Boas Práticas
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Entidade: CIM AMFRI - Consórcio Intermunicipal Multifinalitário AMFRI Município: Itajaí UF: SC

Film Commission CIM-AMFRI: governança regional para o audiovisual, a cultura e a economia criativa

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
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Resumo

A Film Commission CIM-AMFRI organiza, em modelo consorciado e intersetorial, uma política regional para preparar os municípios da AMFRI para receber produções audiovisuais. A iniciativa criou governança, mobilizou gestores e setor produtivo, mapeou gargalos e potencialidades, iniciou a formação técnica e definiu fluxos, pontos focais, catálogo de locações, cadastro profissional e próximos e realizou evento de 16h com 105 participantes.

Categoria temática

Cultura, Esporte e Lazer

Públicos priorizados

Microempreendedores individuais (MEI) Microempresas (ME) Empresas de Pequeno Porte (EPP) Empresas em processo de formalização Trabalhadores informais Gestores Municipais Juventude Mulheres Pessoas com deficiência (PCD) Pessoas negras Cidadãos/Comunidade em geral

Participantes

Coordenador da boa prática
Jaylon Jander Cordeiro da Silva
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
CIM-AMFRI, por meio da Diretoria Executiva e da área técnica de Cultura; Colegiado de Cultura da AMFRI; prefeituras consorciadas; fundações e secretarias municipais de cultura; secretarias de turismo, desenvolvimento econômico, fazenda, planejamento, urbanismo, eventos, comunicação e demais setores responsáveis por autorizações, uso de espaços públicos, apoio logístico e atendimento a produções audiovisuais.
Equipe responsável
Jaylon Jander Cordeiro da Silva
Diretor executivo
CIM-AMFRI
Bárbara Canziani Kristensen
Assessora Técnica em Cultura
CIM-AMFRI
Alfredo Manevy
Consultor especializado em políticas públicas para o audiovisual e Film Commission
Consultoria técnica vinculada ao processo de implantação (SEBRAE)
Elaine Calove
Agente de operacionalização da Film Commission
CIM-AMFRI
Felipe Ponte
Presidente da Fundação Cultural de Camboriú e ponto focal municipal indicado para treinamento
Fundação Cultural de Camboriú
Aleson Padilha
Ponto focal municipal indicado para treinamento
Fundação Cultural de Penha
Elisabete Laurindo de Souza
Superintendente das Fundações de Itajaí e ponto focal municipal indicado para treinamento
Superintendência das Fundações de Itajaí
Janaiara da Cruz
Ponto focal municipal indicado para treinamento
Secretaria de Cultura de Itapema
Célia Merlini
Diretora de cultura e ponto focal municipal indicado para treinamento
Fundação Cultural de Ilhota "José Izidro Vieira"
Iria Lucia Quintino
Presidente da Fundação Cultural de Balneário Piçarras e ponto focal municipal indicado para treinamento
Fundação Cultural de Balneário Piçarras
Nivaldo Kloppel
Ponto focal municipal indicado para treinamento
Fundação Cultural de Navegantes
Gabriela Laís Becker
Ponto focal municipal indicado para treinamento
Fundação Cultural de Bombinhas
Ed Rocha Jr.
Ponto focal municipal indicado para treinamento
Fundação Cultural de Balneário Camboriú
Marcelo do Nascimento
Ponto focal municipal indicado para treinamento
Fundação Cultural de Porto Belo

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

A região possui grande potencial audiovisual, turístico, cultural e paisagístico, mas carece de fluxos integrados para atender produções e transformar esse potencial em desenvolvimento regional. A oportunidade foi criar uma Film Commission consorciada, com caráter pioneiro no Brasil, em um estado cuja Film Commission foi prevista em lei, mas ainda não se efetivou.

Estrutura necessária para implementação

Coordenação regional pelo CIM-AMFRI; apoio do Colegiado de Cultura; consultoria especializada; parceria com SEBRAE; profissional de operacionalização; pontos focais municipais; articulação com cultura, turismo, desenvolvimento econômico, fazenda e planejamento; formulário único; catálogo de locações; cadastro profissional; e-mail, site/Instagram; sistema de tramitação; relatórios, dados e formações técnicas, empreendedoras e de liderança.

