“FICA - Festival Intercolegial de Cultura e Arte” Integração regional, formação cultural e protagonismo estudantil.
Resumo
Categoria temática
Vídeo de apresentação
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Caroline Brunoni
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria de Comunicação, Cultura, Turismo e Eventos – Intendência de Cultura, Secretaria Municipal de Educação.
- Equipe responsável
-
Caroline BrunoniChefe de atividades Culturais e TurísticasSecretaria de Comunicação, Cultura, Turismo e EventosPedro Rafael PerettiIntendente de CulturaSecretaria de Comunicação, Cultura, Turismo e EventosPaulo Guilherme KrauseSecretário de Comunicação, Cultura, Turismo e EventosSecretaria de Comunicação, Cultura, Turismo e Eventos
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
Historicamente, muitos estudantes da região possuem pouco acesso a experiências culturais estruturadas, especialmente em municípios menores e em comunidades periféricas. Ao mesmo tempo, as escolas enfrentam desafios relacionados à valorização da criatividade, fortalecimento da autoestima estudantil, socialização e promoção de experiências educativas integradas. Diante desse cenário, o festival foi concebido como uma estratégia intermunicipal capaz de ampliar o acesso à cultura.
Estrutura necessária para implementação
- Planejamento Institucional; - Construção do regulamento; - Definição de categorias; - Alinhamento intermunicipal; - Definição de cronograma; - Articulação entre cultura e educação. A mobilização escolar para o festival, envolveu divulgações nas escolas, reuniões com equipes gestoras, orientações técnicas e abertura das inscrições. Além da compra de materiais, contratação de equipes de sonorização e investimento nas premiações.
Objetivos da boa prática
Promover a formação cultural, o protagonismo estudantil e a integração regional por meio de experiências artísticas intercolegiais acessíveis, inclusivas e interdisciplinares.
Estratégia de implementação
A mobilização envolveu divulgações nas escolas, reuniões com equipes gestoras, orientações técnicas e abertura das inscrições. O desenvolvimento das produções passaram pelos ensaios, orientações e suporte pedagógico, criação artística e acompanhamento escolar. Na fase de realização, houve a organização dos locais (que abrangeram espaços de municípios parceiros, teatro e parques públicos), divulgação à comunidade, acolhimento dos participantes, apresentações, exposições, avaliações e premiação.
Atividades implementadas
As linguagens artísticas contempladas incluíram teatro, dança, música, literatura, artes visuais e audiovisual. Com uma abordagem temática, incentivou produções conectadas à memória coletiva, às tradições populares, aos grupos comunitários e às raízes culturais da região, promovendo experiências pedagógicas interdisciplinares entre cultura e educação. Com a "Cultura Popular" como temática central, com subtemas associados a cada linguagem artística.
Início de execução
23/06/2025
Recursos humanos e financeiros envolvidos
A equipe organizadora do festival, foi composta, também por representantes de cada município parceiro, Josiano Guilherme Puhle (Secretário de Cultura de Ibicaré), Rodrigo Rosa (diretor de cultura de Herval D´Oeste), Daniele Diehl (diretora de cultura de Luzerna) e Milena dos Santos (representante da secretaria de Educação de Joaçaba). A fonte de recursos foi oriunda da pasta de Comunicação, Cultura, Turismo e Eventos do município, com um investimento aproximado de R$50.000,00, no total.
Participação social
O FICA mobilizou escolas públicas e privadas dos municípios de Joaçaba, Herval d’Oeste, Luzerna e Ibicaré. Participaram estudantes das redes municipal, estadual, federal e privada, de ensino. Além de gestores escolares, familiares, amigos, colegas e professores dos participantes. As etapas que ocorreram em espaço público aberto, contaram também, com a participação da comunidade que ali estava. As produções abordaram temas relacionados à cultura regional, gerando uma participação indireta.
Resultados
Inovação da prática
Ao integrar cultura e educação em âmbito regional, promovendo intercâmbio intermunicipal pela abrangência de múltiplas linguagens artísticas, com criação de categorias inclusivas, além de possibilitar participação competitiva e não competitiva, com valorização de produções autorais estudantis, estimulando processos formativos e não apenas apresentações finais e assim, possibilitando a democratização do acesso à experiência cultural.
