Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE JOACABA Município: JOACABA UF: SC

Mais gestão, menos custo: Como a escuta ativa reorganiza a Atenção Básica.

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 3 ODS 4 ODS 8 ODS 11

Resumo

A escuta ativa foi implementada como estratégia de governança na Atenção Básica em Joaçaba/SC, reorganizando o cuidado sem aumento de custos. Por meio de encontros comunitários estruturados e devolutivas institucionais, reduziu ruídos, ampliou a transparência e qualificou decisões com base em demandas reais. O modelo demonstrou alto impacto com uso de recursos existentes e forte potencial de replicação. Em 2026, evolui com o “Bingo da Saúde”, ampliando engajamento e educação em saúde.

Categoria temática

Saúde

Públicos priorizados

Trabalhadores informais Agricultores familiares Produtores rurais Artesãos Gestores Municipais Pessoas com deficiência (PCD) Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial Povos originários Cidadãos/Comunidade em geral Outro: PREFEITO E VEREADORES

Participantes

Coordenador da boa prática
Karla Vanessa Simas
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Fundo Municipal de Saúde, câmara de vereadores e Prefeito.
Equipe responsável
Karla Vanessa Simas
Secretario de saúde
Fundo Municipal de saúde
Camila Toaldo
Diretor de Saúde
Fundo Municipal de saúde
Jeferson Minella
Super Intendente
Fundo Municipal de saúde

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

A Atenção Básica em Joaçaba/SC enfrentava falhas na comunicação com a população, baixa transparência e distanciamento entre gestão, equipes e usuários. Esse cenário gerava ruídos, decisões pouco alinhadas às demandas reais e uso ineficiente dos serviços, com sobrecarga desnecessária de outros níveis de atenção. Diante disso, emergiu a necessidade de uma estratégia estruturada de escuta ativa para aproximar a gestão da realidade local e qualificar a tomada de decisão.

Estrutura necessária para implementação

A implementação utilizou estrutura já existente da Secretaria Municipal de Saúde, sem necessidade de novos investimentos. Envolveu equipes da Atenção Básica (coordenação, ESF e apoio administrativo), uso de espaços comunitários e unidades de saúde para os encontros, além de recursos simples como projetor, computador e materiais impressos. O registro e monitoramento das demandas foram realizados por planilhas e sistemas institucionais, garantindo organização, acompanhamento e devolutiva à gestão.

Objetivos da boa prática

Implementar um modelo estruturado de escuta ativa na Atenção Básica, visando ampliar a transparência da gestão, fortalecer o vínculo com a população e qualificar a tomada de decisão com base em demandas reais. A iniciativa buscou reduzir ruídos na comunicação, melhorar o uso dos serviços de saúde, identificar prioridades locais e promover maior participação social, contribuindo para uma gestão mais eficiente, resolutiva e alinhada às necessidades da comunidade.

Estratégia de implementação

A estratégia foi organizada em ciclos por microárea da ESF, com planejamento pelas coordenações da Atenção Básica. Foram realizados encontros comunitários com apresentação de dados, serviços e fluxos, seguidos de escuta estruturada das demandas. As informações foram registradas, analisadas por prioridade e encaminhadas à gestão e ao Legislativo, com devolutivas sistemáticas. O monitoramento ocorreu por meio do acompanhamento das demandas e avaliação da participação.

Atividades implementadas

Planejamento por microárea da ESF; mobilização e divulgação comunitária; realização de encontros presenciais com apresentação de indicadores, serviços e fluxos; escuta estruturada das demandas da população; registro e sistematização das informações; análise e priorização das necessidades; encaminhamento à gestão e ao Legislativo; devolutivas institucionais; monitoramento dos encaminhamentos; e, em 2026, implementação do Bingo da Saúde como estratégia de educação e engajamento.

Início de execução

01/01/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

A prática foi executada por equipes da Atenção Básica (coordenação, profissionais da ESF e apoio administrativo), sem necessidade de novas contratações. Os custos foram mínimos, restritos a materiais de divulgação, impressão e apoio logístico, utilizando recursos próprios da Secretaria Municipal de Saúde. Foram aproveitados espaços públicos e estrutura já existente, caracterizando uma iniciativa de baixo custo, sustentável e baseada na otimização dos recursos disponíveis.