Objetivos da boa prática

Estruturar uma Film Commission consorciada, com caráter pioneiro no Brasil, para tornar os municípios signatários do Programa 6 do CIM-AMFRI (B. Camboriú, B. Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Ilhota, Itajaí, Itapema, Navegantes, Penha e Porto Belo) aptos a receber produções audiovisuais, com fluxo único, segurança jurídica, catálogo de locações, cadastro profissional, atração de investimentos, valorização dos territórios, geração de trabalho e renda e formação empreendedora e de lideranças.

Estratégia de implementação

A prática foi organizada pelo CIM-AMFRI e Colegiado de Cultura, com apoio do SEBRAE e consultoria especializada, por meio de reuniões técnicas e intersetoriais, evento regional de lançamento, escuta de gestores e profissionais do audiovisual, definição de eixos, pontos focais, cronograma e modelagem da operação consorciada, incluindo formação técnica, empreendedora e de lideranças por meio do EMPRETEC e LIDERE, a acontecer nos meses de agosto e setembro de 2026.

Atividades implementadas

Até o momento, foram realizadas: contratação de consultoria, contratação de profissional para operacionalização, reunião com o Colegiado de Cultura, reunião com gestores de turismo e desenvolvimento econômico, sessão de negócios coordenada pelo SEBRAE, evento público de lançamento, encontro com a comunidade audiovisual e reunião com setor contábil, jurídico e administrativo do CIM-AMFRI, além do mapeamento de gargalos, definição de pontos focais, eixos de implantação e próximos passos.

Início de execução

09/07/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

A iniciativa mobiliza equipe técnica e Diretoria Executiva do CIM-AMFRI, assessoria técnica em cultura do CIM-AMFRI, Colegiado de Cultura, gestores municipais, pontos focais, SEBRAE/SC, consultoria especializada e operacionalização técnica. Financeiramente, envolve R$ 100.000,00 no Contrato nº 03/2026 com o SEBRAE/SC e R$ 69.120,00 no Contrato nº 14/2026 com a Eniale, totalizando R$ 169.120,00 em investimentos diretos do CIM-AMFRI.

Participação social

A participação ocorreu pelo Colegiado de Cultura da AMFRI, formulário de mapeamento regional, reuniões com gestores municipais, sessão de negócios do audiovisual coordenada pelo SEBRAE, lançamento público e encontro com trabalhadores, produtoras, universidade, prestadores de serviço, instituições, empresas, investidores e comunidade audiovisual, garantindo escuta técnica e territorial para orientar a implantação.

Resultados

Inovação da prática

A inovação está em estruturar uma Film Commission em modelo consorciado regional, integrando 10 municípios, com caráter pioneiro no Brasil, transformando uma pauta geralmente municipal ou estadual em política intermunicipal integrada. A prática cria porta única, pontos focais, fluxo comum, catálogo de locações, cadastro profissional, monitoramento de dados e governança compartilhada entre cultura, turismo, desenvolvimento econômico, SEBRAE e setor audiovisual.

Número aproximado de pessoas impactadas

105 participantes diretos; 15 respostas técnicas; impacto indireto regional nos municípios da região

