Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE SAO BENTO DO SUL Município: SAO BENTO DO SUL UF: SC

Ela Renasce

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 3 ODS 5 ODS 8 ODS 10

Resumo

O projeto consiste em um grupo intersetorial desenvolvido no Centro de Referência da Mulher, em parceria com diferentes setores e instituições da rede de apoio, com o objetivo de acolher e fortalecer mulheres vítimas de violência doméstica, especialmente aquelas com medidas protetivas. Por meio de ações integradas, rodas de conversa, acompanhamento psicossocial, capacitação profissional e incentivo à autonomia financeira, busca promover a reconstrução da autoestima, dos vínculos sociais e da ind

Categoria temática

Assistência Social, Acessibilidade, Inclusão e Políticas para Mulheres

Públicos priorizados

Mulheres

Participantes

Coordenador da boa prática
Marina dos Santos
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Toda rede intersetorial de atendimento e proteção à mulher: Secretaria Municipal de Saúde; Secretaria Municipal de Educação; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e/ou Trabalho; CRAS CREAS Rede de proteção à mulher; Poder Judiciário e Ministério Público; Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso; Instituições parceiras para capacitação profissional e empregabilidade; Empresas e entidades da sociedade civil parceiras do projeto.
Equipe responsável
Claudine Alves do Rosario Lima
Coordenadora Centro de Referência e Atendimento à Mulher
Assistência Social/CRAM
Karen Aparecida dos Santos
Pedagoga Social
Assistência Social/CRAM

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

A violência doméstica contra a mulher gera impactos físicos, emocionais, sociais e econômicos, dificultando o rompimento do ciclo da violência. Muitas mulheres com medidas protetivas enfrentam vulnerabilidades e falta de apoio para recomeçar. Diante disso, o projeto intersetorial desenvolvido no Centro de Referência da Mulher busca promover acolhimento, fortalecimento da autoestima, qualificação profissional, autonomia financeira e reconstrução de vínculos sociais e familiares.

Estrutura necessária para implementação

O projeto necessita de espaço adequado no Centro de Referência da Mulher para encontros, atendimentos e oficinas, além de equipamentos multimídia, materiais pedagógicos e recursos para atividades em grupo. Conta com equipe técnica qualificada, transporte para visitas técnicas e participação das mulheres nas atividades, além de parcerias intersetoriais com a rede de proteção, empresas e instituições de ensino, visando acolhimento, qualificação profissional e fortalecimento da autonomia feminina.

Objetivos da boa prática

O projeto visa oferecer acolhimento seguro e fortalecer a autoestima, autonomia e cidadania de mulheres em situação de violência. Busca promover qualificação profissional, independência financeira e reconstrução de vínculos familiares e comunitários. As ações incluem rodas de conversa, oficinas, cursos, visitas técnicas, acompanhamento psicológico e fortalecimento de redes de apoio, por meio de atuação intersetorial e suporte técnico qualificado.

Estratégia de implementação

A implementação ocorre no Centro de Referência da Mulher, por meio de atuação intersetorial com a rede de proteção e parceiros. Serão realizados encontros em grupo, rodas de conversa, oficinas, capacitações, atendimentos psicossociais e visitas técnicas. A equipe acompanhará continuamente as participantes, promovendo encaminhamentos, fortalecimento da autonomia, geração de renda e reconstrução de vínculos sociais e familiares.

Atividades implementadas

Rodas de conversa sobre direitos, violência, saúde e fortalecimento feminino; Oficinas e cursos de capacitação profissional; Visitas técnicas a empresas e instituições parceiras; Encaminhamentos para rede de proteção e serviços públicos; Ações de fortalecimento da autoestima e autonomia financeira; Construção de redes de apoio entre mulheres; Atividades de integração social e reconstrução de vínculos familiares e comunitários.

