Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE POMERODE Município: POMERODE UF: SC

Desafios da Reorganização das Atividades Coletivas na Proteção Social Básica

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 1 ODS 5 ODS 10 ODS 16

Resumo

Projeto do CRAS de Pomerode/SC que reorganizou atividades coletivas da Proteção Social Básica entre os anos de 2025 e 2026. Estruturado em quatro eixos (PAIF, SCFV, acolhida coletiva e ações de prevenção), ampliou horários, qualificou o acesso e utilizou dados no planejamento. Resultou em maior participação, destaque para crescimento do SCFV (+150%), fortalecimento de vínculos e atuação preventiva.

Categoria tem?tica

Assistência Social, Acessibilidade, Inclusão e Políticas para Mulheres

Públicos priorizados

Trabalhadores informais Juventude Mulheres Pessoas com deficiência (PCD) Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial Cidadãos/Comunidade em geral Outro: Idosos

Participantes

Coordenador da boa prática
Vanila Maria Paes Tillmann
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação da Prefeitura Municipal de Pomerode
Equipe responsável
Vanila Maria Paes Tillmann
Psicóloga/Coordenadora
CRAS
Poliana Ghizoni Schmitz
Assistente Social
CRAS
Cindimary dos Santos Lima
Assistente Social
CRAS
Dennise Marcelli Didziocas de Paula
Assistente Social
CRAS
Tamara do Nascimento
Psicóloga
CRAS

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

Em 2025, identificou-se baixa adesão e participação nas atividades coletivas da Proteção Social Básica. As oficinas do PAIF, mensais e em dois turnos, dificultavam o acesso e o vínculo. O SCFV apresentava grupos iniciais com pouca participação. Havia ainda alta demanda por atendimentos e necessidade de qualificar o acesso, motivando a reorganização das ações e a implantação da acolhida coletiva.

Estrutura necessária para implementação

Equipe técnica do CRAS (Assistente social e/ou Psicólogo), com atuação integrada e organização da agenda. Espaço físico adequado para atendimentos coletivos em diferentes turnos. Sistemas de registro e monitoramento de dados (prontuários e relatórios). Materiais para oficinas e ações no território. Articulação com rede socioassistencial e apoio da gestão municipal.

Objetivos da boa prática

Objetivo geral: Reorganizar e qualificar as atividades coletivas da Proteção Social Básica, ampliando o acesso e a participação dos usuários. Objetivos específicos: • Ampliar a adesão às oficinas do PAIF; • Adequar a oferta aos diferentes horários e realidades dos usuários; • Consolidar os grupos do SCFV; • Estruturar a acolhida coletiva como estratégia de acesso; • Fortalecer ações preventivas; • Utilizar dados para planejamento das ações.

Estratégia de implementação

A prática foi planejada a partir da análise de dados, escuta dos usuários e avaliação da equipe técnica. Organizou-se em quatro eixos: PAIF, SCFV, acolhida coletiva e prevenção. Foram redefinidos fluxos, ampliados horários e estruturada a agenda. A execução ocorreu de forma gradual, com monitoramento contínuo, ajustes periódicos e atuação integrada da equipe, garantindo alinhamento às demandas do território.

Atividades implementadas

Reorganização das oficinas do PAIF para encontros quinzenais e três turnos; fortalecimento e continuidade dos grupos do SCFV; implantação da acolhida coletiva com atendimentos em três turnos; realização de ações de prevenção no território; análise e uso de dados para planejamento; escuta dos usuários; reorganização da agenda da equipe e monitoramento contínuo das atividades.

Início de execução

01/01/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

Equipe técnica do CRAS (Assistente social e/ou Psicólogo) com suporte de outros profissionais, como Educador Social e estagiários, com apoio da gestão municipal e articulação com a rede socioassistencial. Não houve custos adicionais relevantes, sendo utilizada a estrutura já existente e recurso disponível para custeio de lanches e materiais. Recursos oriundos do orçamento público municipal e cofinanciamento da assistência social, com otimização dos recursos disponíveis.

Participação social

A participação social ocorreu por meio da escuta qualificada dos usuários, que contribuíram na identificação de demandas e avaliação das atividades, sendo famílias em situação de vulnerabilidade social referenciadas ao CRAS, incluindo responsáveis familiares, adolescentes, idosos e usuários em processo de inserção nos serviços.

Resultados

Inovação da prática

A prática inovou ao reorganizar as atividades em quatro eixos integrados (PAIF, SCFV, acolhida coletiva e ações de prevenção), ampliando horários e qualificando o acesso. Destaca-se a implantação da acolhida coletiva como porta de entrada estruturada e o uso sistemático de dados para planejamento e tomada de decisão, tornando a atuação mais eficiente, integrada e alinhada às demandas do território.

Número aproximado de pessoas impactadas

Mais de 570 participações nas iniciativas, podendo haver usuários repetidos nos eixos.

