Equilibrar-se
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Taísa Scopel
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria Municipal de Saúde
- Equipe responsável
-
Simone Lazzarotti GomesAgente de Combate a EndemiasSecretaria de Saúde
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
O diabetes mellitus apresenta alta prevalência e elevado risco de complicações, exigindo cuidado contínuo. Na Atenção Primária, observa-se dificuldade na adesão ao tratamento, controle glicêmico insatisfatório e presença de fatores emocionais como estresse e ansiedade. As Práticas Integrativas e Complementares ampliam o cuidado, favorecendo o autocuidado, a educação em saúde e a abordagem integral do usuário.
Estrutura necessária para implementação
Espaço físico adequado na unidade de saúde (auditório da unidade de saúde) ou pavilhão (km30) boa ventilação, iluminação e privacidade para atividades coletivas. Disponibilidade de cadeiras, colchonetes para relaxamento. Materiais educativos e recursos simples para PICS, como sementes para auriculoterapia, óleos essenciais e som ambiente. Organização de agenda periódica para os encontros e apoio administrativo para transporte dos profissionais.
Objetivos da boa prática
Obejtivos Objetivo geral Realizar um grupo de Diabéticos em ambas as UBS de Macieira/SC. Objetivos específicos Educar em saúde sobre o diabetes, tratamento e autocuidado; Estimular hábitos de vida saudáveis; Oferecer apoio emocional e social; Fortalecer o vínculo entre usuários, família e equipe de saúde; Integrar práticas educativas e, quando possível, práticas integrativas para redução do estresse e melhoria do bem-estar;
Estratégia de implementação
Inicialmente, realizado levantamento dos usuários com DM através das ACS identificando perfil e necessidades. Em seguida, planejamento dos encontros definindo cronograma, temas e PICS a serem ofertadas. Promover busca ativa e convite dos usuários, com apoio dos ACS e redes sociais. Os encontros são periódicos, com abordagem educativa, rodas de conversa, práticas integrativas (relaxamento, , dança circular, auriculoterapia, aromaterapia) e incentivo ao autocuidado. Registro e acompanhamento.
Atividades implementadas
Norteia-se em encontros mensais ( um na sede e outro no km30), onde são realizadas conversas, dinâmicas, PICS, e lanches saudáveis. Tem como propósitos ensinar receitas, compartilhamento de experiências e apoio emocional. No primeiro encontro foi entregue carteirinha de pontos onde os pacientes terão metas ao longo do grupo com pontuação se efetivadas.
Início de execução
05/11/2025
Recursos humanos e financeiros envolvidos
Equipe multiprofissional. Profissionais capacitados em PICS (como auriculoterapia, fitoterapia, aromaterapia e dança circular). As atividades possuem baixo custo, envolvendo materiais educativos, insumos simples (sementes de auriculoterapia, colchonetes, música ambiente), organização do espaço físico. Pode utilizar recursos já disponíveis na unidade, otimizando investimentos do SUS.
Participação social
Apesar de uma adesão razoável, não atingiu todos os diabéticos, os pacientes quem vem aos encontros são participativos e sentem-se acolhidos. Com relatos as ACS de que não vêem a hora do próximo encontro.
Resultados
Inovação da prática
A proposta inova ao integrar o cuidado clínico do diabetes com as PICS superando o modelo tradicional centrado apenas na medicalização. Valoriza a abordagem biopsicossocial, promovendo o protagonismo do usuário, o autocuidado e o apoio coletivo. A utilização de grupos favorece troca de experiências, vínculo e corresponsabilização. Além disso, incorpora tecnologias leves de cuidado, com baixo custo e foco na promoção da saúde, contribuindo para melhor a qualidade de vida.