Início de execução

03/03/2026

Recursos humanos e financeiros envolvidos

O projeto conta com equipe técnica composta por coordenador, assistente social, psicóloga, pedagogo, educador, motorista e profissionais parceiros para oficinas e capacitações. Os recursos financeiros serão destinados à manutenção das atividades, materiais pedagógicos, transporte, alimentação, visitas técnicas e demais ações necessárias para o acolhimento, acompanhamento psicossocial e fortalecimento da autonomia das mulheres participantes.

Participação social

A participação social ocorre por meio do envolvimento das mulheres atendidas na construção das atividades do grupo, fortalecimento das redes de apoio e participação da comunidade e instituições parceiras. O projeto também contará com articulação da rede intersetorial, empresas, serviços públicos e entidades da sociedade civil, promovendo ações coletivas de acolhimento, inclusão social, autonomia e enfrentamento à violência contra a mulher.

Resultados

Inovação da prática

A iniciativa se diferencia por oferecer atendimento intersetorial, humanizado e contínuo no Centro de Referência da Mulher, unindo acolhimento, suporte psicossocial, qualificação profissional e fortalecimento da autonomia feminina. O projeto promove inclusão social, fortalecimento das redes de apoio e participação ativa das mulheres, contribuindo para o rompimento do ciclo da violência e construção de novas oportunidades de vida.

Número aproximado de pessoas impactadas

Aproximadamente 20 a 30 mulheres além de impacto indireto em seus filhos, familiares.

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa proporcionou acolhimento seguro, fortalecimento emocional e acesso a oportunidades para mulheres em situação de violência doméstica. Por meio de acompanhamento psicossocial, rodas de conversa, capacitações e fortalecimento das redes de apoio, as participantes desenvolveram maior autoestima, autonomia e confiança para reconstruir suas vidas. O projeto também contribuiu para ampliação do acesso a direitos, inclusão social, qualificação profissional e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, favorecendo o rompimento do ciclo da violência.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A implementação do projeto iniciou com o levantamento das principais demandas identificadas no atendimento às mulheres em situação de violência doméstica acompanhadas pelo Centro de Referência da Mulher, especialmente relacionadas à vulnerabilidade social, dependência financeira, fragilidade emocional e ausência de rede de apoio após o rompimento da violência. Na sequência, foi realizada a articulação intersetorial com a rede de proteção, secretarias municipais, instituições de ensino, empresas e parceiros da comunidade, visando estruturar ações integradas de acolhimento, acompanhamento psicossocial, capacitação profissional e fortalecimento da autonomia feminina. Posteriormente, foram organizados encontros periódicos em grupo, rodas de conversa, oficinas, atendimentos individuais, visitas técnicas e encaminhamentos à rede de serviços. As atividades foram planejadas de forma humanizada e participativa, considerando as necessidades e potencialidades das mulheres atendidas. A situação-problema foi enfrentada por meio da oferta de suporte contínuo e integrado, promovendo fortalecimento emocional, acesso à informação, qualificação profissional, reconstrução de vínculos sociais e incentivo à independência financeira. Com isso, as participantes passaram a ter maior autonomia, fortalecimento da autoestima, ampliação das redes de apoio e melhores condições para romper o ciclo da violência e reconstruir seus projetos de vida com segurança e dignidade.

Resultados principais

1 Fortalecimento emocional e aumento da autoestima das mulheres participantes por meio de acolhimento e acompanhamento psicossocial contínuo. 2 Participação em oficinas, cursos e capacitações, promovendo qualificação profissional e incentivo à autonomia financeira. 3 Ampliação do acesso à rede de proteção, serviços públicos, orientação sobre direitos e encaminhamentos necessários. 4 Fortalecimento das redes de apoio e reconstrução de vínculos familiares e comunitários, reduzindo o isolamento social. 5 Maior segurança e autonomia das participantes para o rompimento do ciclo da violência e reconstrução de seus projetos de vida.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. A iniciativa contou com o envolvimento da rede intersetorial, instituições parceiras, empresas e serviços públicos, fortalecendo a construção coletiva das ações desenvolvidas no Centro de Referência da Mulher. O diálogo com a comunidade ocorreu por meio de reuniões, articulações com a rede de proteção, rodas de conversa, campanhas educativas e encaminhamentos realizados pelos serviços municipais. Os resultados das ações foram compartilhados em encontros da rede, eventos, atividades comunitárias e espaços institucionais, promovendo conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, fortalecimento das redes de apoio e incentivo à participação social no desenvolvimento das atividades do projeto.

