Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE MAFRA Município: MAFRA UF: SC

Empresas Parceiras CRAS - Inclusão Produtiva e Transformação Social

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 1 ODS 2 ODS 3 ODS 4 ODS 5 ODS 8 ODS 9 ODS 10 ODS 11 ODS 12 ODS 17

Resumo

O Empresas Parceiras CRAS, implantado em 2022, promove inclusão produtiva por meio da articulação entre CRAS Central com empresas e comunidade. A iniciativa oferece vagas de emprego, cursos profissionalizantes e inclusão digital para mulheres, jovens, fornecimento de documentação, MEIs e famílias em vulnerabilidade social. Os cursos são adaptados à realidade das mães, com apoio para cuidado das crianças, fortalecendo autonomia, geração de renda e melhoria da qualidade de vida.

Categoria temática

Assistência Social, Acessibilidade, Inclusão e Políticas para Mulheres

Públicos priorizados

Microempreendedores individuais (MEI) Trabalhadores informais Agricultores familiares Produtores rurais Professores/trabalhadores da educação Estudantes Juventude Mulheres Pessoas com deficiência (PCD) Pessoas negras Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial Cidadãos/Comunidade em geral

Participantes

Coordenador da boa prática
ADRIANA APARECIDA MARTINS
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Órgãos diretos: Secretaria de Assistência Social/CRAS, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, instituições de qualificação profissional e parceiros da rede socioassistencial. Órgãos indiretos: comércio local, indústrias, empresas parceiras, lojistas, MEIs, facções, instituições privadas, comunidade, empreendedores locais e organizações da sociedade civil.
Equipe responsável
ADRIANA APARECIDA MARTINS
Chefe de Divisão de Proteção Social Básica
PREFEITURA MUNICIPAL DE MAFRA/ Assistência Social

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

A prática surgiu diante da alta dependência de benefícios eventuais e da dificuldade do público do CRAS em acessar emprego, qualificação e geração de renda. Também foram identificadas dificuldades das empresas em encontrar mão de obra qualificada. A iniciativa buscou aproximar CRAS e setor produtivo, criando oportunidades para trabalhadores e empregadores.

Estrutura necessária para implementação

Equipe técnica do CRAS, assistentes sociais, orientadores, computadores, internet, banco de currículos, telefone, salas para cursos e entrevistas no próprio CRAS, além de grupo de WhatsApp para divulgação das oportunidades. A prática também conta com apoio de empresas parceiras e acolhimento para crianças durante cursos voltados às mães.

Objetivos da boa prática

Promover inclusão produtiva, autonomia e melhoria da qualidade de vida das famílias atendidas pelo CRAS, reduzindo dependência de benefícios assistenciais. A iniciativa busca ampliar oportunidades de emprego, qualificação profissional, inclusão digital e empreendedorismo para mulheres, jovens, mães, família em geral, MEIs e população em vulnerabilidade social.

Estratégia de implementação

A estratégia ocorreu por meio de visitas porta a porta realizadas pelo CRAS em empresas, comércio e indústrias, além de reuniões com CDL e Sindilojas. Foram realizadas escutas com empresários e usuários para identificar demandas e oportunidades. A partir disso, organizaram-se cursos, encaminhamentos, entrevistas e apoio na documentação necessária para contratação. O intuito ao final do curso é a contratação imediata segundo a demanda solicitada pela empresa.

Atividades implementadas

Foram realizadas visitas às empresas, reuniões com CDL e Sindilojas, banco de currículos, encaminhamento para vagas, entrevistas no CRAS e apoio na documentação necessária para contratação. Também foram ofertados cursos profissionalizantes, inclusão digital, incentivo ao empreendedorismo, encaminhamentos a educação e qualificação com parcerias.

Início de execução

07/11/2022

Recursos humanos e financeiros envolvidos

Participaram equipes técnicas do CRAS, parceiros institucionais, empresas, comércio local, indústrias e voluntários. Os recursos financeiros foram de baixo custo, utilizando estrutura já existente da CRAS Central, computadores, internet, salas para cursos, materiais de divulgação e apoio das empresas parceiras.

