Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE IOMERE Município: IOMERE UF: SC

HORTA MEDICINAL COMUNITÁRIA E DISTRIBUIÇÃO DE CHÁS TERAPÊUTICOS NA ATENÇÃO BÁSICA

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 3 ODS 4 ODS 11 ODS 12

Resumo

O projeto de horta medicinal comunitária em Iomerê promove o uso seguro de plantas medicinais na Atenção Básica. Foram atendidas 60 famílias com 18 tipos de chás, aliados à educação em saúde por meio de visitas domiciliares. Um livro educativo disponível na UBS durante a espera amplia o acesso à informação, fortalecendo a prevenção, o vínculo com a comunidade e a valorização do saber tradicional.Transformar o cuidado em saúde também é transformar conhecimento em autonomia.

Categoria temática

Saúde

Públicos priorizados

Agricultores familiares Produtores rurais Estudantes Juventude Mulheres Pessoas negras Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial Cidadãos/Comunidade em geral

Participantes

Coordenador da boa prática
Cleide Colombo
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Secretaria municipal de Saúde e Assistência Social, Pastoral Da Saúde.
Equipe responsável
Cleide Colombo
Técnica em Agente Comunitária de Saúde
Publico
Vinicius Olivo Gallas
Técnico em Vigilância em Saúde com Ênfase as Endemias
Publico
Lindacir Peretti Crestani
Voluntario
Pastoral da Saúde

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

A iniciativa surgiu diante do baixo acesso da população a orientações seguras sobre o uso de plantas medicinais e do uso incorreto desses recursos. Observou-se a necessidade de fortalecer ações preventivas na Atenção Básica, ampliando a promoção da saúde de forma acessível. Identificou-se a oportunidade de integrar o saber popular ao técnico, promovendo educação em saúde e o uso racional da fitoterapia na comunidade.

Estrutura necessária para implementação

Equipe de Atenção Básica (ACS, enfermagem) e Pastoral da Saúde; espaço para implantação da horta; mudas de plantas medicinais; insumos básicos (terra, ferramentas simples); local adequado para secagem e armazenamento; embalagens para os chás; materiais educativos (livrinho); apoio da UBS para orientação e distribuição; organização das visitas domiciliares e acompanhamento das famílias.

Objetivos da boa prática

Promover a saúde e a qualidade de vida por meio do uso seguro de plantas medicinais na Atenção Básica. Ampliar o conhecimento da população sobre fitoterapia, incentivar o uso correto dos chás, reduzir queixas leves, fortalecer ações preventivas e o vínculo entre equipe de saúde e comunidade, além de valorizar o saber popular e integrar práticas naturais ao cuidado em saúde.

Estratégia de implementação

A prática foi organizada em etapas: parceria entre equipe de Atenção Básica e Pastoral da Saúde; implantação da horta com escolha do local, plantio e identificação das espécies; coleta, secagem e armazenamento das plantas; produção e distribuição dos chás; elaboração de livro educativo; e realização de orientações durante visitas domiciliares e na UBS, garantindo uso seguro e acompanhamento das famílias.

Atividades implementadas

Parceria com a Pastoral da Saúde; implantação da horta medicinal (preparo do solo, plantio e identificação das espécies); cultivo e manutenção; coleta, secagem e armazenamento das plantas; produção e embalagem dos chás; elaboração do livro educativo; distribuição dos chás; orientações durante visitas domiciliares e na UBS; disponibilização do material informativo na sala de espera.

Início de execução

04/11/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

Equipe de Atenção Básica (TACS, TACE ) e voluntários da Pastoral da Saúde. Não houve custos elevados, sendo utilizados recursos locais e materiais simples. Mudas por doação e cultivo próprio; uso de espaço da comunidade/UBS; embalagens e materiais educativos de baixo custo. A iniciativa foi viabilizada com recursos mínimos, apoio institucional e participação comunitária.

Participação social

A comunidade participou ativamente do cultivo e manutenção da horta, contribuindo com saberes tradicionais sobre plantas medicinais. A Pastoral da Saúde atuou como parceira na orientação e apoio às ações. Os cidadãos foram envolvidos por meio das visitas domiciliares, recebendo orientações e utilizando os chás, além de acessar o livro educativo disponível na UBS, fortalecendo o vínculo e a participação social.

Resultados

Inovação da prática

A iniciativa inova ao integrar saber popular e conhecimento técnico na Atenção Básica, transformando uma horta comunitária em ferramenta terapêutica. Destaca-se pela educação em saúde contínua (visitas domiciliares e sala de espera da UBS), uso de livro educativo acessível e oferta de chás padronizados. É uma solução de baixo custo, sustentável, com alta aceitação e fácil replicação.

Número aproximado de pessoas impactadas

200 pessoas, na parte inicial do projeto.

