GRUPO DE APOIO AOS PACIENTES OSTOMIZADOS DE JOAÇABA
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Angela Signori Paimell
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Estão envolvidos no projeto órgãos da administração direta, especialmente as Secretarias Municipais de Saúde de Joaçaba e Herval d’Oeste, responsáveis pela coordenação, execução e acompanhamento das ações. Também há articulação com unidades da Atenção Básica, equipes da Estratégia Saúde da Família e serviços de referência. No âmbito da administração indireta, destaca-se o apoio institucional de serviços vinculados ao sistema de saúde regional, quando necessário.
- Equipe responsável
-
Angela Signori Paimellcoordenadora CTAFundo Municipal de saúde
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
Pacientes ostomizados vivenciavam vulnerabilidade ampliada, com dificuldades no autocuidado, isolamento social e impacto direto na dignidade e qualidade de vida. A ausência de suporte contínuo na Atenção Básica agravava complicações evitáveis e fragilizava o vínculo com os serviços. Essa realidade evidenciou a necessidade de uma estratégia estruturada de acolhimento, educação em saúde e inclusão social.
Estrutura necessária para implementação
A implementação requer equipe de enfermagem capacitada, apoio multiprofissional, espaço físico adequado para encontros, insumos para manejo de ostomias (bolsas e adjuvantes), materiais educativos e sistema de registro dos participantes. São necessárias condições organizacionais para planejamento dos encontros, articulação com a Atenção Básica e logística para fornecimento regular dos insumos.
Objetivos da boa prática
Promover o autocuidado qualificado de pacientes ostomizados, ampliando o conhecimento sobre o manejo da ostomia e reduzindo complicações. Fortalecer o vínculo com a Atenção Básica, melhorar a qualidade de vida e estimular o protagonismo do paciente. Além disso, busca-se ampliar a adesão ao acompanhamento, promover integração social e qualificar a assistência por meio de educação em saúde contínua.
Estratégia de implementação
A prática foi planejada a partir da identificação das demandas dos pacientes ostomizados, com definição de objetivos, público-alvo e cronograma. A organização ocorreu por meio da estruturação de encontros mensais, conduzidos por enfermagem, com apoio multiprofissional. A implementação incluiu mobilização dos pacientes, definição de fluxos, oferta de atividades educativas e monitoramento contínuo da participação e evolução dos usuários.
Atividades implementadas
Foram realizados encontros mensais com palestras educativas sobre manejo da ostomia, orientações individuais e coletivas, dinâmicas de grupo e troca de experiências entre os participantes. Também houve integração com profissionais de diferentes áreas, distribuição regular de insumos, acompanhamento dos usuários, registro da participação e promoção de atividades de socialização e apoio emocional.
Início de execução
01/02/2022
Recursos humanos e financeiros envolvidos
A iniciativa é conduzida por profissionais de enfermagem, com apoio multiprofissional conforme necessidade. Utiliza estrutura e recursos já disponíveis na rede municipal de saúde, sem necessidade de investimentos adicionais significativos. Os insumos para manejo das ostomias são fornecidos pelo Estado, e os custos operacionais são absorvidos pelas Secretarias Municipais de Saúde, caracterizando uma prática de baixo custo e alta viabilidade.
Participação social
A participação social ocorre por meio do envolvimento ativo dos pacientes ostomizados nos encontros mensais, contribuindo com relatos, experiências e avaliação das ações. O grupo promove troca de vivências, fortalecimento do vínculo e protagonismo no cuidado. Há articulação com a rede de saúde e possibilidade de interface com o Conselho Municipal de Saúde, fortalecendo o controle social e a corresponsabilização.