Participação social

A prática conta com a participação ativa de empresas, comércio, indústrias, CDL, Sindilojas, MEIs, parceiros institucionais e comunidade. Usuários do CRAS participaram das escutas, cursos, entrevistas e ações de qualificação. Empresários contribuíram apresentando demandas do mercado, vagas de emprego, fortalecendo inclusão produtiva e geração de renda.

Resultados

Inovação da prática

A prática inovou ao transformar o CRAS em ponte direta entre população e mercado de trabalho, aproximando empresas e usuários da Assistência Social. O diferencial está na escuta ativa de empresários e trabalhadores, realização de entrevistas no CRAS, qualificação alinhada às demandas locais e adaptação dos cursos à realidade das mães, onde as mesmas podem levar seus filhos junto ao curso pois à espaço para que eleas fiquem com um cuidador. A escuta pela necessidade e qualificação e contratação.

Número aproximado de pessoas impactadas

1.200 pessoas aproximadamente.

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa ampliou oportunidades de emprego, qualificação profissional e geração de renda para famílias atendidas pelo CRAS, promovendo autonomia e inclusão produtiva. Mulheres em vulnerabilidade passaram a ter acesso a cursos adaptados à sua realidade, com apoio para cuidado das crianças durante as capacitações. Jovens participaram de ações de inclusão digital e qualificação profissional. Empresas, comércio e indústrias aproximaram-se do CRAS, facilitando contratações e oportunidades. O projeto também fortaleceu MEIs e empreendedores locais, incentivando empreendedorismo e desenvolvimento econômico. A escuta das demandas dos empregadores e trabalhadores permitiu alinhar cursos às necessidades reais do mercado. Como resultado, muitas famílias reduziram a dependência de benefícios eventuais e conquistaram maior autonomia financeira. A realização dos cursos são baseados nos relatos das empresas com contrapartida de contratação imediata.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A prática Empresas Parceiras CRAS foi implantada em 2022, a partir da identificação da dificuldade enfrentada pelo público atendido pelo CRAS para acessar o mercado de trabalho, qualificação profissional e oportunidades de geração de renda. Observou-se também a alta dependência de benefícios eventuais e a necessidade de promover maior autonomia financeira às famílias em vulnerabilidade social. Inicialmente, a equipe da Assistência Social/CRAS realizou levantamento das principais demandas das famílias atendidas, identificando dificuldades relacionadas à falta de experiência profissional, baixa qualificação e dificuldade de acesso às empresas. Paralelamente, empresas, comércio e indústrias relataram dificuldade em encontrar mão de obra qualificada. Diante dessa realidade, iniciou-se um processo de aproximação entre Assistência Social e setor produtivo. Foram realizadas visitas porta a porta em empresas, comércio local, indústrias, facções e estabelecimentos parceiros, além de reuniões com CDL, Sindilojas e lideranças empresariais. O objetivo foi ouvir empregadores e trabalhadores para compreender demandas, dificuldades e oportunidades, buscando beneficiar ambos os lados. Após a construção das parcerias, o CRAS estruturou banco próprio de currículos, sistema de encaminhamento identificado e grupo de WhatsApp para divulgação rápida de vagas, cursos e oportunidades. As empresas passaram a encaminhar vagas diretamente ao CRAS, fortalecendo o vínculo entre setor produtivo e Assistência Social. Outra etapa importante foi a organização de entrevistas de emprego no próprio CRAS, facilitando o acesso das famílias às oportunidades e aproximando empregadores da comunidade atendida. Além disso, a equipe passou a auxiliar os usuários na regularização e emissão de documentos necessários para contratação. A prática também avançou para área de qualificação profissional. A partir das demandas identificadas junto às empresas, foram organizados cursos voltados às necessidades do mercado local. Um dos principais exemplos ocorreu na área de costura e facção, em que empresas parceiras relataram dificuldade para contratação de profissionais. O CRAS articulou cursos voltados principalmente às mulheres em vulnerabilidade social. Ao término da capacitação, empresas participaram da formatura e realizaram contratação imediata das participantes. Os cursos foram planejados considerando a realidade do público atendido, famílias, mulheres vitimas de violência especialmente mães com filhos pequenos, garantindo acolhimento e apoio durante as capacitações para ampliar participação e permanência das mulheres. Além da empregabilidade, a prática passou a desenvolver ações de inclusão digital e empreendedorismo, para melhor atender em 2026 criamos projeto como Sala Digital (Lan House Gratuita) e Curso Resgatando Sonhos Digitais a ser desenvolvido no segundo semestre, voltado aos jovens de 17 a 25 anos, com foco em mídias sociais, marketing digital, produção de conteúdo e prevenção de golpes virtuais. Após implementação das ações, os resultados passaram a ser acompanhados pela equipe técnica, considerando número de encaminhamentos, oportunidades geradas, participação nos cursos, inclusão produtiva e fortalecimento da autonomia financeira das famílias. A prática contribuiu diretamente para ampliar oportunidades de emprego, fortalecer qualificação profissional, aproximar empresas da Assistência Social, reduzir dependência de benefícios eventuais e promover inclusão produtiva e melhoria da qualidade de vida da população atendida pelo CRAS.

