coletadas em suas localidades de morada e as que foram coletadas no passeio a campo, ou seja, na área verde. No sexto período, foi a realização da confecção das bolas de sementes. Já em espaço externo, professora e alunos confeccionaram as bolas de sementes, utilizando terra, serragem que foi doada pelos pais, água e as sementes coletadas. Os educandos tiveram a oportunidade de entrar em contato com o elemento terra, onde necessitaram confeccionar uma bola. No sétimo momento, os alunos foram levados até a Mata Ciliar que se dispões ao lado da instituição, onde recebera ordens para jogar as bolas em locais que necessitavam de mais vegetação. Quando as bolas de sementes caem no chão, elas se desmancham. Ao chover, as sementes começam a germinar. Nessas etapas na situação-problema, observou-se o fortalecimento da consciência ambiental nas crianças, o desenvolvimento de noções iniciais de preservação da natureza e o estímulo ao cuidado com o meio ambiente. Além disso, as atividades contribuíram para a regeneração de área degradada, favorecendo a germinação e o estabelecimento de espécies nativas.
Resultados principais
O projeto proporcionou às crianças da educação infantil uma vivência prática e significativa de educação ambiental, aproximando-as da natureza e do cuidado com o meio ambiente. Observou-se o desenvolvimento da consciência ecológica desde a primeira infância, com as crianças compreendendo, de forma lúdica, a importância das árvores nativas e da preservação da mata ciliar para a proteção do Rio Saudades. A atividade de coleta de sementes e produção de bolas de sementes estimulou habilidades motoras, coordenação, curiosidade científica e trabalho em grupo, além de fortalecer o vínculo afetivo das crianças com o ambiente natural. No aspecto ambiental, o lançamento das bolas de sementes na mata ciliar contribuiu para ações de restauração ecológica, favorecendo a dispersão de espécies nativas e ampliando o potencial de regeneração da vegetação local ao longo do rio. O projeto também promoveu a integração entre escola, comunidade e natureza, valorizando práticas sustentáveis.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim. Primeiramente em conversas de WhatsApp e bilhetes com os pais. Onde teve uma troca de informações sobre como iria ser a participação dos mesmos. Na comunidade, quanto aos materiais necessários como serragem e matéria orgânica: também foi através de mensagens via WhatsApp. Para o transporte, por intermédio na gestão escolar.
Medição, registro e avaliação
Quanto a medição deve considerar o processo educativo e ambiental, tendo como âmbito a participação nas atividades ; reconhecimento básico de sementes e árvores nativas; compreensão simples sobre natureza, rios e preservação ambiental; trabalho em grupo e interesse e curiosidades demonstradas durante as atividades. Já como indicador ambiental os locais de dispersão das bolas de sementes; as condições do solo e umidade das áreas da mata ciliar e sinais iniciais de germinação ao longo do tempo. Os registros foram através de fotos das etapas do projeto (coleta, confecção das bolas, lançamento); vídeos curtos das atividades práticas; desenhos produzidos pelas crianças sobre a experiência; espécies de sementes utilizadas (lista simples) e anotações sobre evolução da compreensão ambiental das crianças. A avaliação foi contínua, qualitativa e formativa, focada no processo.
Desafios de implementação
Principais desafios foram: a participação e engajamento das famílias; conseguir que os pais participem efetivamente das atividades externas. Ajustar horários compatíveis entre escola, famílias e comunidade. Manter o envolvimento contínuo durante todas as etapas do projeto. Segurança das crianças: Cuidado com áreas escorregadias e proximidade do rio; Supervisão constante durante coleta e dispersão das sementes; Proteção contra insetos, plantas tóxicas e exposição ao sol. Escolha correta das sementes: Selecionar espécies nativas adequadas para a recuperação das margens do rio; Evitar sementes invasoras ou inadequadas ao ecossistema local; Garantir sementes viáveis para germinação. Condições ambientais e climáticas. Transporte dos materiais e das crianças. Organização da coleta de argila, terra e sementes. Definição segura dos locais de dispersão. Dificuldade em monitorar a germinação das sementes.
Fatores de sucesso
Alguns fatores de sucesso para o projeto pôde ser organizados em aspectos pedagógicos, ambientais e de gestão do projeto. Um primeiro fator essencial foi o alinhamento pedagógico com a faixa etária. Na educação infantil, o aprendizado acontece principalmente por meio da experiência concreta, do brincar e da exploração sensorial. O projeto pode ter mais sucesso porque as atividades foram simples, lúdicas e bem contextualizadas, como a confecção das bolas de sementes, o contato com o solo e a observação da natureza. Outro ponto importante foi o envolvimento significativo das crianças. Elas não apenas “participaram”, mas compreenderam o sentido da ação dentro de suas possibilidades: cuidar da natureza, ajudar a regenerar a vegetação e observar que as sementes podem virar novas plantas. A escolha adequada de espécies nativas e do local de dispersão também foi decisiva. A segurança das crianças durante a atividade de campo foi indispensável.
Aprendizagem obtida
Dentre as lições estão: Consciência ambiental; Vivência prática de sustentabilidade; Desenvolvimento da coordenação motora; Aprendizagem sensorial; Trabalho em equipe e cooperação; Fortalecimento dos vínculos família-escola; Valorização do território e da comunidade; Curiosidade científica e a formação cidadã.
Legislação envolvida
Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), define as APPs, incluindo margens de rios, e estabelece que a vegetação nativa deve ser preservada e recuperada. Qualquer ação de intervenção (mesmo educativa) pode exigir cuidado para não causar impacto ambiental; Resolução CONAMA nº 303/2002; detalha critérios de proteção para áreas como margens de rios, restingas e encostas. Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9.795/1999)
Prêmios já recebidos
Nenhum
Mais informações
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Links e arquivos
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