Resultados
Inovação da prática
A inovação da prática está na organização de um grupo de apoio contínuo e estruturado para pacientes ostomizados no território, integrando cuidado clínico, educação em saúde e suporte psicossocial de forma sistemática dentro da atenção básica. Diferentemente do modelo tradicional, em que o acompanhamento se limita à dispensação de materiais e consultas pontuais, o grupo promove encontros mensais planejados, com abordagem educativa, troca de experiências entre os usuários e participação multiprof
Número aproximado de pessoas impactadas
Aproximadamente 45 pacientes ostomizados cadastrados diretamente, com impacto indireto em familiares
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
A iniciativa beneficiou qualitativamente os pacientes ostomizados ao oferecer acompanhamento contínuo e estruturado, promovendo maior segurança no manejo da ostomia e ampliando o conhecimento sobre o autocuidado. Os encontros mensais possibilitam orientação prática, esclarecimento de dúvidas e identificação precoce de dificuldades, contribuindo para a redução de complicações como dermatites periestomais e falhas no manejo das bolsas. Além disso, o grupo fortalece o suporte emocional e social dos participantes, reduzindo sentimentos de isolamento e promovendo troca de experiências entre pessoas que vivenciam situações semelhantes. Esse compartilhamento contribui para a ressignificação da condição de saúde e melhora da autoestima. A atuação multiprofissional e o vínculo contínuo com a equipe de saúde também ampliam o acesso à informação e favorecem maior adesão ao tratamento e ao autocuidado, impactando positivamente a qualidade de vida dos usuários e fortalecendo sua autonomia no coti
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
A implementação do Grupo de Apoio a Pacientes Ostomizados de Joaçaba e Herval d’Oeste ocorreu de forma progressiva, a partir da identificação de uma situação-problema no território: pacientes ostomizados com necessidade de cuidados contínuos, pouca adesão a orientações de autocuidado, insegurança no manejo das bolsas e fragilidade no suporte emocional e social, especialmente após a alta hospitalar e no acompanhamento pela atenção básica. Diante desse cenário, a primeira etapa consistiu na organização da rede de cuidado já existente, com identificação e cadastro dos pacientes ostomizados dos municípios, vinculando-os ao acompanhamento das equipes de enfermagem responsáveis. Em seguida, foi estruturado um modelo de grupo de apoio, inicialmente regional, com encontros periódicos voltados à entrega de materiais e orientações básicas. Com a pandemia de COVID-19, houve a necessidade de interrupção temporária das atividades presenciais, o que evidenciou ainda mais a fragilidade do acompanhamento contínuo desses pacientes. Após esse período, em 2022, o grupo foi reestruturado com novo formato, mais focado e territorializado, restringindo-se aos municípios de Joaçaba e Herval d’Oeste, com organização de encontros mensais presenciais. A terceira etapa envolveu a consolidação da rotina de funcionamento do grupo, com definição de calendário fixo (penúltimas quintas-feiras de cada mês), padronização das atividades educativas, inclusão de dinâmicas de grupo, orientações individuais e participação de diferentes profissionais de saúde. Também foi reforçado o registro de presença e o acompanhamento dos participantes. Paralelamente, manteve-se a logística de distribuição mensal dos materiais de ostomia, garantindo continuidade do cuidado e reduzindo riscos de complicações decorrentes da falta de insumos ou uso inadequado. A resolução da situação-problema ocorreu por meio da integração entre educação em saúde, acompanhamento contínuo e fortalecimento do vínculo entre usuários e equipe de saúde. Isso resultou em maior segurança no autocuidado, redução de intercorrências relacionadas ao uso das bolsas, melhora na adaptação à condição de ostomia e ampliação do suporte emocional e social dos pacientes. Dessa forma, a iniciativa transformou um cuidado antes fragmentado em uma linha de acompanhamento estruturada, contínua e humanizada dentro da atenção básica.
Resultados principais
Ampliação do conhecimento dos pacientes ostomizados sobre o manejo da ostomia e fortalecimento do autocuidado, com maior segurança na rotina diária. Redução de intercorrências relacionadas ao uso inadequado das bolsas de ostomia, como irritações e dermatites periestomais, a partir das orientações contínuas. Fortalecimento do vínculo entre usuários e equipe de saúde, favorecendo acompanhamento mais próximo e humanizado na atenção básica. Melhora da autoestima e da qualidade de vida dos participantes, com redução do isolamento social por meio da troca de experiências no grupo. Maior adesão ao acompanhamento mensal e manutenção do fornecimento adequado de materiais, garantindo continuidade do cuidado e estabilidade clínica dos usuários.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim, houve engajamento da comunidade na construção e consolidação da iniciativa, especialmente a partir da participação ativa dos próprios pacientes ostomizados, que contribuíram com suas experiências, demandas e sugestões ao longo dos encontros. Esse retorno contínuo dos usuários foi fundamental para o aprimoramento das atividades, adaptação da linguagem utilizada nas orientações e definição de temas prioritários trabalhados nos encontros mensais. O diálogo com a comunidade ocorre de forma permanente durante os encontros presenciais, por meio da troca de experiências entre os participantes e da escuta qualificada realizada pelas profissionais responsáveis. Além disso, os pacientes são informados sobre o cronograma das atividades, orientações de cuidado e atualizações relacionadas ao uso dos materiais de ostomia.
