Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE JOACABA Município: JOACABA UF: SC

GRUPO DE APOIO AOS PACIENTES OSTOMIZADOS DE JOAÇABA

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 3 ODS 4 ODS 10 ODS 11

Resumo

Pacientes ostomizados enfrentam desafios no autocuidado e risco de complicações. Este estudo relata a implementação de um grupo de apoio em Joaçaba e Herval d’Oeste/SC, com encontros mensais focados em educação em saúde e suporte emocional. Observou-se aumento da adesão ao autocuidado, redução de complicações e melhora na qualidade de vida. A estratégia demonstra alto impacto, baixo custo e potencial de replicação na Atenção Básica.

Categoria temática

Saúde

Públicos priorizados

Agricultores familiares Produtores rurais Professores/trabalhadores da educação Estudantes Gestores Municipais Juventude Mulheres Pessoas com deficiência (PCD) Pessoas negras Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial Povos originários Cidadãos/Comunidade em geral

Participantes

Coordenador da boa prática
Angela Signori Paimell
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Estão envolvidos no projeto órgãos da administração direta, especialmente as Secretarias Municipais de Saúde de Joaçaba e Herval d’Oeste, responsáveis pela coordenação, execução e acompanhamento das ações. Também há articulação com unidades da Atenção Básica, equipes da Estratégia Saúde da Família e serviços de referência. No âmbito da administração indireta, destaca-se o apoio institucional de serviços vinculados ao sistema de saúde regional, quando necessário.
Equipe responsável
Angela Signori Paimell
coordenadora CTA
Fundo Municipal de saúde

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

Pacientes ostomizados vivenciavam vulnerabilidade ampliada, com dificuldades no autocuidado, isolamento social e impacto direto na dignidade e qualidade de vida. A ausência de suporte contínuo na Atenção Básica agravava complicações evitáveis e fragilizava o vínculo com os serviços. Essa realidade evidenciou a necessidade de uma estratégia estruturada de acolhimento, educação em saúde e inclusão social.

Estrutura necessária para implementação

A implementação requer equipe de enfermagem capacitada, apoio multiprofissional, espaço físico adequado para encontros, insumos para manejo de ostomias (bolsas e adjuvantes), materiais educativos e sistema de registro dos participantes. São necessárias condições organizacionais para planejamento dos encontros, articulação com a Atenção Básica e logística para fornecimento regular dos insumos.

Objetivos da boa prática

Promover o autocuidado qualificado de pacientes ostomizados, ampliando o conhecimento sobre o manejo da ostomia e reduzindo complicações. Fortalecer o vínculo com a Atenção Básica, melhorar a qualidade de vida e estimular o protagonismo do paciente. Além disso, busca-se ampliar a adesão ao acompanhamento, promover integração social e qualificar a assistência por meio de educação em saúde contínua.

Estratégia de implementação

A prática foi planejada a partir da identificação das demandas dos pacientes ostomizados, com definição de objetivos, público-alvo e cronograma. A organização ocorreu por meio da estruturação de encontros mensais, conduzidos por enfermagem, com apoio multiprofissional. A implementação incluiu mobilização dos pacientes, definição de fluxos, oferta de atividades educativas e monitoramento contínuo da participação e evolução dos usuários.

Atividades implementadas

Foram realizados encontros mensais com palestras educativas sobre manejo da ostomia, orientações individuais e coletivas, dinâmicas de grupo e troca de experiências entre os participantes. Também houve integração com profissionais de diferentes áreas, distribuição regular de insumos, acompanhamento dos usuários, registro da participação e promoção de atividades de socialização e apoio emocional.

Início de execução

01/02/2022

Recursos humanos e financeiros envolvidos

A iniciativa é conduzida por profissionais de enfermagem, com apoio multiprofissional conforme necessidade. Utiliza estrutura e recursos já disponíveis na rede municipal de saúde, sem necessidade de investimentos adicionais significativos. Os insumos para manejo das ostomias são fornecidos pelo Estado, e os custos operacionais são absorvidos pelas Secretarias Municipais de Saúde, caracterizando uma prática de baixo custo e alta viabilidade.

Participação social

A participação social ocorre por meio do envolvimento ativo dos pacientes ostomizados nos encontros mensais, contribuindo com relatos, experiências e avaliação das ações. O grupo promove troca de vivências, fortalecimento do vínculo e protagonismo no cuidado. Há articulação com a rede de saúde e possibilidade de interface com o Conselho Municipal de Saúde, fortalecendo o controle social e a corresponsabilização.

