Desafios da Reorganização das Atividades Coletivas na Proteção Social Básica
Resumo
Categoria tem?tica
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Vanila Maria Paes Tillmann
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação da Prefeitura Municipal de Pomerode
- Equipe responsável
-
Vanila Maria Paes TillmannPsicóloga/CoordenadoraCRASPoliana Ghizoni SchmitzAssistente SocialCRASCindimary dos Santos LimaAssistente SocialCRASDennise Marcelli Didziocas de PaulaAssistente SocialCRASTamara do NascimentoPsicólogaCRAS
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
Em 2025, identificou-se baixa adesão e participação nas atividades coletivas da Proteção Social Básica. As oficinas do PAIF, mensais e em dois turnos, dificultavam o acesso e o vínculo. O SCFV apresentava grupos iniciais com pouca participação. Havia ainda alta demanda por atendimentos e necessidade de qualificar o acesso, motivando a reorganização das ações e a implantação da acolhida coletiva.
Estrutura necessária para implementação
Equipe técnica do CRAS (Assistente social e/ou Psicólogo), com atuação integrada e organização da agenda. Espaço físico adequado para atendimentos coletivos em diferentes turnos. Sistemas de registro e monitoramento de dados (prontuários e relatórios). Materiais para oficinas e ações no território. Articulação com rede socioassistencial e apoio da gestão municipal.
Objetivos da boa prática
Objetivo geral: Reorganizar e qualificar as atividades coletivas da Proteção Social Básica, ampliando o acesso e a participação dos usuários. Objetivos específicos: • Ampliar a adesão às oficinas do PAIF; • Adequar a oferta aos diferentes horários e realidades dos usuários; • Consolidar os grupos do SCFV; • Estruturar a acolhida coletiva como estratégia de acesso; • Fortalecer ações preventivas; • Utilizar dados para planejamento das ações.
Estratégia de implementação
A prática foi planejada a partir da análise de dados, escuta dos usuários e avaliação da equipe técnica. Organizou-se em quatro eixos: PAIF, SCFV, acolhida coletiva e prevenção. Foram redefinidos fluxos, ampliados horários e estruturada a agenda. A execução ocorreu de forma gradual, com monitoramento contínuo, ajustes periódicos e atuação integrada da equipe, garantindo alinhamento às demandas do território.
Atividades implementadas
Reorganização das oficinas do PAIF para encontros quinzenais e três turnos; fortalecimento e continuidade dos grupos do SCFV; implantação da acolhida coletiva com atendimentos em três turnos; realização de ações de prevenção no território; análise e uso de dados para planejamento; escuta dos usuários; reorganização da agenda da equipe e monitoramento contínuo das atividades.
Início de execução
01/01/2025
Recursos humanos e financeiros envolvidos
Equipe técnica do CRAS (Assistente social e/ou Psicólogo) com suporte de outros profissionais, como Educador Social e estagiários, com apoio da gestão municipal e articulação com a rede socioassistencial. Não houve custos adicionais relevantes, sendo utilizada a estrutura já existente e recurso disponível para custeio de lanches e materiais. Recursos oriundos do orçamento público municipal e cofinanciamento da assistência social, com otimização dos recursos disponíveis.
Participação social
A participação social ocorreu por meio da escuta qualificada dos usuários, que contribuíram na identificação de demandas e avaliação das atividades, sendo famílias em situação de vulnerabilidade social referenciadas ao CRAS, incluindo responsáveis familiares, adolescentes, idosos e usuários em processo de inserção nos serviços.
Resultados
Inovação da prática
A prática inovou ao reorganizar as atividades em quatro eixos integrados (PAIF, SCFV, acolhida coletiva e ações de prevenção), ampliando horários e qualificando o acesso. Destaca-se a implantação da acolhida coletiva como porta de entrada estruturada e o uso sistemático de dados para planejamento e tomada de decisão, tornando a atuação mais eficiente, integrada e alinhada às demandas do território.
Número aproximado de pessoas impactadas
Mais de 570 participações nas iniciativas, podendo haver usuários repetidos nos eixos.