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa beneficiou qualitativamente pessoas com hipertensão e diabetes ao promover orientações seguras sobre o uso de plantas medicinais que auxiliam no bem-estar, como chás com efeito calmante e digestivo, contribuindo para redução de estresse, melhora do sono e apoio aos hábitos saudáveis. As ações educativas reforçaram o autocuidado, a adesão ao tratamento e a prevenção de complicações. Para as crianças, o projeto incentivou hábitos saudáveis desde cedo, com acesso a alternativas naturais para queixas leves, como cólicas e ansiedade, além de promover educação em saúde de forma simples e acessível. Em todos os grupos, houve fortalecimento do vínculo com a equipe de saúde e maior autonomia no cuidado.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A implementação do projeto ocorreu de forma organizada em etapas, garantindo planejamento, execução e acompanhamento contínuo. Inicialmente, foi realizado o diagnóstico do território, onde se identificou o baixo acesso da população a orientações seguras sobre o uso de plantas medicinais, além do uso incorreto dessas práticas. A partir disso, definiu-se a proposta de intervenção com foco na promoção da saúde e prevenção de agravos. Na sequência, foi firmada a parceria entre a equipe de Atenção Básica (ACS, ACE) e a Pastoral da Saúde, integrando conhecimento técnico e saber popular, o que fortaleceu a aceitação da iniciativa na comunidade. A terceira etapa consistiu na implantação da horta medicinal comunitária, com escolha de local adequado, preparo do solo, plantio de mudas e identificação das espécies. Paralelamente, foram definidos os critérios de uso seguro das plantas. Posteriormente, iniciou-se a produção dos chás, incluindo coleta, secagem adequada, armazenamento e organização em embalagens individuais, garantindo qualidade e segurança para distribuição. Como estratégia de educação em saúde, foi elaborado um livro educativo, contendo informações sobre indicações, preparo, quantidades e cuidados. Esse material passou a ser utilizado durante as visitas domiciliares e ficou disponível na UBS, ampliando o acesso à informação. A etapa seguinte envolveu a distribuição dos chás e orientações diretas às famílias, durante visitas domiciliares, contemplando inicialmente 60 famílias com 18 tipos de chás, conforme as necessidades identificadas. Por fim, ocorreu o acompanhamento das famílias, com escuta ativa, observação dos resultados e reforço das orientações, fortalecendo o vínculo com a comunidade. A situação-problema foi enfrentada por meio da educação em saúde contínua, acessível e culturalmente adequada, promovendo o uso racional das plantas medicinais. Com isso, houve maior segurança no uso, redução de queixas leves, fortalecimento do autocuidado e ampliação das ações preventivas na Atenção Básica, resolvendo de forma eficaz a lacuna identificada no território.

Resultados principais

Aumento do conhecimento da população sobre o uso correto de plantas medicinais Uso mais seguro e consciente dos chás terapêuticos Redução de queixas leves, como ansiedade, insônia e problemas digestivos Fortalecimento do vínculo entre equipe de saúde e comunidade Ampliação das ações de promoção e prevenção na Atenção Básica

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim, houve forte engajamento da comunidade desde a construção da iniciativa. Os moradores participaram do cultivo e manutenção da horta, além de contribuírem com conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais. A Pastoral da Saúde atuou como parceira ativa, fortalecendo a participação social. Os resultados foram comunicados de forma contínua por meio de visitas domiciliares, orientações individuais, entrega dos chás com explicações de uso e diálogo direto com as famílias. Além disso, o livro educativo disponível na UBS durante o tempo de espera ampliou o acesso às informações, promovendo educação em saúde e troca de saberes com a população.

Medição, registro e avaliação

Os resultados foram medidos e avaliados por meio de registros das visitas domiciliares realizadas pela equipe (ACS e ACE), com acompanhamento das famílias atendidas. Foram considerados o número de famílias beneficiadas (60), a quantidade de chás distribuídos (18 tipos) e a adesão às orientações. Também foram utilizados relatos dos pacientes sobre melhora de queixas leves, como ansiedade, insônia e problemas digestivos. As informações foram registradas em fichas de acompanhamento e discutidas pela equipe, permitindo avaliação contínua dos resultados e ajustes nas ações conforme a necessidade da comunidade.

Desafios de implementação

Os principais desafios incluíram a falta inicial de conhecimento seguro sobre o uso de plantas medicinais pela população, exigindo maior investimento em educação em saúde. Houve também necessidade de organizar a implantação e manutenção da horta, incluindo escolha do local, cultivo adequado e cuidados contínuos. Outro desafio foi garantir a padronização na coleta, secagem e armazenamento das plantas, assegurando qualidade e segurança dos chás. Além disso, foi necessário fortalecer o engajamento da comunidade e conciliar as atividades com a rotina da equipe de saúde.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa está na integração entre conhecimento técnico da equipe de Atenção Básica (ACS, ACE ) e o saber popular da comunidade, por meio da parceria com a Pastoral da Saúde. A estratégia de educação em saúde contínua, realizada nas visitas domiciliares e na UBS, garantiu acesso à informação e uso seguro das plantas medicinais. Destaca-se também o baixo custo, a simplicidade da execução, o envolvimento ativo da comunidade e a adequação cultural da proposta, o que favoreceu a aceitação, o fortalecimento do vínculo e a sustentabilidade das ações.

Aprendizagem obtida

A iniciativa evidenciou a importância de integrar saber popular e conhecimento técnico para maior adesão. Aprendeu-se a padronizar coleta, secagem e armazenamento das plantas, garantindo segurança. Foram feitos ajustes nas orientações e no acompanhamento das famílias. Destacou-se o valor da educação contínua e da participação comunitária como fundamentais para o sucesso e sustentabilidade da ação.

Legislação envolvida

A iniciativa está alinhada às diretrizes do SUS e à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída pela Portaria nº 971/2006 do Ministério da Saúde, que inclui a fitoterapia na Atenção Básica. Também atende à Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (Decreto nº 5.813/2006) e às ações de promoção da saúde previstas na PNAB.

Prêmios já recebidos

Não informado

Mais informações

Secretaria de Saúde e Assistência Social de Iomerê

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