HORTA MEDICINAL COMUNITÁRIA E DISTRIBUIÇÃO DE CHÁS TERAPÊUTICOS NA ATENÇÃO BÁSICA
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Cleide Colombo
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria municipal de Saúde e Assistência Social, Pastoral Da Saúde.
- Equipe responsável
-
Cleide ColomboTécnica em Agente Comunitária de SaúdePublicoVinicius Olivo GallasTécnico em Vigilância em Saúde com Ênfase as EndemiasPublicoLindacir Peretti CrestaniVoluntarioPastoral da Saúde
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
A iniciativa surgiu diante do baixo acesso da população a orientações seguras sobre o uso de plantas medicinais e do uso incorreto desses recursos. Observou-se a necessidade de fortalecer ações preventivas na Atenção Básica, ampliando a promoção da saúde de forma acessível. Identificou-se a oportunidade de integrar o saber popular ao técnico, promovendo educação em saúde e o uso racional da fitoterapia na comunidade.
Estrutura necessária para implementação
Equipe de Atenção Básica (ACS, enfermagem) e Pastoral da Saúde; espaço para implantação da horta; mudas de plantas medicinais; insumos básicos (terra, ferramentas simples); local adequado para secagem e armazenamento; embalagens para os chás; materiais educativos (livrinho); apoio da UBS para orientação e distribuição; organização das visitas domiciliares e acompanhamento das famílias.
Objetivos da boa prática
Promover a saúde e a qualidade de vida por meio do uso seguro de plantas medicinais na Atenção Básica. Ampliar o conhecimento da população sobre fitoterapia, incentivar o uso correto dos chás, reduzir queixas leves, fortalecer ações preventivas e o vínculo entre equipe de saúde e comunidade, além de valorizar o saber popular e integrar práticas naturais ao cuidado em saúde.
Estratégia de implementação
A prática foi organizada em etapas: parceria entre equipe de Atenção Básica e Pastoral da Saúde; implantação da horta com escolha do local, plantio e identificação das espécies; coleta, secagem e armazenamento das plantas; produção e distribuição dos chás; elaboração de livro educativo; e realização de orientações durante visitas domiciliares e na UBS, garantindo uso seguro e acompanhamento das famílias.
Atividades implementadas
Parceria com a Pastoral da Saúde; implantação da horta medicinal (preparo do solo, plantio e identificação das espécies); cultivo e manutenção; coleta, secagem e armazenamento das plantas; produção e embalagem dos chás; elaboração do livro educativo; distribuição dos chás; orientações durante visitas domiciliares e na UBS; disponibilização do material informativo na sala de espera.
Início de execução
04/11/2025
Recursos humanos e financeiros envolvidos
Equipe de Atenção Básica (TACS, TACE ) e voluntários da Pastoral da Saúde. Não houve custos elevados, sendo utilizados recursos locais e materiais simples. Mudas por doação e cultivo próprio; uso de espaço da comunidade/UBS; embalagens e materiais educativos de baixo custo. A iniciativa foi viabilizada com recursos mínimos, apoio institucional e participação comunitária.
Participação social
A comunidade participou ativamente do cultivo e manutenção da horta, contribuindo com saberes tradicionais sobre plantas medicinais. A Pastoral da Saúde atuou como parceira na orientação e apoio às ações. Os cidadãos foram envolvidos por meio das visitas domiciliares, recebendo orientações e utilizando os chás, além de acessar o livro educativo disponível na UBS, fortalecendo o vínculo e a participação social.
Resultados
Inovação da prática
A iniciativa inova ao integrar saber popular e conhecimento técnico na Atenção Básica, transformando uma horta comunitária em ferramenta terapêutica. Destaca-se pela educação em saúde contínua (visitas domiciliares e sala de espera da UBS), uso de livro educativo acessível e oferta de chás padronizados. É uma solução de baixo custo, sustentável, com alta aceitação e fácil replicação.
Número aproximado de pessoas impactadas
200 pessoas, na parte inicial do projeto.