Número aproximado de pessoas impactadas
40 pessoas
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
Conclui-se que o trabalho em coletivo possibilita a troca de experiências, o apoio emocional e o fortalecimento de vínculos entre usuários e o meio em que vive, promovendo maior autonomia e corresponsabilização no cuidado. Além disso, as atividades coletivas associadas às PICS estimulam a adoção de hábitos de vida saudáveis, colaboram para a prevenção de complicações crônicas e favorecem a melhoria da qualidade de vida dos participantes.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
A implementação do projeto foi estruturada em etapas sequenciais e integradas, com foco na organização do cuidado, no engajamento dos usuários e na qualificação das práticas de saúde. Inicialmente, realizou-se o levantamento dos usuários com diabetes por meio da atuação das Agentes Comunitários de Saúde (ACS), permitindo identificar o perfil da população, suas necessidades e principais dificuldades relacionadas ao autocuidado e adesão ao tratamento. Essa etapa diagnóstica foi essencial para orientar o planejamento das ações de forma mais assertiva. Na sequência, foi elaborado o planejamento dos encontros, com definição de cronograma, temas prioritários e das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) a serem ofertadas, como relaxamento, dança circular, auriculoterapia e aromaterapia. Paralelamente, promoveu-se a sensibilização da equipe de saúde quanto à importância do modelo de cuidado integral, buscando alinhar práticas e fortalecer o compromisso com a proposta. Para enfrentar a baixa adesão inicial, foram realizadas ações de busca ativa e convite dos usuários, com apoio direto dos ACS, além da valorização de estratégias acolhedoras e participativas. Os encontros passaram a ocorrer de forma periódica, organizados em formatos dinâmicos, como rodas de conversa e atividades educativas, favorecendo a troca de experiências, o apoio emocional e o fortalecimento de vínculos entre os participantes. Ao longo do desenvolvimento do projeto, foram implementados mecanismos de registro e acompanhamento dos usuários, possibilitando o monitoramento contínuo de indicadores como adesão, controle glicêmico e nível de satisfação. Essa avaliação permanente permitiu ajustes nas estratégias, contribuindo para maior efetividade das ações. A situação-problema — caracterizada pela baixa adesão, dificuldade de mudança de hábitos e fragilidade no cuidado integral — foi progressivamente enfrentada por meio da combinação de educação em saúde, práticas integrativas e fortalecimento do vínculo entre equipe e usuários. Como resultado, observou-se maior engajamento dos participantes, ampliação da autonomia no autocuidado, melhor adesão ao tratamento e avanços no controle da doença. Além disso, foram identificadas melhorias clínicas, comportamentais e psicossociais, refletindo diretamente na qualidade de vida dos usuários. O projeto também promoveu um espaço coletivo de apoio e aprendizado, consolidando um modelo de cuidado mais humanizado, contínuo e centrado nas necessidades dos participantes.
Resultados principais
Usuários mais informados, autônomos, aderentes ao tratamento e com melhor controle da doença, promovendo saúde, bem-estar e cuidado integral. Melhorias clínicas, comportamentais e psicossociais, que refletem diretamente na qualidade de vida dos participantes e na efetividade do cuidado. Troca de experiências, o apoio emocional e o fortalecimento de vínculos entre usuários.
Engajamento da comunidade e diálogo
Nota-se ainda uma resistência com a mudança de hábitos e adesão medicamentosa por isso o engajamento com o grupo gera uma adesão razoável, e não atinge a totalidade dos diabéticos.
Medição, registro e avaliação
Com relatos as ACS durante as visitas domiciliares e durantes os atendimentos individuais e de controle dos pacientes na UBS.
Desafios de implementação
Entre os principais desafios estão a baixa adesão inicial dos usuários, muitas vezes relacionada à dificuldade de mudança de hábitos e à pouca valorização de atividades coletivas. Outros entraves incluem a necessidade de sensibilização dos profissionais quanto ao modelo de cuidado integral, a organização da agenda para garantir continuidade dos encontros. Além disso, é fundamental manter o engajamento dos participantes ao longo do tempo e avaliar continuamente os resultados para sustentar a proposta.
Fatores de sucesso
Um dos principais elementos foi o conhecimento prévio do território e do perfil dos usuários, obtido por meio do levantamento realizado pelas ACS, o que permitiu planejar ações alinhadas às reais necessidades da população. Esse diagnóstico inicial contribuiu para maior assertividade nas intervenções. Destaca-se também a adoção de uma abordagem centrada no cuidado integral, que ultrapassou o modelo tradicional biomédico. A incorporação de práticas educativas, rodas de conversa e PICS, o que tornou os encontros mais atrativos, acolhedores e significativos, favorecendo a participação ativa e a construção de autonomia pelos usuários. Outro fator determinante foi a atuação próxima e contínua da equipe de saúde, especialmente na busca ativa e no fortalecimento do vínculo com os participantes. A organização dos encontros com temas relevantes e metodologias participativas, também favoreceu a troca de experiências, o apoio emocional e o senso de pertencimento ao grupo.
Aprendizagem obtida
A experiência possibilita compreender a importância do cuidado integral no manejo do diabetes, indo além do tratamento medicamentoso. Evidencia o valor das PICS na redução de fatores emocionais e no autocuidado. Destaca-se também o papel do trabalho em equipe, do vínculo com os usuários e da educação em saúde como estratégias fundamentais para melhorar a adesão ao tratamento. Reforça a relevância de espaços coletivos como promotores de troca de experiências, apoio mútuo e qualidade de Vida.
Legislação envolvida
1. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) Instituída pela Portaria nº 971/2006 2. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) Portaria nº 2.436/2017 3. Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Portaria nº 2.446/2014 4. Linha de Cuidado do Diabetes Mellitus no SUS 5. Lei nº 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde) Estabelece os princípios e diretrizes do SUS 6. Lei nº 8.142/1990
Prêmios já recebidos
Não
Mais informações
Simone Lazzarotti Gomes