Resultados principais

Mais de mil pessoas encaminhadas para oportunidades de emprego e qualificação desde 2022. Contratação imediata de 10 mulheres após conclusão do curso de costura em parceria com empresas locais. Fortalecimento das parcerias entre CRAS, empresas, comércio, indústrias, CDL e Sindilojas. Ampliação da inclusão produtiva, empreendedorismo e inclusão digital para mulheres, jovens e MEIs. Redução da dependência de benefícios assistenciais, fortalecendo autonomia, geração de renda e qualidade de vida das famílias atendidas.

Engajamento da comunidade e diálogo

A prática contou com amplo engajamento da comunidade, empresas, comércio, indústrias, CDL, Sindilojas, parceiros institucionais e usuários da Assistência Social. Empresários participaram ativamente das escutas e reuniões, apresentando demandas relacionadas à contratação e qualificação profissional. Usuários do CRAS contribuíram relatando dificuldades, necessidades e interesses, permitindo construção de ações mais adequadas à realidade das famílias. Mulheres, jovens, mães, MEIs e empreendedores participaram dos cursos, entrevistas e projetos de inclusão digital. O envolvimento coletivo fortaleceu a aproximação entre setor público e privado, ampliando oportunidades de emprego, geração de renda e inclusão produtiva. A participação ativa dos parceiros e da comunidade foi fundamental para consolidação da iniciativa e fortalecimento das ações desenvolvidas pelo CRAS.

Medição, registro e avaliação

Os resultados foram acompanhados por meio do número de vagas ofertadas, encaminhamentos realizados, entrevistas, participação nos cursos, contratações efetuadas e adesão das empresas parceiras. Também foram avaliados os impactos na geração de renda, inclusão produtiva, participação dos usuários e redução da dependência de benefícios assistenciais, utilizando registros e acompanhamento técnico do CRAS.

Desafios de implementação

Os principais desafios foram aproximar empresas ao CRAS, ampliar participação dos usuários e adaptar cursos à realidade das famílias, especialmente mães com filhos pequenos, mulheres vitimas de violência. Também houve dificuldades relacionadas à qualificação profissional, acesso à documentação e construção de confiança entre empregadores e trabalhadores, superadas por meio do diálogo e trabalho intersetorial.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa está relacionado ao trabalho humanizado do CRAS, à escuta das necessidades dos usuários e empresários e à construção de parcerias com empresas, comércio e indústrias. A aproximação entre Assistência Social e setor produtivo permitiu criar oportunidades reais de emprego, qualificação e inclusão produtiva, fortalecendo autonomia e qualidade de vida das famílias. O "PORTA A PORTA" apresentando o projeto fez toda diferença.

Aprendizagem obtida

A prática demonstrou que a aproximação entre Assistência Social, empresas e comunidade fortalece inclusão produtiva, autonomia e geração de renda. Também evidenciou a importância da escuta ativa, da qualificação alinhada às demandas do mercado e da adaptação das ações à realidade das famílias, especialmente mulheres e mães em vulnerabilidade social.

Legislação envolvida

A prática está fundamentada na Constituição Federal, Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Também envolve políticas públicas de inclusão produtiva, qualificação profissional, geração de renda, proteção social, empreendedorismo, inclusão digital, Estatuto da Juventude e fortalecimento da autonomia das famílias em vulnerabilidade social.

Prêmios já recebidos

Não informado

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ADRIANA APARECIDA MARTINS

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