Número aproximado de pessoas impactadas
Aproximadamente 10.000 pessoas, entre impacto direto e indireto.
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
A iniciativa beneficiou estudantes ao ampliar o acesso à cultura, fortalecer autoestima, criatividade, expressão artística, convivência social e pertencimento cultural. Para estudantes atípicos, o festival proporcionou participação acessível, acolhimento institucional e valorização de suas potencialidades artísticas, por meio de categorias inclusivas e acompanhamento pedagógico especializado. As escolas também foram beneficiadas pelo fortalecimento das práticas interdisciplinares entre cultura e educação e pela ampliação das experiências pedagógicas sensíveis e participativas.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
. Primeira Etapa – Artes Visuais e Composição Literária: foi estruturada a partir de modalidades individuais voltadas às artes visuais e à composição literária, incentivando processos criativos, autonomia artística, interpretação temática e expressão autoral. O regulamento técnico estabeleceu critérios pedagógicos, tempos específicos de execução, materiais padronizados e orientações metodológicas para garantir equidade entre os participantes e valorização do processo criativo. As modalidades contempladas foram: Desenho Colorido; Desenho Monocromático; Pintura; Fotografia; Textos Breves. As atividades foram organizadas com acompanhamento técnico e pedagógico, prevendo momentos de contextualização temática realizados pelos professores responsáveis antes do início das provas. O regulamento também garantiu igualdade de condições por meio do fornecimento de materiais padronizados pela organização do festival. Entre os principais aspectos pedagógicos e técnicos desta etapa destacam-se a valorização da criação autoral, estímulo à interpretação crítica dos temas culturais, incentivo à pesquisa imagética e cultural, desenvolvimento de criatividade e composição artística, realização de produções manuscritas e presenciais, prevenção ao plágio, democratização do acesso aos materiais, organização de critérios objetivos de avaliação. Na modalidade Fotografia, os estudantes utilizaram aparelhos celulares como ferramenta criativa, aproximando o festival das tecnologias cotidianas e ampliando a acessibilidade da participação. Na modalidade Pintura, a utilização de materiais alternativos, como pintura em caixa de pizza, promoveu experiências artísticas sustentáveis, acessíveis e criativas. . Segunda Etapa – Expressões Cênicas, Audiovisual e Música: contemplou linguagens ligadas às expressões cênicas, musicais e audiovisuais, fortalecendo experiências coletivas, protagonismo estudantil, trabalho em grupo e criação colaborativa. As modalidades foram organizadas em diferentes divisões técnicas, permitindo participação individual, em dupla e em grupo, conforme características de cada linguagem artística. Nessa fase foram contempladas as modalidades: Teatro; Dança; Declamação; Audiovisual; Música. O regulamento técnico estabeleceu critérios específicos relacionados à duração das apresentações, fidelidade temática, estrutura narrativa, autoria, interpretação e uso responsável de recursos técnicos. Entre os principais diferenciais desta etapa destacam-se o incentivo à produção autoral, fortalecimento do trabalho coletivo, valorização da oralidade e expressão corporal, integração entre cultura popular e linguagem contemporânea, estímulo à produção audiovisual em aparelhos celulares, incentivo à composição musical estudantil, bem como a aproximação entre tradição cultural e experiências juvenis.Na modalidade Teatro, foram contempladas divisões como monólogo, teatro popular e performance, estimulando linguagens ligadas à realidade local, narrativas comunitárias e expressões populares. A modalidade Dança foi estruturada em estilo livre, permitindo diversidade estética, corporal e cultural, com apresentações solo, duo e grupo. A Declamação possibilitou apresentações individuais e em dupla, com textos autorais ou de outros autores, fortalecendo oralidade, interpretação poética e expressão literária. No Audiovisual, os estudantes desenvolveram produções em formatos de vídeo arte e curta-metragem, utilizando aparelhos celulares e explorando narrativas poéticas, visuais e comunitárias. Na modalidade Música, o regulamento contemplou apresentações de canto, composição, interpretação e instrumental, incentivando tanto a execução musical quanto a criação autoral estudantil. O regulamento também estabeleceu critérios éticos e técnicos relacionados à autenticidade das produções, proibindo vocalizações gravadas em determinadas modalidades, utilização inadequada de recursos sonoros e apresentações fora dos tempos regulamentares. Tanto na primeira, quanto na segunda etapa, foram criadas categorias por faixa etária: infantil, infantojuvenil e juvenil. A prática também previu duas modalidades, “Mostra” e “Prêmio”, permitindo participação competitiva e não competitiva, ampliando o acesso e reduzindo barreiras de envolvimento com o festival. Assim, os momentos de apresentações e premiações contaram com ampla participação da comunidade escolar, familiares e reconhecimento interescolar, divulgando e fomentando talentos regionais. Inclusive, após o festival, muitos participantes foram convidados para abrilhantar eventos organizados regionalmente.