Resultados

Inovação da prática

A inovação da prática está na organização de um grupo de apoio contínuo e estruturado para pacientes ostomizados no território, integrando cuidado clínico, educação em saúde e suporte psicossocial de forma sistemática dentro da atenção básica. Diferentemente do modelo tradicional, em que o acompanhamento se limita à dispensação de materiais e consultas pontuais, o grupo promove encontros mensais planejados, com abordagem educativa, troca de experiências entre os usuários e participação multiprof

Número aproximado de pessoas impactadas

Aproximadamente 45 pacientes ostomizados cadastrados diretamente, com impacto indireto em familiares

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa beneficiou qualitativamente os pacientes ostomizados ao oferecer acompanhamento contínuo e estruturado, promovendo maior segurança no manejo da ostomia e ampliando o conhecimento sobre o autocuidado. Os encontros mensais possibilitam orientação prática, esclarecimento de dúvidas e identificação precoce de dificuldades, contribuindo para a redução de complicações como dermatites periestomais e falhas no manejo das bolsas. Além disso, o grupo fortalece o suporte emocional e social dos participantes, reduzindo sentimentos de isolamento e promovendo troca de experiências entre pessoas que vivenciam situações semelhantes. Esse compartilhamento contribui para a ressignificação da condição de saúde e melhora da autoestima. A atuação multiprofissional e o vínculo contínuo com a equipe de saúde também ampliam o acesso à informação e favorecem maior adesão ao tratamento e ao autocuidado, impactando positivamente a qualidade de vida dos usuários e fortalecendo sua autonomia no coti

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A implementação do Grupo de Apoio a Pacientes Ostomizados de Joaçaba e Herval d’Oeste ocorreu de forma progressiva, a partir da identificação de uma situação-problema no território: pacientes ostomizados com necessidade de cuidados contínuos, pouca adesão a orientações de autocuidado, insegurança no manejo das bolsas e fragilidade no suporte emocional e social, especialmente após a alta hospitalar e no acompanhamento pela atenção básica. Diante desse cenário, a primeira etapa consistiu na organização da rede de cuidado já existente, com identificação e cadastro dos pacientes ostomizados dos municípios, vinculando-os ao acompanhamento das equipes de enfermagem responsáveis. Em seguida, foi estruturado um modelo de grupo de apoio, inicialmente regional, com encontros periódicos voltados à entrega de materiais e orientações básicas. Com a pandemia de COVID-19, houve a necessidade de interrupção temporária das atividades presenciais, o que evidenciou ainda mais a fragilidade do acompanhamento contínuo desses pacientes. Após esse período, em 2022, o grupo foi reestruturado com novo formato, mais focado e territorializado, restringindo-se aos municípios de Joaçaba e Herval d’Oeste, com organização de encontros mensais presenciais. A terceira etapa envolveu a consolidação da rotina de funcionamento do grupo, com definição de calendário fixo (penúltimas quintas-feiras de cada mês), padronização das atividades educativas, inclusão de dinâmicas de grupo, orientações individuais e participação de diferentes profissionais de saúde. Também foi reforçado o registro de presença e o acompanhamento dos participantes. Paralelamente, manteve-se a logística de distribuição mensal dos materiais de ostomia, garantindo continuidade do cuidado e reduzindo riscos de complicações decorrentes da falta de insumos ou uso inadequado. A resolução da situação-problema ocorreu por meio da integração entre educação em saúde, acompanhamento contínuo e fortalecimento do vínculo entre usuários e equipe de saúde. Isso resultou em maior segurança no autocuidado, redução de intercorrências relacionadas ao uso das bolsas, melhora na adaptação à condição de ostomia e ampliação do suporte emocional e social dos pacientes. Dessa forma, a iniciativa transformou um cuidado antes fragmentado em uma linha de acompanhamento estruturada, contínua e humanizada dentro da atenção básica.