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa ampliou significativamente o acesso e a participação dos usuários nas atividades coletivas, tornando os serviços mais acessíveis e próximos da realidade das famílias. A diversificação de horários e a organização das ações favoreceram maior inclusão, especialmente de públicos antes com dificuldade de participação. A acolhida coletiva qualificou o acesso, proporcionando orientação inicial mais clara e ágil. O fortalecimento do PAIF e do SCFV contribuiu para o desenvolvimento de vínculos familiares e comunitários, além de promover espaços de convivência, escuta e troca de experiências. As ações preventivas ampliaram a atuação no território, antecipando situações de risco e fortalecendo a proteção social. Como resultado, observou-se maior engajamento, sensação de pertencimento e fortalecimento da autonomia dos usuários.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A implementação do projeto foi organizada em etapas articuladas, garantindo planejamento estruturado, execução qualificada e monitoramento contínuo. 1. Diagnóstico da situação-problema: Inicialmente, foi realizada análise dos dados de atendimento e participação, identificando baixa adesão às atividades coletivas, fragilidade de vínculo com as famílias e limitações de acesso decorrentes da oferta restrita de horários. Também foi realizada escuta qualificada dos usuários e avaliação técnica da equipe, evidenciando a necessidade de reorganização das ações e qualificação do acesso. 2. Planejamento: Com base no diagnóstico, a equipe estruturou a prática em quatro eixos: oficinas do PAIF, SCFV, acolhida coletiva e ações de prevenção. Foram redefinidos fluxos de atendimento, reorganizada a agenda da equipe, ampliados os horários de oferta (incluindo período noturno) e elaborado o planejamento das atividades, com definição de objetivos, metodologias e estratégias de acompanhamento. 3. Reorganização dos serviços: As oficinas do PAIF passaram de mensais para quinzenais, ampliando a frequência e favorecendo o fortalecimento de vínculos. O SCFV foi estruturado com continuidade dos grupos, garantindo regularidade e consolidação das atividades. A acolhida coletiva foi implantada como estratégia de acesso qualificado, organizada em três turnos, proporcionando orientação inicial e encaminhamentos de forma mais ágil e organizada. Paralelamente, foram fortalecidas as ações de prevenção no território. 4. Execução: A prática foi colocada em funcionamento de forma gradual, com envolvimento de toda a equipe técnica. As atividades passaram a ocorrer conforme o novo modelo, com integração entre os eixos e alinhamento das ações às demandas identificadas. Houve articulação com a rede socioassistencial e apoio da gestão municipal. 5. Monitoramento e avaliação contínua: Durante a execução, foram utilizados dados para acompanhamento da participação, avaliação dos resultados e identificação de necessidades de ajuste. A equipe realizou reuniões periódicas para análise dos avanços e readequação das estratégias, garantindo maior efetividade das ações. Resolução da situação-problema: A situação de baixa adesão e dificuldades de acesso foi enfrentada por meio da ampliação dos horários, aumento da frequência das atividades, qualificação do acolhimento e organização dos serviços de forma integrada. A implantação da acolhida coletiva facilitou o ingresso das famílias, enquanto o fortalecimento do PAIF e do SCFV promoveu maior continuidade e vínculo. As ações preventivas ampliaram a presença no território e anteciparam demandas. Como resultado, houve aumento significativo da participação dos usuários, melhoria no acesso aos serviços, fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e maior organização do trabalho da equipe, tornando a atuação mais eficiente, planejada e alinhada às necessidades da população atendida.

Resultados principais

1- Ampliação do acesso aos serviços da Proteção Social Básica, com diversificação de horários e qualificação do acolhimento. 2- Aumento da participação dos usuários nas atividades coletivas, com destaque para o crescimento do SCFV (+150%). 3- Fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários por meio da continuidade das ações. 4- Implantação da acolhida coletiva como estratégia eficaz de entrada e organização da demanda. 5- Qualificação do planejamento e da execução das ações com base no uso sistemático de dados.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. Houve engajamento da comunidade por meio da escuta qualificada dos usuários, que contribuíram na identificação de demandas e na avaliação das atividades, influenciando diretamente a reorganização das ações. A participação nas atividades coletivas também fortaleceu esse processo. Os resultados foram comunicados de forma contínua durante os encontros e atendimentos, além de diálogos com a rede socioassistencial e divulgação nas mídias digitais.

Medição, registro e avaliação

Os resultados foram medidos por meio do acompanhamento sistemático de indicadores de participação nas atividades, com comparação de dados ao longo do tempo. O registro foi realizado em sistemas institucionais e instrumentos internos de controle (listas de presença, relatórios e registros de atendimento). A avaliação ocorre de forma contínua, com análise periódica pela equipe técnica, reuniões de monitoramento e escuta dos usuários, permitindo identificar avanços, ajustar estratégias e qualificar a execução das ações.

Desafios de implementação

Os principais desafios incluíram a baixa adesão inicial dos usuários às atividades coletivas, a necessidade de reorganizar a agenda da equipe sem ampliação de recursos humanos e a limitação de horários que dificultava o acesso de algumas famílias. Também houve desafios na consolidação dos grupos do SCFV, ainda em fase inicial, e na implantação da acolhida coletiva como novo fluxo de atendimento. Além disso, foi necessário superar a cultura de atendimentos mais individualizados.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa está relacionado ao planejamento baseado em dados e na escuta qualificada dos usuários, permitindo alinhar as ações às demandas reais do território. A atuação comprometida e integrada da equipe técnica também foi fundamental para garantir maior efetividade, participação e fortalecimento dos vínculos com as famílias.

Aprendizagem obtida

A prática evidenciou a importância do planejamento baseado em dados e da escuta dos usuários para qualificar as ações. Observou-se que a ampliação de horários e a regularidade das atividades aumentam a participação. Destaca-se a importância de seguir a agenda e os fluxos do serviço para garantir a organização, fortalecendo a integração da equipe.

Legislação envolvida

Lei nº 8.742/1993 – LOAS; Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004); Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS nº 109/2009); Orientações Técnicas do PAIF e do SCFV; Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003).

Prêmios já recebidos

Não informado

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Evidências

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