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
A iniciativa ampliou significativamente o acesso e a participação dos usuários nas atividades coletivas, tornando os serviços mais acessíveis e próximos da realidade das famílias. A diversificação de horários e a organização das ações favoreceram maior inclusão, especialmente de públicos antes com dificuldade de participação. A acolhida coletiva qualificou o acesso, proporcionando orientação inicial mais clara e ágil. O fortalecimento do PAIF e do SCFV contribuiu para o desenvolvimento de vínculos familiares e comunitários, além de promover espaços de convivência, escuta e troca de experiências. As ações preventivas ampliaram a atuação no território, antecipando situações de risco e fortalecendo a proteção social. Como resultado, observou-se maior engajamento, sensação de pertencimento e fortalecimento da autonomia dos usuários.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
A implementação do projeto foi organizada em etapas articuladas, garantindo planejamento estruturado, execução qualificada e monitoramento contínuo. 1. Diagnóstico da situação-problema: Inicialmente, foi realizada análise dos dados de atendimento e participação, identificando baixa adesão às atividades coletivas, fragilidade de vínculo com as famílias e limitações de acesso decorrentes da oferta restrita de horários. Também foi realizada escuta qualificada dos usuários e avaliação técnica da equipe, evidenciando a necessidade de reorganização das ações e qualificação do acesso. 2. Planejamento: Com base no diagnóstico, a equipe estruturou a prática em quatro eixos: oficinas do PAIF, SCFV, acolhida coletiva e ações de prevenção. Foram redefinidos fluxos de atendimento, reorganizada a agenda da equipe, ampliados os horários de oferta (incluindo período noturno) e elaborado o planejamento das atividades, com definição de objetivos, metodologias e estratégias de acompanhamento. 3. Reorganização dos serviços: As oficinas do PAIF passaram de mensais para quinzenais, ampliando a frequência e favorecendo o fortalecimento de vínculos. O SCFV foi estruturado com continuidade dos grupos, garantindo regularidade e consolidação das atividades. A acolhida coletiva foi implantada como estratégia de acesso qualificado, organizada em três turnos, proporcionando orientação inicial e encaminhamentos de forma mais ágil e organizada. Paralelamente, foram fortalecidas as ações de prevenção no território. 4. Execução: A prática foi colocada em funcionamento de forma gradual, com envolvimento de toda a equipe técnica. As atividades passaram a ocorrer conforme o novo modelo, com integração entre os eixos e alinhamento das ações às demandas identificadas. Houve articulação com a rede socioassistencial e apoio da gestão municipal. 5. Monitoramento e avaliação contínua: Durante a execução, foram utilizados dados para acompanhamento da participação, avaliação dos resultados e identificação de necessidades de ajuste. A equipe realizou reuniões periódicas para análise dos avanços e readequação das estratégias, garantindo maior efetividade das ações. Resolução da situação-problema: A situação de baixa adesão e dificuldades de acesso foi enfrentada por meio da ampliação dos horários, aumento da frequência das atividades, qualificação do acolhimento e organização dos serviços de forma integrada. A implantação da acolhida coletiva facilitou o ingresso das famílias, enquanto o fortalecimento do PAIF e do SCFV promoveu maior continuidade e vínculo. As ações preventivas ampliaram a presença no território e anteciparam demandas. Como resultado, houve aumento significativo da participação dos usuários, melhoria no acesso aos serviços, fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e maior organização do trabalho da equipe, tornando a atuação mais eficiente, planejada e alinhada às necessidades da população atendida.
Resultados principais
1- Ampliação do acesso aos serviços da Proteção Social Básica, com diversificação de horários e qualificação do acolhimento. 2- Aumento da participação dos usuários nas atividades coletivas, com destaque para o crescimento do SCFV (+150%). 3- Fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários por meio da continuidade das ações. 4- Implantação da acolhida coletiva como estratégia eficaz de entrada e organização da demanda. 5- Qualificação do planejamento e da execução das ações com base no uso sistemático de dados.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim. Houve engajamento da comunidade por meio da escuta qualificada dos usuários, que contribuíram na identificação de demandas e na avaliação das atividades, influenciando diretamente a reorganização das ações. A participação nas atividades coletivas também fortaleceu esse processo. Os resultados foram comunicados de forma contínua durante os encontros e atendimentos, além de diálogos com a rede socioassistencial e divulgação nas mídias digitais.
Medição, registro e avaliação
Os resultados foram medidos por meio do acompanhamento sistemático de indicadores de participação nas atividades, com comparação de dados ao longo do tempo. O registro foi realizado em sistemas institucionais e instrumentos internos de controle (listas de presença, relatórios e registros de atendimento). A avaliação ocorre de forma contínua, com análise periódica pela equipe técnica, reuniões de monitoramento e escuta dos usuários, permitindo identificar avanços, ajustar estratégias e qualificar a execução das ações.
Desafios de implementação
Os principais desafios incluíram a baixa adesão inicial dos usuários às atividades coletivas, a necessidade de reorganizar a agenda da equipe sem ampliação de recursos humanos e a limitação de horários que dificultava o acesso de algumas famílias. Também houve desafios na consolidação dos grupos do SCFV, ainda em fase inicial, e na implantação da acolhida coletiva como novo fluxo de atendimento. Além disso, foi necessário superar a cultura de atendimentos mais individualizados.
Fatores de sucesso
O sucesso da iniciativa está relacionado ao planejamento baseado em dados e na escuta qualificada dos usuários, permitindo alinhar as ações às demandas reais do território. A atuação comprometida e integrada da equipe técnica também foi fundamental para garantir maior efetividade, participação e fortalecimento dos vínculos com as famílias.
Aprendizagem obtida
A prática evidenciou a importância do planejamento baseado em dados e da escuta dos usuários para qualificar as ações. Observou-se que a ampliação de horários e a regularidade das atividades aumentam a participação. Destaca-se a importância de seguir a agenda e os fluxos do serviço para garantir a organização, fortalecendo a integração da equipe.
Legislação envolvida
Lei nº 8.742/1993 – LOAS; Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004); Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS nº 109/2009); Orientações Técnicas do PAIF e do SCFV; Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003).
Prêmios já recebidos
Não informado
Mais informações
Evidências
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