Medição, registro e avaliação

Os resultados foram medidos e avaliados por meio do acompanhamento contínuo das mulheres participantes, registros de atendimentos, frequência nas atividades, encaminhamentos realizados e participação nas oficinas, rodas de conversa e capacitações. Também foram considerados indicadores qualitativos, como fortalecimento da autoestima, ampliação da autonomia, reconstrução de vínculos sociais e acesso à rede de proteção e direitos. Os dados foram registrados pela equipe técnica do Centro de Referência da Mulher em relatórios, prontuários e instrumentos de acompanhamento, permitindo avaliar a evolução das participantes, a efetividade das ações desenvolvidas e os impactos sociais do projeto no enfrentamento à violência contra a mulher.

Desafios de implementação

Os principais desafios enfrentados na implementação da iniciativa envolveram a fragilidade emocional das mulheres atendidas, o medo de romper o ciclo da violência, a ausência de rede de apoio familiar e social e a dependência financeira em relação aos agressores. Também foram identificadas dificuldades relacionadas à baixa autoestima, insegurança para participação nas atividades e limitações de acesso ao mercado de trabalho. Outro desafio importante foi a articulação contínua entre os serviços da rede intersetorial e a necessidade de ampliar parcerias para garantir capacitações, oportunidades de inclusão social e suporte às participantes. Além disso, questões relacionadas ao transporte e à disponibilidade das mulheres, especialmente aquelas com filhos, também exigiram estratégias de adaptação e acolhimento por parte da equipe técnica.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa está relacionado ao trabalho humanizado, acolhedor e intersetorial desenvolvido pelo Centro de Referência da Mulher, aliado ao apoio da gestão municipal, da equipe técnica e das instituições parceiras. O suporte da gestão foi fundamental para fortalecer as ações, ampliar articulações com a rede de proteção e possibilitar a realização das atividades voltadas às mulheres em situação de violência doméstica. A escuta qualificada, o acolhimento seguro e o acompanhamento contínuo favoreceram a criação de vínculos de confiança entre as participantes e a equipe, contribuindo para maior adesão às atividades, fortalecimento emocional e desenvolvimento da autonomia. Além disso, a integração entre suporte psicossocial, rodas de conversa, capacitações profissionais e fortalecimento das redes de apoio proporcionou atendimento mais efetivo e próximo das necessidades das mulheres.

Aprendizagem obtida

A iniciativa reforçou a importância do trabalho intersetorial, do acolhimento humanizado e da escuta qualificada no atendimento às mulheres em situação de violência. Também evidenciou que o fortalecimento da autonomia feminina exige apoio contínuo, qualificação profissional e fortalecimento das redes de apoio, com estratégias adaptadas à realidade e às necessidades das mulheres atendidas. Além disso, destacou a relevância da articulação entre gestão pública, rede de proteção e comunidade.

Legislação envolvida

A iniciativa está fundamentada na Lei Maria da Penha, na Constituição Federal, na Lei do Feminicídio, na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e nas diretrizes do Sistema Único de Assistência Social. Também considera as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e fortalecimento da rede de proteção e garantia de direitos.

Prêmios já recebidos

“A iniciativa ainda não recebeu premiações, mas vem obtendo reconhecimento institucional e fortalecimento junto à rede intersetorial e comunidade pelo trabalho humanizado e pelos resultados alcançados no enfrentamento à violência contra a mulher.”

Mais informações

Coordenadora do CRAM Claudine Alves do Rosario Lima e Pedagoga Karen Aparecida dos Santos

Links e arquivos