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa beneficia gestores públicos ao oferecer metodologia, governança e instrumentos para atendimento qualificado a produções audiovisuais. Beneficia profissionais, MEIs, microempresas, trabalhadores informais, artistas, técnicos, prestadores de serviço, produtoras, juventude, mulheres, pessoas negras e PCDs ao organizar um ambiente mais acessível, previsível e profissional para geração de oportunidades. Ao estruturar fluxo único, cadastro profissional e catálogo de locações, amplia a possibilidade de contratação local, circulação econômica e visibilidade territorial. A parceria com o SEBRAE reforça a dimensão de desenvolvimento, pois prevê formação empreendedora, liderança, gestão, negociação, planejamento e identificação de oportunidades. Assim, a prática não se limita a atrair filmagens: ela prepara o território para que os benefícios econômicos, culturais e simbólicos permaneçam na região e alcancem a cadeia produtiva local.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A prática surgiu da constatação de que a regiã possui grande potencial, mas ainda não dispunha de uma estrutura regional capaz de transformar esse potencial em política pública integrada. Sem a iniciativ, os municípios recebem demandas de filmagem de forma fragmentada, sem ponto único de atendimento, sem fluxo padronizado e sem articulação permanente entre cultura, turismo, desenvolvimento econômico, fazenda, planejamento, comunicação, urbanismo, trânsito e demais áreas envolvidas na autorização e no apoio a produções audiovisuais. A primeira etapa foi a articulação institucional no âmbito do CIM-AMFRI e do Colegiado de Cultura da AMFRI, que assumiu o protagonismo da pauta como política pública de cultura com impacto econômico e territorial. A partir dessa mobilização, a iniciativa foi concebida como uma Film Commission regional consorciada, capaz de atuar de forma orientativa, padronizadora e articuladora, respeitando a autonomia de cada município, mas criando um ambiente comum de atendimento, informação e promoção do território. A segunda etapa foi a contratação e organização do apoio técnico especializado. O processo passou a contar com consultoria vinculada ao SEBRAE, voltada à formação de gestores públicos e lideranças do audiovisual, estruturação institucional, diagnóstico, modelagem de governança, desenho normativo e capacitação. Também foi contratada profissional específica para operacionalização técnica da Film Commission, garantindo continuidade, interlocução com o setor produtivo e acompanhamento da construção de fluxos, bancos de dados, comunicação e posicionamento regional. A terceira etapa foi a sensibilização e o alinhamento estratégico. Foram realizadas reuniões preparatórias com gestores e representantes municipais para apresentar o conceito de Film Commission, seus benefícios econômicos, culturais e territoriais, e a necessidade de criar uma rede regional de atendimento. Essa fase permitiu discutir exemplos de funcionamento, prazos de resposta, instrumentos de indução econômica, protagonismo da cultura, articulação com turismo e desenvolvimento econômico, e papel dos municípios na consolidação de uma política de Estado no âmbito do consórcio. A quarta etapa foi o lançamento e mobilização regional, realizado no ELUME Centro Regional de Inovação, entre 12 e 14 de maio de 2026. A programação combinou reuniões técnicas, articulações institucionais, lançamento público e atividades setoriais. Houve reunião de operacionalização, reunião com o Colegiado de Cultura, reunião com gestores de turismo e desenvolvimento econômico, sessão de negócios do audiovisual coordenada pelo SEBRAE, evento público de lançamento, encontro com produtores e trabalhadores do setor e reunião com o setor jurídico, contábil e administrativo do CIM-AMFRI. A ação mobilizou 105 participantes ao longo de 16 horas, formalizando publicamente o início do processo. A quinta etapa foi a escuta e o diagnóstico inicial. O formulário de gargalos e potencialidades reuniu 15 respostas de 10 municípios e comprovou que o problema não era apenas uma percepção técnica, mas uma demanda documentada dos próprios municípios. A sexta etapa foi o mapeamento da mobilização do setor produtivo. O formulário de inscrição do evento reuniu 50 respostas, com 13 municípios ou localidades representados, 40 pessoas atuantes no audiovisual e 47 interessadas na sessão de negócios. As respostas indicaram demandas por parcerias, oportunidades de trabalho, investimento, fornecedores, conhecimento sobre o setor e maior aproximação entre poder público, mercado e cadeia criativa. Esses dados confirmaram que a Film Commission responde a uma necessidade concreta do ecossistema regional. A sétima etapa foi a definição dos eixos de implantação: eixo político-institucional; economia e atratividade; cultura e talentos locais; gestão e monitoramento de dados; e comunicação. Esses eixos organizam ações como formulário único de pedidos de filmagem, catálogo regional de locações, cadastro profissional, site/Instagram, uso de sistema de tramitação, coleta de dados de impacto econômico, diálogo com secretarias de fazenda, estruturação de incentivos e articulação com o trade turístico. A situação-problema começou a ser resolvida porque a demanda deixou de ser tratada como assunto isolado de cada município e passou a ser conduzida por governança regional compartilhada. A prática já produziu diagnóstico, mobilização, evidências, pontos focais, contratos, relatórios, agenda de formação e eixos de implantação. A solução ainda está em consolidação, mas já transformou a forma de organização da pauta: a AMFRI passou a ter uma estratégia comum para atender produções, valorizar locações, conectar profissionais, qualificar gestores e gerar desenvolvimento por meio da cultura, do audiovisual, do turismo e da economia criativa.

