Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE CUNHATAI Município: CUNHATAI UF: SC

HISTÓRIAS QUE NOS UNEM

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 4 ODS 10

Resumo

O projeto “Histórias que nos Unem” busca sensibilizar as crianças para o respeito e a valorização da diversidade cultural desde a infância. Desenvolvido com a turma do Pré II A em tempo integral, a proposta nasceu das curiosidades dos olhares sensíveis das próprias crianças sobre costumes, religiões, línguas e hábitos familiares, promovendo vivências afetivas e significativas que fortalecem a empatia, a identidade cultural o convívio respeitoso entre as diferenças, aproximando escola, criança.

Categoria temática

Educação

Vídeo de apresentação

Públicos priorizados

Professores/trabalhadores da educação Estudantes

Participantes

Coordenador da boa prática
Patricia Werlang
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
A Secretaria Municipal de Educação, por meio da Escola em Tempo Integral, em parceria com as famílias e os estudantes da turma, esteve diretamente envolvida no desenvolvimento do projeto, construindo uma rede de afeto, cuidado e aprendizagem. Essa união fortaleceu vínculos entre escola e comunidade, valorizou as diferentes culturas, histórias e vivências de cada família, além de promover o acolhimento, a empatia, o respeito e o sentimento de pertencimento.
Equipe responsável
Patricia werlang
Professora
CEIM Beija Flor
Jessica Ribeiro Henz
Professora
CEIM Beija Flor

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

A prática foi motivada pelas dúvidas e questionamentos espontâneos das crianças sobre identidade, diferenças culturais, religiões, vestimentas, línguas e tradições familiares. Essas curiosidades revelaram o interesse das crianças em compreender a diversidade que as cerca, despertando a necessidade de abordar o multiculturalismo de forma intencional e significativa na rotina escolar.

Estrutura necessária para implementação

• Planejamento pedagógico. • Cronograma de visitas. • Organização e comunicação com as famílias. • Autorização e parceria das famílias para receberem as crianças em suas residências. • Celular para registros fotográficos. • Transporte escolar (ônibus).

Objetivos da boa prática

• Desenvolver empatia, respeito e valorização da diversidade cultural. • Fortalecer a identidade cultural das crianças. • Promover autonomia e colaboração. • Aproximar as famílias do ambiente escolar, fortalecendo o vínculo entre crianças, professores e famílias. • Estimular o pensamento crítico desde a infância. • Combater preconceitos e promover a inclusão. • Tornar o aprendizado mais significativo e contextualizado.

Estratégia de implementação

A principal estratégia é a realização de visitas organizadas às casas das famílias, seguindo uma ordem alfabética, com agendamento prévio e total liberdade para que cada família compartilhe suas vivências e tradições da forma que desejar. O contato direto com diferentes realidades amplia a visão de mundo das crianças e fortalece os laços entre escola e comunidade.

Atividades implementadas

• Conversas sobre cultura, tradições e identidade. • Planejamento das visitas com as famílias. • Vivências nas residências com brincadeiras, comidas e histórias. • Registros fotográficos e relatos das crianças. • Produção de textos e desenhos sobre as experiências. • Confecção de um livro coletivo. • Entrega de um porta-retrato com foto da visita para cada família.

Início de execução

10/03/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

• Recursos humanos: Professoras responsáveis, apoio da gestão escolar, participação ativa das famílias. • Recursos financeiros: Baixo custo. Os recursos utilizados são, em sua maioria, já disponíveis (papel, impressões, materiais escolares, celular para fotos). O custo principal está relacionado à possível necessidade de transporte e à confecção final do livro (impressão ou encadernação) e a compra dos porta-retratos.

Participação social

A participação das famílias é central na prática. Cada uma contribui com suas histórias, tradições e vivências, oferecendo às crianças experiências autênticas. Essa interação fortalece a relação escola-família, valoriza a cultura de cada lar e promove um sentimento de pertencimento e acolhimento entre todos os envolvidos. Além disso, ao final do projeto, todos os registros se tornam memória coletiva, acessível por meio do livro entregue às crianças e suas famílias.

Resultados

Inovação da prática

O projeto se destaca por levar a aprendizagem para fora da sala de aula, promovendo visitas às casas das famílias, onde as crianças vivenciam diretamente diferentes costumes e tradições. Essa abordagem aproxima escola e comunidade, valoriza a diversidade cultural presente na turma e torna o aprendizado mais afetivo, significativo e real.

Número aproximado de pessoas impactadas

21 crianças e suas famílias foram impactadas diretamente, e a comunidade escolar.

