Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE MACIEIRA Município: MACIEIRA UF: SC

Equilibrar-se

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 3 ODS 10 ODS 12

Resumo

O diabetes mellitus é uma condição crônica, com impactos significativos na qualidade de vida e nos custos em saúde. Na Atenção Primária, estratégias que promovam cuidado contínuo e integral são essenciais. A criação de grupos associados às Práticas Integrativas e Complementares fortalece o autocuidado, a educação em saúde e a adesão ao tratamento, contribuindo para o controle glicêmico e bem-estar. O grupo Equilibrar-se visa promover saúde integral, participação ativa e prevenção de complicações

Categoria temática

Saúde

Vídeo de apresentação

Públicos priorizados

Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial Cidadãos/Comunidade em geral Outro: Pessoas com Doenças Crônicas

Participantes

Coordenador da boa prática
Taísa Scopel
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Secretaria Municipal de Saúde
Equipe responsável
Simone Lazzarotti Gomes
Agente de Combate a Endemias
Secretaria de Saúde

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

O diabetes mellitus apresenta alta prevalência e elevado risco de complicações, exigindo cuidado contínuo. Na Atenção Primária, observa-se dificuldade na adesão ao tratamento, controle glicêmico insatisfatório e presença de fatores emocionais como estresse e ansiedade. As Práticas Integrativas e Complementares ampliam o cuidado, favorecendo o autocuidado, a educação em saúde e a abordagem integral do usuário.

Estrutura necessária para implementação

Espaço físico adequado na unidade de saúde (auditório da unidade de saúde) ou pavilhão (km30) boa ventilação, iluminação e privacidade para atividades coletivas. Disponibilidade de cadeiras, colchonetes para relaxamento. Materiais educativos e recursos simples para PICS, como sementes para auriculoterapia, óleos essenciais e som ambiente. Organização de agenda periódica para os encontros e apoio administrativo para transporte dos profissionais.

Objetivos da boa prática

Obejtivos Objetivo geral Realizar um grupo de Diabéticos em ambas as UBS de Macieira/SC. Objetivos específicos Educar em saúde sobre o diabetes, tratamento e autocuidado; Estimular hábitos de vida saudáveis; Oferecer apoio emocional e social; Fortalecer o vínculo entre usuários, família e equipe de saúde; Integrar práticas educativas e, quando possível, práticas integrativas para redução do estresse e melhoria do bem-estar;

Estratégia de implementação

Inicialmente, realizado levantamento dos usuários com DM através das ACS identificando perfil e necessidades. Em seguida, planejamento dos encontros definindo cronograma, temas e PICS a serem ofertadas. Promover busca ativa e convite dos usuários, com apoio dos ACS e redes sociais. Os encontros são periódicos, com abordagem educativa, rodas de conversa, práticas integrativas (relaxamento, , dança circular, auriculoterapia, aromaterapia) e incentivo ao autocuidado. Registro e acompanhamento.

Atividades implementadas

Norteia-se em encontros mensais ( um na sede e outro no km30), onde são realizadas conversas, dinâmicas, PICS, e lanches saudáveis. Tem como propósitos ensinar receitas, compartilhamento de experiências e apoio emocional. No primeiro encontro foi entregue carteirinha de pontos onde os pacientes terão metas ao longo do grupo com pontuação se efetivadas.

Início de execução

05/11/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

Equipe multiprofissional. Profissionais capacitados em PICS (como auriculoterapia, fitoterapia, aromaterapia e dança circular). As atividades possuem baixo custo, envolvendo materiais educativos, insumos simples (sementes de auriculoterapia, colchonetes, música ambiente), organização do espaço físico. Pode utilizar recursos já disponíveis na unidade, otimizando investimentos do SUS.

Participação social

Apesar de uma adesão razoável, não atingiu todos os diabéticos, os pacientes quem vem aos encontros são participativos e sentem-se acolhidos. Com relatos as ACS de que não vêem a hora do próximo encontro.

Resultados

Inovação da prática

A proposta inova ao integrar o cuidado clínico do diabetes com as PICS superando o modelo tradicional centrado apenas na medicalização. Valoriza a abordagem biopsicossocial, promovendo o protagonismo do usuário, o autocuidado e o apoio coletivo. A utilização de grupos favorece troca de experiências, vínculo e corresponsabilização. Além disso, incorpora tecnologias leves de cuidado, com baixo custo e foco na promoção da saúde, contribuindo para melhor a qualidade de vida.

