Entre Folhas e Cuidados
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Taísa Scopel
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria de Saúde, Agricultura, Indústria e Comércio, Obras , DURABLE
- Equipe responsável
-
Simone Lazzarotti GomesAgente de Combate a EndemiasSecretaria de SaúdeRoseli SantosServiços GeraisDURABLEViviane PeregoDiretora de SecretariaIndústria e ComercioLeonardo TascaSecretário de SaúdeSecretaria de Saúde
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
A prática foi desenvolvida diante da crescente demanda por alternativas complementares de cuidado em saúde, aliada ao resgate do conhecimento popular sobre plantas medicinais. Observou-se a necessidade de fortalecer ações de promoção da saúde, educação ambiental e práticas integrativas na UBS, ampliando o vínculo entre equipe por meio de atividades sustentáveis. Além disso, buscou-se reduzir o consumo e os gastos com chás industrializados utilizados nos grupos e pelas equipes profissionais.
Estrutura necessária para implementação
Para implementação da horta fitoterápica na Unidade Básica de Saúde, foi utilizado espaço disponível na área externa da unidade, com reaproveitamento de pneus como canteiros sustentáveis para o cultivo das plantas medicinais. Foram necessários terra adubada, mudas de ervas medicinais, ferramentas básicas de jardinagem . A ação contou com apoio da equipe da UBS e participação das outras secretarias na organização, plantio e manutenção da horta passou a ser compartilhada entre profissionais.
Objetivos da boa prática
Promover saúde e bem-estar por meio do uso seguro e racional de plantas medicinais e fitoterápicos. Fortalecer as PICS na UBS. Estimular o vínculo entre a equipe de saúde. Reduzir o consumo e os gastos com chás industrializados utilizados nos grupos e pelas equipes profissionais. Promover sustentabilidade por meio do reaproveitamento de materiais, como pneus utilizados nos canteiros da horta.
Estratégia de implementação
A implementação da horta fitoterápica ocorreu por meio do planejamento coletivo entre equipe multiprofissional. Inicialmente, foi realizada a escolha do espaço e a preparação dos canteiros com reaproveitamento de pneus, promovendo sustentabilidade e baixo custo. Em seguida, foram selecionadas e plantadas mudas de plantas medicinais de fácil cultivo e uso frequente nos grupos e na unidade. A manutenção da horta passou a ser compartilhada entre profissionais.
Atividades implementadas
Organização e limpeza do espaço destinado à horta na UBS. Preparação dos canteiros com reutilização de pneus e adubação da terra. Plantio de mudas de plantas medicinais e aromáticas. Participação de profissionais no cultivo e manutenção da horta. Utilização dos chás natura nos grupos desenvolvidos pela UBS. Incentivo à sustentabilidade e ao reaproveitamento de materiais recicláveis. Fortalecimento das PICS no cuidado em saúde.
Início de execução
14/04/2025
Recursos humanos e financeiros envolvidos
A prática contou com participação da equipe multiprofissional. Os recursos financeiros utilizados foram mínimos, devido ao reaproveitamento de pneus como canteiros e à utilização de materiais disponíveis na própria unidade ou outras secretarias e doações de mudas, terra e insumos.
Participação social
A iniciativa contou com apoio de profissionais da unidade que também contribuíram com conhecimentos populares sobre plantas medicinais, fortalecendo a troca de saberes, o e o cuidado compartilhado com o espaço. A articulação com secretarias municipais e empresa, que auxiliaram com doações de insumos e suporte na execução do projeto foram fundamentais.
Resultados
Inovação da prática
A inovação da prática está no uso de materiais recicláveis, como pneus, para a criação dos canteiros da horta fitoterápica na Unidade Básica de Saúde, promovendo sustentabilidade e baixo custo. A iniciativa integra cuidado em saúde, educação ambiental e práticas integrativas em um mesmo espaço, aproximando a equipe . Além disso, incentiva o uso racional de plantas medicinais, reduzindo gastos com chás industrializados e valorizando o conhecimento popular no cotidiano do serviço.
Número aproximado de pessoas impactadas
120
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
A iniciativa beneficiou qualitativamente os grupos atendidos na Unidade Básica de Saúde ao promover acesso a práticas integrativas, educação em saúde e uso seguro de plantas medicinais. Pacientes de grupos crônicos e profissionais passaram a ter maior participação nas atividades, fortalecendo o vínculo com a equipe, estimulando o autocuidado e ampliando o bem-estar físico e emocional por meio de ações coletivas e acolhedoras.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
As etapas de implementação do projeto na Unidade Básica de Saúde incluíram o diagnóstico da necessidade de ampliar práticas integrativas e reduzir gastos com chás industrializados, o planejamento coletivo com equipe , a seleção do espaço e preparo do solo. Em seguida, foram construídos canteiros com pneus reaproveitados, realizadas doações e aquisição de mudas, e feito o plantio das espécies medicinais. A situação-problema foi resolvida ao substituir parte dos insumos industrializados por produção própria de plantas medicinais, reduzindo custos e fortalecendo o uso racional de fitoterápicos. Além disso, a horta passou a ser utilizada em grupos de educação em saúde, promovendo autonomia, integração comunitária e maior adesão às práticas de cuidado natural.
Resultados principais
Redução do consumo e dos gastos com chás industrializados utilizados nos grupos e pela equipe da UBS. Ampliação das PICS no cuidado em saúde. Fortalecimento do vínculo entre equipe de saúde pacientes. Promoção da sustentabilidade por meio do reaproveitamento de pneus e valorização de práticas ambientais.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim, desde o preparo dos canteiros até o plantio e manutenção das espécies medicinais, com participação em grupos e atividades coletivas. Os resultados foram comunicados à população de forma contínua, por meio de grupos de educação em saúde e orientações realizadas pelos profissionais durante as atividades na unidade. O diálogo ocorreu de maneira horizontal e participativa, valorizando o conhecimento popular e promovendo a troca de experiências entre equipe e usuários, fortalecendo o vínculo e a corresponsabilização pelo cuidado.
Medição, registro e avaliação
De forma qualitativa e contínua pela equipe, por meio de observação da participação dos usuários e equipe nas atividades, uso da horta e nos cuidados diários. Foi considerado ainda a redução do consumo de chás industrializados que pode ser observado na redução das compras, o fortalecimento das práticas integrativas e o aumento da autonomia dos participantes no uso de plantas medicinais.
Desafios de implementação
A garantia de cuidados regulares com as plantas, especialmente em períodos de maior demanda de trabalho na unidade.
Fatores de sucesso
Trabalho em equipe e ao engajamento entre profissionais com planejamento participativo e corresponsabilização das ações. Destaca-se também o apoio da gestão e de secretarias municipais, a utilização de materiais de baixo custo e recicláveis, e a valorização do conhecimento sobre plantas medicinais. A integração entre educação em saúde e práticas integrativas foi fundamental para a adesão e continuidade do projeto.
Aprendizagem obtida
A importância do trabalho intersetorial e da participação comunitária na construção de ações de promoção da saúde. Observou-se que soluções simples e de baixo custo podem gerar grande impacto quando há engajamento coletivo. Além disso, reforçou-se o potencial das práticas integrativas no fortalecimento do autocuidado, do vínculo entre equipe e usuários e da educação em saúde no cotidiano da atenção básica.
Legislação envolvida
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC)
Prêmios já recebidos
NÃO
Mais informações
Secretaria de Saúde