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

O projeto contribuiu para o fortalecimento dos vínculos entre escola, família e comunidade, promovendo uma maior integração e participação das famílias no processo educativo. As crianças ampliaram seu repertório cultural, desenvolvendo empatia, escuta e respeito às diferenças, além de vivenciarem aprendizagens significativas a partir de experiências reais e contextualizadas, compreendendo que o modo de vida de cada pessoa é diverso e que essas diferenças devem ser respeitadas. As famílias também foram beneficiadas qualitativamente ao se sentirem valorizadas e reconhecidas ao compartilhar suas histórias, tradições e modos de vida. O projeto favoreceu ainda a construção de um ambiente mais acolhedor e respeitoso, promovendo a valorização da diversidade cultural presente no grupo.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

O projeto “Histórias que nos Unem” nasceu de um lugar muito genuíno e sensível: a curiosidade das crianças. Curiosidade essa que não é simples, mas profundamente significativa, porque parte do olhar infantil que observa o mundo com encantamento, estranhamento e desejo de compreender. Foram perguntas espontâneas sobre religiões, vestimentas, línguas, hábitos familiares e modos de vida que revelaram a necessidade de transformar essas inquietações em uma proposta pedagógica viva, afetiva e intencional, capaz de acolher essas vozes e dar a elas lugar de escuta, sentido e valorização. A partir disso, iniciou-se o processo de implementação com um planejamento pedagógico cuidadoso, sensível e profundamente comprometido com a infância. Um planejamento que não se limitou a organizar etapas, mas que buscou respeitar o tempo das crianças, suas curiosidades e a potência de suas descobertas. Houve também o alinhamento com a gestão escolar e com a Secretaria de Educação, garantindo apoio, segurança e organização para que o projeto pudesse acontecer de forma significativa, respeitosa e bem estruturada. Em seguida, foi construído o cronograma das visitas, pensado com delicadeza e responsabilidade, considerando cada família como parte essencial dessa rede de aprendizagem. Nesse momento, foi enviado um áudio explicativo no grupo das famílias, no qual detalhamos com cuidado a proposta do projeto, seus objetivos e a forma como as vivências aconteceriam, garantindo clareza, acolhimento e fortalecendo ainda mais o vínculo e a parceria entre escola e família. Esse cuidado inicial foi fundamental para que todas as famílias se sentissem seguras, informadas e parte ativa do processo. Também foi encaminhado para cada criança o termo de autorização para participação no projeto e nas visitas, incluindo a liberação para o deslocamento de ônibus e para a realização das atividades propostas pelas famílias no dia de cada visita. Esse documento foi essencial para garantir a segurança, a organização e o consentimento das famílias, fortalecendo ainda mais a responsabilidade compartilhada entre escola e responsáveis. O transporte ocorreu sempre por meio dos ônibus escolares, reforçando a parceria com a Secretaria de Educação, que apoiou e viabilizou os deslocamentos. Destaca-se também o cuidado e a atenção dos motoristas, que conduziram as crianças com responsabilidade e carinho, demonstrando entusiasmo em colaborar com os passeios e visitas, tornando esses momentos ainda mais seguros e significativos. Com tudo organizado, iniciaram-se as visitas às residências, e nesse momento o projeto deixou de ser apenas planejado para se tornar vivido. Cada visita foi uma experiência singular, carregada de afeto, acolhimento e descobertas. As crianças entraram nos espaços das famílias com olhar curioso e respeitoso, e foram recebidas com generosidade, cuidado e carinho. As famílias abriram suas portas e também seus corações, compartilhando suas histórias, suas memórias, seus modos de viver, suas tradições, suas comidas, suas músicas, seus objetos e suas formas de enxergar o mundo. Cada casa se transformou em um espaço de aprendizagem viva, onde a cultura se apresentava de forma real, concreta e cheia de significado. As vivências permitiram que as crianças conhecessem diferentes formas de viver, celebrar, se expressar e conviver, compreendendo que a diversidade faz parte do cotidiano e deve ser respeitada. Esse processo ampliou o olhar infantil, fortalecendo a empatia, a escuta e o respeito às diferenças. Após cada visita, eram realizadas rodas de conversa para que as crianças compartilhassem sentimentos, lembranças e percepções sobre as experiências vividas, valorizando suas falas, desenhos e interpretações como importantes construções de aprendizagem. O projeto foi registrado por meio de fotografias, relatos realizados pelas famílias, desenhos produzidos pelas crianças e outras contribuições, resultando na construção de um livro coletivo com memórias e aprendizagens das vivências. Ao final, cada família recebeu um exemplar desse livro, além de um porta-retrato com a fotografia da visita realizada em sua residência. Desenvolvido entre março e dezembro de 2025, o projeto transformou encontros em vínculos, diferenças em aprendizagens e experiências em memórias afetivas. Mais do que uma proposta pedagógica, tornou-se uma vivência sensível e significativa, marcada pelo acolhimento, pela escuta, pelo respeito e pela valorização da diversidade, deixando marcas profundas no coração das crianças, das famílias e de toda a comunidade escolar.