Participação social

A participação social ocorreu por meio de encontros comunitários abertos, com envolvimento direto de usuários da Atenção Básica, lideranças locais e representantes do Conselho Municipal de Saúde. A população teve espaço estruturado para manifestação de demandas, sugestões e avaliações. As contribuições foram registradas, analisadas e encaminhadas à gestão e ao Legislativo, com devolutivas periódicas, fortalecendo o controle social, a transparência e o vínculo entre comunidade e serviços de saúde

Resultados

Inovação da prática

A inovação está na estruturação da escuta ativa como modelo sistemático de governança, integrando participação social, análise de dados e devolutivas institucionais em ciclos contínuos. Diferente de ações pontuais, organiza a escuta como ferramenta estratégica de decisão, com baixo custo e alta eficiência. Em 2026, avança com o “Bingo da Saúde”, incorporando educação em saúde de forma lúdica e interativa, ampliando o engajamento e a efetividade das ações.

Número aproximado de pessoas impactadas

1000

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa beneficiou qualitativamente os usuários da Atenção Básica ao ampliar o acesso à informação, fortalecer o vínculo com as equipes de saúde e garantir espaço ativo de participação. A escuta estruturada permitiu que demandas reais fossem identificadas e consideradas na tomada de decisão, promovendo maior alinhamento entre serviços ofertados e necessidades da população. Houve melhora na compreensão sobre o funcionamento do SUS, redução de ruídos na comunicação e maior confiança na gestão. Para as equipes, contribuiu para organização do cuidado e priorização mais assertiva das ações. A incorporação do “Bingo da Saúde” ampliou o engajamento, facilitou o entendimento de temas relevantes e tornou a educação em saúde mais acessível, especialmente para públicos com maior dificuldade de acesso à informação.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A iniciativa surgiu a partir de um problema claro: a Atenção Básica operava com falhas na comunicação com a população, ausência de escuta estruturada e decisões pouco alinhadas às demandas reais do território. O resultado era ruído, Ações não assertivas e uso ineficiente dos serviços. Diante disso, estruturamos a escuta ativa como estratégia de gestão. O primeiro passo foi o diagnóstico do cenário e definição de um modelo simples, viável e replicável, organizado por microáreas da Estratégia Saúde da Família. Na prática, implantamos encontros comunitários periódicos, com três momentos-chave: apresentação objetiva dos serviços e indicadores, escuta qualificada da população e registro sistemático das demandas. Essas informações passaram a ser analisadas por prioridade e encaminhadas diretamente à gestão e ao Legislativo, conectando a realidade do território com a tomada de decisão. O diferencial está na devolutiva e ações de programas assertivos, voltados a reclamações pessoal: a população não apenas fala, ela recebe retorno. Isso transformou a escuta em confiança e participação real. Paralelamente, estruturamos o monitoramento contínuo, acompanhando demandas, encaminhamentos e participação comunitária. Como evolução, em 2026 incorporamos o “Bingo da Saúde”, ampliando o modelo com uma estratégia lúdica e interativa que leva informações sobre saúde, funcionamento da Secretaria e termos utilizados no sistema que muitas vezes não são compreendidos pela população. Isso melhora o entendimento, reduz ruídos e aumenta o uso adequado dos serviços. O problema foi resolvido não com mais recursos, mas com organização. Criamos um fluxo estruturado de comunicação entre população e gestão, qualificando decisões e alinhando as ações às necessidades reais. O resultado é um modelo de baixo custo, alto impacto e altamente replicável, que fortalece a Atenção Básica e reposiciona a escuta como ferramenta estratégica de gestão pública.