Número aproximado de pessoas impactadas

40 pessoas

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

Conclui-se que o trabalho em coletivo possibilita a troca de experiências, o apoio emocional e o fortalecimento de vínculos entre usuários e o meio em que vive, promovendo maior autonomia e corresponsabilização no cuidado. Além disso, as atividades coletivas associadas às PICS estimulam a adoção de hábitos de vida saudáveis, colaboram para a prevenção de complicações crônicas e favorecem a melhoria da qualidade de vida dos participantes.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A implementação do projeto foi estruturada em etapas sequenciais e integradas, com foco na organização do cuidado, no engajamento dos usuários e na qualificação das práticas de saúde. Inicialmente, realizou-se o levantamento dos usuários com diabetes por meio da atuação das Agentes Comunitários de Saúde (ACS), permitindo identificar o perfil da população, suas necessidades e principais dificuldades relacionadas ao autocuidado e adesão ao tratamento. Essa etapa diagnóstica foi essencial para orientar o planejamento das ações de forma mais assertiva. Na sequência, foi elaborado o planejamento dos encontros, com definição de cronograma, temas prioritários e das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) a serem ofertadas, como relaxamento, dança circular, auriculoterapia e aromaterapia. Paralelamente, promoveu-se a sensibilização da equipe de saúde quanto à importância do modelo de cuidado integral, buscando alinhar práticas e fortalecer o compromisso com a proposta. Para enfrentar a baixa adesão inicial, foram realizadas ações de busca ativa e convite dos usuários, com apoio direto dos ACS, além da valorização de estratégias acolhedoras e participativas. Os encontros passaram a ocorrer de forma periódica, organizados em formatos dinâmicos, como rodas de conversa e atividades educativas, favorecendo a troca de experiências, o apoio emocional e o fortalecimento de vínculos entre os participantes. Ao longo do desenvolvimento do projeto, foram implementados mecanismos de registro e acompanhamento dos usuários, possibilitando o monitoramento contínuo de indicadores como adesão, controle glicêmico e nível de satisfação. Essa avaliação permanente permitiu ajustes nas estratégias, contribuindo para maior efetividade das ações. A situação-problema — caracterizada pela baixa adesão, dificuldade de mudança de hábitos e fragilidade no cuidado integral — foi progressivamente enfrentada por meio da combinação de educação em saúde, práticas integrativas e fortalecimento do vínculo entre equipe e usuários. Como resultado, observou-se maior engajamento dos participantes, ampliação da autonomia no autocuidado, melhor adesão ao tratamento e avanços no controle da doença. Além disso, foram identificadas melhorias clínicas, comportamentais e psicossociais, refletindo diretamente na qualidade de vida dos usuários. O projeto também promoveu um espaço coletivo de apoio e aprendizado, consolidando um modelo de cuidado mais humanizado, contínuo e centrado nas necessidades dos participantes.

Resultados principais

Usuários mais informados, autônomos, aderentes ao tratamento e com melhor controle da doença, promovendo saúde, bem-estar e cuidado integral. Melhorias clínicas, comportamentais e psicossociais, que refletem diretamente na qualidade de vida dos participantes e na efetividade do cuidado. Troca de experiências, o apoio emocional e o fortalecimento de vínculos entre usuários.

Engajamento da comunidade e diálogo

Nota-se ainda uma resistência com a mudança de hábitos e adesão medicamentosa por isso o engajamento com o grupo gera uma adesão razoável, e não atinge a totalidade dos diabéticos.

Medição, registro e avaliação

Com relatos as ACS durante as visitas domiciliares e durantes os atendimentos individuais e de controle dos pacientes na UBS.

Desafios de implementação

Entre os principais desafios estão a baixa adesão inicial dos usuários, muitas vezes relacionada à dificuldade de mudança de hábitos e à pouca valorização de atividades coletivas. Outros entraves incluem a necessidade de sensibilização dos profissionais quanto ao modelo de cuidado integral, a organização da agenda para garantir continuidade dos encontros. Além disso, é fundamental manter o engajamento dos participantes ao longo do tempo e avaliar continuamente os resultados para sustentar a proposta.

Fatores de sucesso

Um dos principais elementos foi o conhecimento prévio do território e do perfil dos usuários, obtido por meio do levantamento realizado pelas ACS, o que permitiu planejar ações alinhadas às reais necessidades da população. Esse diagnóstico inicial contribuiu para maior assertividade nas intervenções. Destaca-se também a adoção de uma abordagem centrada no cuidado integral, que ultrapassou o modelo tradicional biomédico. A incorporação de práticas educativas, rodas de conversa e PICS, o que tornou os encontros mais atrativos, acolhedores e significativos, favorecendo a participação ativa e a construção de autonomia pelos usuários. Outro fator determinante foi a atuação próxima e contínua da equipe de saúde, especialmente na busca ativa e no fortalecimento do vínculo com os participantes. A organização dos encontros com temas relevantes e metodologias participativas, também favoreceu a troca de experiências, o apoio emocional e o senso de pertencimento ao grupo.

Aprendizagem obtida

A experiência possibilita compreender a importância do cuidado integral no manejo do diabetes, indo além do tratamento medicamentoso. Evidencia o valor das PICS na redução de fatores emocionais e no autocuidado. Destaca-se também o papel do trabalho em equipe, do vínculo com os usuários e da educação em saúde como estratégias fundamentais para melhorar a adesão ao tratamento. Reforça a relevância de espaços coletivos como promotores de troca de experiências, apoio mútuo e qualidade de Vida.

Legislação envolvida

1. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) Instituída pela Portaria nº 971/2006 2. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) Portaria nº 2.436/2017 3. Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Portaria nº 2.446/2014 4. Linha de Cuidado do Diabetes Mellitus no SUS 5. Lei nº 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde) Estabelece os princípios e diretrizes do SUS 6. Lei nº 8.142/1990

Prêmios já recebidos

Não

Mais informações

Simone Lazzarotti Gomes

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