Resultados principais
Consolidação de uma política pública regional de integração entre cultura e educação; Participação de estudantes de redes municipal, estadual, federal e privada de quatro municípios; Ampliação do acesso às linguagens artísticas por meio de categorias inclusivas e modalidades diversificadas; Fortalecimento do protagonismo estudantil e da produção artística autoral; Criação de rede intermunicipal de cooperação cultural e educacional.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim, desde a construção da iniciativa, realizada mediante um congresso técnico, no dia nove de abril de dois mil e vinte e cinco, na prefeitura municipal de Joaçaba, no qual estavam os representantes das escolas, profissionais especialistas de cada linguagem artística e representantes das administrações dos municípios parceiros. No decorrer do próprio evento, muitas situações foram adaptadas de maneira a acolher as necessidades dos participantes, como a alteração de de inscritos, da categoria prêmio, para a mostra, devido a imprevistos com estudantes inscritos. O diálogo ainda ocorreu por meio mobilização escolar, divulgação pública, redes sociais, apresentações abertas à comunidade, exposições culturais e aplicação de formulários avaliativos. Os resultados também foram divulgados em canais oficiais Município de Joaçaba e nas redes sociais do festival. https://www.instagram.com/festival_fica/ e outros meios de comunicação.
Medição, registro e avaliação
Os resultados foram registrados por meio de: listas de participantes; registros fotográficos; formulários avaliativos; avaliações técnicas dos jurados; acompanhamento pedagógico; sistematização institucional pós-evento. Os critérios de avaliação contemplaram criatividade, técnica, expressão artística, fidelidade temática, impacto estético e originalidade.
Desafios de implementação
Entre os principais desafios identificados estiveram a adequação da estrutura física, melhoria acústica de algumas modalidades, alinhamento logístico regional, organização de cronogramas, comunicação dos critérios avaliativos, adequação de horários para faixas etárias infantis. A escuta pública pós-evento permitiu identificar pontos de aprimoramento para as próximas edições.
Fatores de sucesso
O festival acontece como uma estratégia intermunicipal capaz de ampliar o acesso à cultura, valorizar e reconhecer talentos estudantis, estimular processos criativos, promover intercâmbio entre municípios e unidades escolares, fortalecer vínculos comunitários, incentivar a inclusão e acessibilidade, além de integrar cultura e educação como ferramentas de desenvolvimento humano. Além disso, a iniciativa fortalece o papel da gestão pública cultural como articuladora de redes regionais de cooperação e democratização cultural. A escuta ativa das escolas e da comunidade também fortaleceu o sentimento de pertencimento em relação ao festival.
Aprendizagem obtida
A experiência demonstrou que políticas públicas culturais intersetoriais podem fortalecer significativamente processos educativos, inclusão social, pertencimento comunitário e desenvolvimento humano. Também evidenciou a importância da escuta pública, da descentralização regional e da valorização das identidades culturais locais como estratégias de democratização cultural.
Legislação envolvida
Decreto Municipal nº 7.417/2025, que institui o FICA – Festival Intercolegial de Cultura e Arte; Regulamento Oficial do FICA 2025; Diretrizes municipais relacionadas à política pública de cultura e educação. Além de normativas federais, como a BNCC que preconiza a integração da cultura com a educação para o desenvolvimento integral de estudantes.
Prêmios já recebidos
Até o presente momento, a iniciativa encontra-se em processo de consolidação regional e participação em processos de reconhecimento institucional e compartilhamento de boas práticas públicas.
Mais informações
Intendência de Cultura do Município de Joaçaba e Secretaria de Comunicação, Cultura, Turismo e Eventos.