Resultados principais

Aumento da transparência institucional, evidenciado pela ampliação do acesso da população às informações sobre serviços, fluxos e indicadores da Atenção Básica. Elevação da participação social qualificada, com maior adesão aos encontros comunitários e ampliação do registro de demandas territoriais. Qualificação da tomada de decisão, com incorporação sistemática das demandas da população no planejamento e priorização das ações de saúde. Melhoria na adequação do uso dos serviços, com redução de ruídos comunicacionais e maior compreensão dos fluxos assistenciais do SUS, refletida na diminuição dos registros de ouvidoria entre 2025 e 2026. Ampliação da efetividade das ações de educação em saúde, especialmente com o “Bingo da Saúde”, promovendo maior compreensão de temas técnicos e do funcionamento da Secretaria, com impacto no engajamento da população.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. A iniciativa promoveu engajamento ativo da comunidade por meio de encontros territoriais abertos, estruturados como espaços de escuta qualificada e participação social. Usuários, lideranças locais e representantes do Conselho Municipal de Saúde contribuíram com demandas, sugestões e avaliações, fortalecendo o controle social e a corresponsabilização no cuidado. As demandas sistematizadas foram apresentadas em momentos institucionais com a Câmara de Vereadores e o Executivo municipal, qualificando o diálogo intersetorial e tornando as decisões mais assertivas. Os resultados foram comunicados por devolutivas nos encontros, com apresentação das ações realizadas e encaminhamentos. Esse processo consolidou um canal permanente de diálogo, ampliando transparência e legitimidade das decisões públicas.

Medição, registro e avaliação

Os resultados foram medidos por meio de indicadores qualitativos e quantitativos, incluindo nível de participação comunitária, volume e tipologia das demandas registradas, taxa de encaminhamentos realizados e resolutividade das ações. Também foi considerada a redução de registros na ouvidoria entre 2025 e 2026 como indicador indireto de melhoria na comunicação e no uso dos serviços. As informações foram registradas em planilhas e sistemas institucionais, permitindo rastreabilidade e monitoramento contínuo. A avaliação ocorreu de forma periódica, com análise comparativa entre ciclos, apresentação de resultados nos encontros comunitários e discussão em instâncias de gestão, garantindo ajuste contínuo e qualificação da tomada de decisão.

Desafios de implementação

Os principais desafios envolveram a mobilização inicial da população em 2025, marcada por baixa adesão e limitada cultura de participação social, além da desconfiança quanto à efetividade da escuta. Também houve necessidade de engajar as equipes na reorganização de agendas e na incorporação de rotinas de registro e devolutiva das demandas. Em 2026, para superar essas barreiras, foi implementado o “Bingo da Saúde” com brindes, estratégia que ampliou o interesse e a participação comunitária, tornando os encontros mais atrativos e acessíveis. Outro desafio foi estruturar o fluxo de sistematização e análise das demandas, garantindo que se convertessem em decisões. A articulação com gestão e instâncias políticas também exigiu alinhamento institucional, sendo superada com comunicação clara e devolutivas consistentes.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa está na combinação de organização, simplicidade e foco na realidade do território. A estruturação da escuta ativa como processo contínuo, com registro, análise e devolutiva das demandas, garantiu que a participação social se convertesse em decisões concretas. A utilização de recursos já existentes, sem necessidade de novos investimentos, assegurou viabilidade e sustentabilidade. Destaca-se ainda a integração entre comunidade, equipes de saúde, gestão e instâncias políticas, fortalecendo a governança e a legitimidade das ações. A adaptação da estratégia ao contexto local, especialmente com a incorporação do “Bingo da Saúde”, ampliou o engajamento e facilitou a compreensão da população, contribuindo para maior adesão e efetividade das ações.

Aprendizagem obtida

A iniciativa evidenciou que escuta sem devolutiva não gera engajamento. Em 2025, a baixa adesão levou ao ajuste da estratégia, incorporando em 2026 o “Bingo da Saúde”, que ampliou participação e compreensão da população. Aprendeu-se que linguagem acessível, interação e retorno sistemático são essenciais. O processo também gerou conhecimento sobre priorização de demandas e tomada de decisão baseada na realidade local.

Legislação envolvida

A iniciativa está alinhada à Constituição Federal de 1988 (art. 196 a 200) e às Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, que orientam a organização do SUS e a participação social. Também dialoga com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e diretrizes de transparência e controle social. Destaca-se a articulação com o Legislativo municipal, fortalecendo a governança e a integração entre gestão, sociedade e poder público.

Prêmios já recebidos

I congresso internacional de saúde publica

Mais informações

Karla Vanessa Simas e Camila Toaldo

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