Resultados principais

• Fortalecimento do vínculo entre escola e família • Desenvolvimento da empatia, respeito e valorização às diferenças • As crianças tiveram a chance de vivenciar experiencias inéditas, contribuindo para seu crescimento e exploração • Fomento a uma cultura educacional, comprometida com a valorização das vivencias infantis e familiares. • Registro das experiencias vividas, ressaltando o multiculturalismo como componente essencial no processo de aprendizagem.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. Houve um envolvimento intenso e afetivo da comunidade escolar, especialmente das famílias, que abriram as portas de seus lares e compartilharam com sensibilidade suas histórias, vivências, tradições e modos de viver. A participação aconteceu de forma ativa, acolhedora e colaborativa, fortalecendo profundamente os vínculos entre escola e família. Esse movimento tornou o projeto ainda mais humano e significativo, enriquecendo as experiências das crianças e transformando cada encontro em um momento de escuta, pertencimento, afeto e valorização da diversidade.

Medição, registro e avaliação

A mediação foi realizada pelas professoras durante todo o processo, organizando as visitas, acolhendo as falas das crianças e promovendo reflexões antes e após cada vivência, garantindo intencionalidade pedagógica nas experiências. Os registros ocorreram por meio de fotografias, relatos orais e escritos das crianças, desenhos e contribuições das famílias, posteriormente organizados no livro coletivo do projeto. A avaliação foi contínua e formativa, baseada na observação das interações, nas falas das crianças e no envolvimento nas atividades, evidenciando a ampliação do olhar infantil sobre a diversidade cultural, costumes e crenças. O projeto também teve excelente aceitação, com retorno positivo da Secretaria de Educação e da direção do CEIM, que reconheceram a relevância e o impacto da proposta no fortalecimento dos vínculos entre escola, família e comunidade.

Desafios de implementação

Os principais desafios de implementação estiveram relacionados à organização logística das visitas, especialmente no agendamento com as famílias e na adequação dos horários e deslocamentos. Também foi necessário o alinhamento prévio de autorizações e combinados, garantindo a segurança e o bom andamento das atividades. Outro desafio foi respeitar as diferentes realidades familiares, assegurando que todas se sentissem acolhidas e confortáveis em compartilhar suas vivências. Além disso, houve a necessidade de mediação constante para manter o foco pedagógico das experiências e garantir que os registros fossem realizados de forma significativa.

Fatores de sucesso

Os fatores de sucesso do projeto estiveram diretamente relacionados ao forte engajamento das famílias e à abertura da comunidade escolar em participar das visitas e compartilhar suas vivências. Destaco também o planejamento pedagógico sensível e intencional, que orientou todo o processo com coerência, escuta das crianças e significado às experiências vividas. Outro ponto fundamental foi o nosso trabalho como professores, na mediação, organização e condução das atividades, garantindo intencionalidade pedagógica em cada etapa do projeto. Soma-se ainda a participação ativa das crianças, que demonstraram curiosidade e ampliaram sua compreensão sobre a diversidade cultural ao longo do processo. O apoio da gestão escolar e da Secretaria de Educação, com retorno positivo à proposta, também contribuiu significativamente para a consolidação e valorização da prática.

Aprendizagem obtida

Através do projeto, as crianças vivenciaram, muitas vezes pela primeira vez, experiências no contexto rural e urbano, ampliando seu repertório cultural e promovendo o aprendizado prático sobre diferentes formas de vida. Esse contato com o cotidiano das famílias de seus colegas, vem contribuindo significativamente para o desenvolvimento da empatia, da curiosidade e da compreensão das diversidades presentes em seu entorno.

Legislação envolvida

• BNCC (Base Nacional Comum Curricular) – Incentiva o respeito à diversidade e a valorização da identidade cultural das crianças, especialmente nos campos de experiência “O eu, o outro e o nós”. • Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Garante o direito das crianças à educação com respeito aos valores familiares e culturais. • LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) – Defende uma educação baseada na inclusão, diversidade e valorização das experiências das famílias.

Prêmios já recebidos

PROJETO SELECIONADO PARA APRESENTAÇÃO NO ENCONTRO NACIONAL DE EXPERIÊNCIAS INSPIRADORAS DE GESTÃO E PROJETOS PEDAGÓGICOS DE EDUCAÇÃO INTEGRAL EM TEMPO INTEGRAL, NA UFMG EM BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS, EM PARCERIA COM O GRUPO TEIA E MEC.

Mais informações

A secretaria de Educação e a Direção do CEIM Beija Flor.

Links e arquivos