Medição, registro e avaliação
Os resultados foram acompanhados por meio de registros sistemáticos realizados durante os encontros mensais, incluindo lista de presença dos participantes e controle do número de pacientes ativos no grupo. Também foram consideradas observações clínicas realizadas pelas enfermeiras responsáveis, especialmente relacionadas ao autocuidado, manejo das bolsas de ostomia e ocorrência de intercorrências como irritações cutâneas e dificuldades de adaptação. A avaliação qualitativa ocorreu a partir da escuta dos pacientes durante os encontros, com relato espontâneo de melhorias na autonomia, segurança no cuidado e bem-estar emocional. Esses relatos foram registrados em prontuários e anotações de acompanhamento da equipe de enfermagem. Além disso, a entrega mensal de materiais de ostomia e o acompanhamento contínuo dos usuários pela atenção básica permitem monitorar a adesão ao cuidado e a estabilidade clínica dos pacientes, contribuindo para uma avaliação global da efetividade da iniciativa a
Desafios de implementação
Os principais desafios enfrentados foram a baixa adesão inicial dos pacientes aos encontros presenciais, especialmente devido a fatores como dificuldades de locomoção, limitações físicas e questões emocionais relacionadas ao estigma da ostomia. Outro desafio relevante foi a manutenção da continuidade das atividades durante o período da pandemia de COVID-19, que exigiu a interrupção temporária dos encontros presenciais e impactou o vínculo com alguns usuários. Também se destacou a necessidade de reorganização do formato do grupo após a pandemia, adequando o modelo de funcionamento à realidade local e ao número reduzido de participantes ativos. Além disso, houve o desafio de manter o engajamento contínuo dos pacientes ao longo do tempo, considerando que parte deles, embora cadastrados, não participa regularmente das atividades presenciais.
Fatores de sucesso
O sucesso da iniciativa pode ser atribuído principalmente à atuação integrada e contínua da equipe de enfermagem, que organiza, conduz e acompanha o grupo de forma sistemática, aliada à escuta qualificada e ao vínculo construído com os pacientes ao longo do tempo. Outro fator determinante é a oferta de um espaço estruturado de acolhimento, educação em saúde e troca de experiências, que favorece o fortalecimento do autocuidado, a autonomia e a adaptação à ostomia. A regularidade dos encontros mensais e a continuidade na entrega de materiais também garantem estabilidade no cuidado e segurança aos usuários. Destaca-se ainda o engajamento dos próprios pacientes, que contribuem com suas vivências, estimulam outros participantes e fortalecem a dinâmica do grupo. A articulação com a rede de atenção básica e a adaptação do formato às necessidades locais após a pandemia também foram fundamentais para a consolidação e sustentabilidade da iniciativa.
Aprendizagem obtida
A principal aprendizagem foi que o cuidado ao paciente ostomizado vai além da entrega de materiais, exigindo acompanhamento contínuo, escuta qualificada e suporte emocional estruturado. Observou-se que a educação em saúde em formato coletivo fortalece o autocuidado e reduz complicações. Também foi necessário ajustar o formato do grupo após a pandemia, tornando os encontros mais objetivos e aderidos à realidade local.
Legislação envolvida
A iniciativa está alinhada às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente aos princípios da universalidade, integralidade e equidade. Fundamenta-se na Política Nacional de Atenção Básica e na Política Nacional de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, que incluem o cuidado às pessoas com ostomia como parte da reabilitação e cuidado integral. Também observa as normas do Ministério da Saúde relacionadas ao fornecimento de insumos e ao acompanhamento contínuo desses usuários na re
Prêmios já recebidos
nenhum
Mais informações
Angela Signori Paimell