Resultados principais

1) Estruturação inicial da primeira Film Commission consorciada regional da AMFRI, com caráter pioneiro no Brasil e governança articulada pelo CIM-AMFRI e Colegiado de Cultura. 2) Realização de evento regional de lançamento, com 16 horas de programação e 105 participantes, incluindo gestores, instituições, empresas, comunidade, profissionais do audiovisual, produtoras e investidores. 3) Integração entre cultura, turismo, desenvolvimento econômico, SEBRAE e demais áreas estratégicas da gestão pública municipal. 4) Definição de eixos de implantação, cronograma, pontos focais municipais e próximos passos para operação regional. 5) Início da modelagem de instrumentos como fluxo único de atendimento, catálogo de locações, cadastro profissional, estratégia de comunicação e monitoramento de dados.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. A construção envolveu o Colegiado de Cultura da AMFRI, gestores municipais, profissionais do audiovisual, produtoras, prestadores de serviço, universidades, empresas, investidores, instituições e comunidade. O diálogo ocorreu por reuniões técnicas, formulário de mapeamento, formulário de inscrição, sessão de negócios, lançamento público e encontro específico com trabalhadores do audiovisual. Os resultados e encaminhamentos foram comunicados no próprio evento, em reuniões institucionais, relatórios técnicos, registros de comunicação, materiais de apresentação e ampla divulgação na imprensa regional e setorial, demonstrando transparência e retorno público da iniciativa.

Medição, registro e avaliação

Até o momento, os resultados estão sendo medidos por evidências quantitativas e qualitativas: número de participantes diretos; inscrições no evento; municípios/localidades representados; interessados na sessão de negócios; atuantes no audiovisual; respostas ao formulário de gargalos e potencialidades; avaliação da proposta de estrutura única; identificação de legislação, catálogo, autorizações e pontos focais; relatórios de consultoria; relatórios técnicos de diagnóstico e inscrição; contratos; clipagem de imprensa; registros fotográficos e materiais de apresentação. A avaliação combina indicadores, documentos oficiais, relatórios assinados e leitura técnica dos gargalos e oportunidades.

Desafios de implementação

Os principais desafios foram a inexistência de estrutura institucional formal para atendimento a produções, a fragmentação dos processos municipais, a baixa padronização normativa, a ausência de catálogos técnicos de locações, a falta de clareza sobre portas de entrada, a necessidade de envolver áreas que tradicionalmente não atuam juntas e o desconhecimento sobre o potencial econômico do audiovisual. Também houve o desafio de afirmar o protagonismo da cultura sem reduzir a iniciativa a turismo ou desenvolvimento econômico, garantindo transversalidade, segurança jurídica e continuidade institucional.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa até o momento se deve à combinação entre liderança institucional do CIM-AMFRI, protagonismo do Colegiado de Cultura da AMFRI, apoio do SEBRAE, consultoria especializada, adesão dos municípios e participação do setor audiovisual. A prática foi bem-sucedida porque partiu de uma demanda real, apresentou uma solução inovadora e viável, conectou diferentes áreas da gestão pública e demonstrou ganhos concretos para a região: geração de trabalho e renda, atração de produções, valorização dos territórios, fortalecimento da economia criativa e qualificação do atendimento público. Também contribuiu para o sucesso o modelo consorciado, que permite escala, redução de esforços duplicados, cooperação técnica e maior capacidade de implementação para municípios de diferentes portes.

Aprendizagem obtida

A principal aprendizagem é que o audiovisual se torna vetor de desenvolvimento quando deixa de ser tratado como demanda eventual e passa a integrar uma política pública planejada, com governança, dados, escuta, fluxos. Também está se verificando que o modelo consorciado aumenta escala, reduz sobreposição de esforços e permite que municípios de diferentes portes participem de uma política regional inovadora, com fluxo comum, dados, pontos focais e maior capacidade de atração de produções.

Legislação envolvida

Lei nº 11.107/2005 e Decreto nº 6.017/2007, sobre consórcios públicos; Lei nº 14.133/2021, especialmente arts. 72 e 75, incisos II e XV, nas contratações relacionadas; contrato de consórcio público e estatuto do CIM-AMFRI; Programa 06 - Gestão Associada de Serviços Públicos na Área da Cultura na Região da AMFRI; normas municipais futuras a serem elaboradas para fluxos, autorizações e incentivos ao audiovisual.

Prêmios já recebidos

A prática ainda não recebeu premiações anteriores. A inscrição na Mostra de Boas Práticas Municipais 2026 representa sua primeira submissão a reconhecimento institucional externo, após a etapa inicial de lançamento, articulação regional e definição dos eixos de implantação.

Mais informações

Bárbara Canziani Kristensen - Assessoria Técnica em Cultura – CIM-AMFRI - [telefone ocultado]

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