Grupo de Saúde Mental de Adolescentes - Extradiornários
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Luciano Claudino Passarela
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria Municipal de Saúde de Sangão Coordenação Municipal da Atenção Básica de Sangão Coordenação Municipal de Centro de Especialidades - Centro Viver Bem
- Equipe responsável
-
Luciano Claudino PassarelaPsicólogoCentro Viver Bem /SaúdeFranciane Santos do NascimentoEnfermeiraCentro Viver Bem /SaúdeRenan Orlando da SilvaEducador FísicoCentro Viver Bem /SaúdeKamilla BrumCoordenadora Centro Viver BemCentro Viver Bem/SaúdeEduarda FontanaAtenção Básica de SangãoAtenção Básica
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
O município de Sangão (SC), registrou um aumento significativo na demanda por atendimentos voltados à saúde mental na área infantojuvenil. Diante desse cenário epidemiológico, identificou-se a necessidade premente de criar um espaço terapêutico, onde os jovens pudessem se sentir acolhidos. O grupo surge como uma resposta a essa demanda, oferecendo um ambiente favorável para a expressão das emoções, compartilhamento de vivências e promoção global da saúde mental na juventude.
Estrutura necessária para implementação
Utilizado espaço (salão), Centro Viver Bem (especialidades). Utilizado mesas e cadeiras, para as dinâmicas e práticas integrativas.
Objetivos da boa prática
Promover a saúde mental, a socialização, a expressão emocional e o bem-estar global dos adolescentes por meio de uma abordagem interdisciplinar: psicólogo, enfermeira / auriculoterapia e educador físico.
Estratégia de implementação
Alinhavado om a gestão saúde e especialistas da área de saúde mental do município (psiquiatra, psicólogo e neuropediatra) sobre criação do grupo de jovens: Público-Alvo: 8 a 15 adolescentes (de 12 a 17 anos) triados pelos especialistas Frequência: Quinzenal.
Atividades implementadas
Uso de dinâmicas de grupo e arteterapia (ênfase em pintura com significado livre ou direcionado).Estímulo à concentração, projeção de conteúdos internos, expressão de sentimentos e redução da resistência inicial ao ambiente terapêutico. Atividade Física adaptadas, dinâmicas de movimento ou jogos cooperativos. Final auriculoterapia, para o alívio da ansiedade, insônia, irritabilidade e somatizações físicas do estresse.
Início de execução
07/03/2025
Recursos humanos e financeiros envolvidos
Recursos Humanos (Equipe Interdisciplinar) Coordenador Técnico: Psicólogo(a) do Programa de Saúde Mental Sangão (responsável pela condução das dinâmicas, mediação dos temas sensíveis e registro em prontuário). Apoio Técnico de Educação Física: Profissional de Educação Física para planejar e supervisionar as atividades motoras adaptadas. Terapeuta Conducente em PICS: Profissional capacitado em Auriculoterapia que possua a certificação na prática. Tintas , telas e pinceis para as dinâmicas.
Participação social
Secretaria municipal de saúde, bem como conselho municipal de saúde
Resultados
Inovação da prática
Este é um marco histórico para a saúde pública de Sangão (SC). O nascimento do primeiro grupo de adolescentes voltado à saúde mental do município. Uma equipe verdadeiramente interdisciplinar: a união da Psicologia, da sensibilidade da Enfermeira com as PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde) e da energia e socialização trazidas pelo Educador Físico. A introdução da pintura como ferramenta terapêutica foi uma escolha cirúrgica.
Número aproximado de pessoas impactadas
20
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
Para os adolescentes, que muitas vezes não encontram palavras para descrever a sua angústia, as vivências no grupo, a pintura serviram como uma ponte direta entre o inconsciente e o mundo externo, atuando na regulação da atenção, na redução da ansiedade e no manejo clínico.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
Aprovação Gestão em saúde, articulação da rede de atenção psicossocial, autorização dos responsáveis pelos adolescentes
Resultados principais
Fortalecimento do vínculo de grupo, validação mútua e troca horizontal de experiências de vida. Redução de sintomas ansiosos e depressivos, além do desenvolvimento de habilidades sociais e de equipe. Alívio da ansiedade, insônia, irritabilidade e somatizações físicas do estresse.
Engajamento da comunidade e diálogo
Não
Medição, registro e avaliação
Através de observações clínicas, questionamentos realizados no grupo em relação a satisfação do atendimento ofertado.
Desafios de implementação
Descobrir a ferramenta terapêutica que mais se enquadra no grupo de adolescentes, para favores exteriorização das emoções.
Fatores de sucesso
Apoio da gestão, integração da equipe interdisciplinar: psicólogo, enfermeira e educação físico.
Aprendizagem obtida
Para os profissionais de saúde do município de Sangão (SC) — psicólogo, enfermeira PICS, educador físicos, a condução desse primeiro grupo de adolescentes gerou uma quebra de paradigmas. Atender o público infantojuvenil no SUS em um formato interdisciplinar trouxe aprendizados práticos e institucionais que mudam a forma como a equipe exercerá a clínica a partir de agora.
Legislação envolvida
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — Lei nº 8.069/199 (artigo 11) Lei da Reforma Psiquiátrica — Lei nº 10.216/2001 , privilegiando serviço territorial Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) — Portaria nº 971/2006 Portaria de Consolidação nº 3/2017 (Rede de Atenção Psicossocial - RAPS)
Prêmios já recebidos
Não informado
Mais informações
Luciano Claudino Passarela