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
A iniciativa beneficiou qualitativamente pessoas com hipertensão e diabetes ao promover orientações seguras sobre o uso de plantas medicinais que auxiliam no bem-estar, como chás com efeito calmante e digestivo, contribuindo para redução de estresse, melhora do sono e apoio aos hábitos saudáveis. As ações educativas reforçaram o autocuidado, a adesão ao tratamento e a prevenção de complicações. Para as crianças, o projeto incentivou hábitos saudáveis desde cedo, com acesso a alternativas naturais para queixas leves, como cólicas e ansiedade, além de promover educação em saúde de forma simples e acessível. Em todos os grupos, houve fortalecimento do vínculo com a equipe de saúde e maior autonomia no cuidado.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
A implementação do projeto ocorreu de forma organizada em etapas, garantindo planejamento, execução e acompanhamento contínuo. Inicialmente, foi realizado o diagnóstico do território, onde se identificou o baixo acesso da população a orientações seguras sobre o uso de plantas medicinais, além do uso incorreto dessas práticas. A partir disso, definiu-se a proposta de intervenção com foco na promoção da saúde e prevenção de agravos. Na sequência, foi firmada a parceria entre a equipe de Atenção Básica (ACS, ACE) e a Pastoral da Saúde, integrando conhecimento técnico e saber popular, o que fortaleceu a aceitação da iniciativa na comunidade. A terceira etapa consistiu na implantação da horta medicinal comunitária, com escolha de local adequado, preparo do solo, plantio de mudas e identificação das espécies. Paralelamente, foram definidos os critérios de uso seguro das plantas. Posteriormente, iniciou-se a produção dos chás, incluindo coleta, secagem adequada, armazenamento e organização em embalagens individuais, garantindo qualidade e segurança para distribuição. Como estratégia de educação em saúde, foi elaborado um livro educativo, contendo informações sobre indicações, preparo, quantidades e cuidados. Esse material passou a ser utilizado durante as visitas domiciliares e ficou disponível na UBS, ampliando o acesso à informação. A etapa seguinte envolveu a distribuição dos chás e orientações diretas às famílias, durante visitas domiciliares, contemplando inicialmente 60 famílias com 18 tipos de chás, conforme as necessidades identificadas. Por fim, ocorreu o acompanhamento das famílias, com escuta ativa, observação dos resultados e reforço das orientações, fortalecendo o vínculo com a comunidade. A situação-problema foi enfrentada por meio da educação em saúde contínua, acessível e culturalmente adequada, promovendo o uso racional das plantas medicinais. Com isso, houve maior segurança no uso, redução de queixas leves, fortalecimento do autocuidado e ampliação das ações preventivas na Atenção Básica, resolvendo de forma eficaz a lacuna identificada no território.
Resultados principais
Aumento do conhecimento da população sobre o uso correto de plantas medicinais Uso mais seguro e consciente dos chás terapêuticos Redução de queixas leves, como ansiedade, insônia e problemas digestivos Fortalecimento do vínculo entre equipe de saúde e comunidade Ampliação das ações de promoção e prevenção na Atenção Básica
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim, houve forte engajamento da comunidade desde a construção da iniciativa. Os moradores participaram do cultivo e manutenção da horta, além de contribuírem com conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais. A Pastoral da Saúde atuou como parceira ativa, fortalecendo a participação social. Os resultados foram comunicados de forma contínua por meio de visitas domiciliares, orientações individuais, entrega dos chás com explicações de uso e diálogo direto com as famílias. Além disso, o livro educativo disponível na UBS durante o tempo de espera ampliou o acesso às informações, promovendo educação em saúde e troca de saberes com a população.
Medição, registro e avaliação
Os resultados foram medidos e avaliados por meio de registros das visitas domiciliares realizadas pela equipe (ACS e ACE), com acompanhamento das famílias atendidas. Foram considerados o número de famílias beneficiadas (60), a quantidade de chás distribuídos (18 tipos) e a adesão às orientações. Também foram utilizados relatos dos pacientes sobre melhora de queixas leves, como ansiedade, insônia e problemas digestivos. As informações foram registradas em fichas de acompanhamento e discutidas pela equipe, permitindo avaliação contínua dos resultados e ajustes nas ações conforme a necessidade da comunidade.
Desafios de implementação
Os principais desafios incluíram a falta inicial de conhecimento seguro sobre o uso de plantas medicinais pela população, exigindo maior investimento em educação em saúde. Houve também necessidade de organizar a implantação e manutenção da horta, incluindo escolha do local, cultivo adequado e cuidados contínuos. Outro desafio foi garantir a padronização na coleta, secagem e armazenamento das plantas, assegurando qualidade e segurança dos chás. Além disso, foi necessário fortalecer o engajamento da comunidade e conciliar as atividades com a rotina da equipe de saúde.
Fatores de sucesso
O sucesso da iniciativa está na integração entre conhecimento técnico da equipe de Atenção Básica (ACS, ACE ) e o saber popular da comunidade, por meio da parceria com a Pastoral da Saúde. A estratégia de educação em saúde contínua, realizada nas visitas domiciliares e na UBS, garantiu acesso à informação e uso seguro das plantas medicinais. Destaca-se também o baixo custo, a simplicidade da execução, o envolvimento ativo da comunidade e a adequação cultural da proposta, o que favoreceu a aceitação, o fortalecimento do vínculo e a sustentabilidade das ações.
Aprendizagem obtida
A iniciativa evidenciou a importância de integrar saber popular e conhecimento técnico para maior adesão. Aprendeu-se a padronizar coleta, secagem e armazenamento das plantas, garantindo segurança. Foram feitos ajustes nas orientações e no acompanhamento das famílias. Destacou-se o valor da educação contínua e da participação comunitária como fundamentais para o sucesso e sustentabilidade da ação.
Legislação envolvida
A iniciativa está alinhada às diretrizes do SUS e à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída pela Portaria nº 971/2006 do Ministério da Saúde, que inclui a fitoterapia na Atenção Básica. Também atende à Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (Decreto nº 5.813/2006) e às ações de promoção da saúde previstas na PNAB.
Prêmios já recebidos
Não informado
Mais informações
Secretaria de Saúde e Assistência Social de Iomerê