Resultados principais

Ampliação do conhecimento dos pacientes ostomizados sobre o manejo da ostomia e fortalecimento do autocuidado, com maior segurança na rotina diária. Redução de intercorrências relacionadas ao uso inadequado das bolsas de ostomia, como irritações e dermatites periestomais, a partir das orientações contínuas. Fortalecimento do vínculo entre usuários e equipe de saúde, favorecendo acompanhamento mais próximo e humanizado na atenção básica. Melhora da autoestima e da qualidade de vida dos participantes, com redução do isolamento social por meio da troca de experiências no grupo. Maior adesão ao acompanhamento mensal e manutenção do fornecimento adequado de materiais, garantindo continuidade do cuidado e estabilidade clínica dos usuários.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim, houve engajamento da comunidade na construção e consolidação da iniciativa, especialmente a partir da participação ativa dos próprios pacientes ostomizados, que contribuíram com suas experiências, demandas e sugestões ao longo dos encontros. Esse retorno contínuo dos usuários foi fundamental para o aprimoramento das atividades, adaptação da linguagem utilizada nas orientações e definição de temas prioritários trabalhados nos encontros mensais. O diálogo com a comunidade ocorre de forma permanente durante os encontros presenciais, por meio da troca de experiências entre os participantes e da escuta qualificada realizada pelas profissionais responsáveis. Além disso, os pacientes são informados sobre o cronograma das atividades, orientações de cuidado e atualizações relacionadas ao uso dos materiais de ostomia.

Medição, registro e avaliação

Os resultados foram acompanhados por meio de registros sistemáticos realizados durante os encontros mensais, incluindo lista de presença dos participantes e controle do número de pacientes ativos no grupo. Também foram consideradas observações clínicas realizadas pelas enfermeiras responsáveis, especialmente relacionadas ao autocuidado, manejo das bolsas de ostomia e ocorrência de intercorrências como irritações cutâneas e dificuldades de adaptação. A avaliação qualitativa ocorreu a partir da escuta dos pacientes durante os encontros, com relato espontâneo de melhorias na autonomia, segurança no cuidado e bem-estar emocional. Esses relatos foram registrados em prontuários e anotações de acompanhamento da equipe de enfermagem. Além disso, a entrega mensal de materiais de ostomia e o acompanhamento contínuo dos usuários pela atenção básica permitem monitorar a adesão ao cuidado e a estabilidade clínica dos pacientes, contribuindo para uma avaliação global da efetividade da iniciativa a

Desafios de implementação

Os principais desafios enfrentados foram a baixa adesão inicial dos pacientes aos encontros presenciais, especialmente devido a fatores como dificuldades de locomoção, limitações físicas e questões emocionais relacionadas ao estigma da ostomia. Outro desafio relevante foi a manutenção da continuidade das atividades durante o período da pandemia de COVID-19, que exigiu a interrupção temporária dos encontros presenciais e impactou o vínculo com alguns usuários. Também se destacou a necessidade de reorganização do formato do grupo após a pandemia, adequando o modelo de funcionamento à realidade local e ao número reduzido de participantes ativos. Além disso, houve o desafio de manter o engajamento contínuo dos pacientes ao longo do tempo, considerando que parte deles, embora cadastrados, não participa regularmente das atividades presenciais.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa pode ser atribuído principalmente à atuação integrada e contínua da equipe de enfermagem, que organiza, conduz e acompanha o grupo de forma sistemática, aliada à escuta qualificada e ao vínculo construído com os pacientes ao longo do tempo. Outro fator determinante é a oferta de um espaço estruturado de acolhimento, educação em saúde e troca de experiências, que favorece o fortalecimento do autocuidado, a autonomia e a adaptação à ostomia. A regularidade dos encontros mensais e a continuidade na entrega de materiais também garantem estabilidade no cuidado e segurança aos usuários. Destaca-se ainda o engajamento dos próprios pacientes, que contribuem com suas vivências, estimulam outros participantes e fortalecem a dinâmica do grupo. A articulação com a rede de atenção básica e a adaptação do formato às necessidades locais após a pandemia também foram fundamentais para a consolidação e sustentabilidade da iniciativa.

Aprendizagem obtida

A principal aprendizagem foi que o cuidado ao paciente ostomizado vai além da entrega de materiais, exigindo acompanhamento contínuo, escuta qualificada e suporte emocional estruturado. Observou-se que a educação em saúde em formato coletivo fortalece o autocuidado e reduz complicações. Também foi necessário ajustar o formato do grupo após a pandemia, tornando os encontros mais objetivos e aderidos à realidade local.

Legislação envolvida

A iniciativa está alinhada às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente aos princípios da universalidade, integralidade e equidade. Fundamenta-se na Política Nacional de Atenção Básica e na Política Nacional de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, que incluem o cuidado às pessoas com ostomia como parte da reabilitação e cuidado integral. Também observa as normas do Ministério da Saúde relacionadas ao fornecimento de insumos e ao acompanhamento contínuo desses usuários na re

Prêmios já recebidos

nenhum

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Angela Signori Paimell

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