DE ONDE VEM A ROUPA QUE A GENTE USA?
Resumo
Categoria temática
Vídeo de apresentação
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Patricia Werlang
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO/ CUNHATAÍ SC
- Equipe responsável
-
Patricia WerlangProfessoraCENTRO EDUCACIONAL MUNICIPAL BEIJA FLORDaniela Da Silva Hermann KrugerProfessoraCENTRO EDUCACIONAL MUNICIPAL BEIJA FLOR
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
O projeto surgiu a partir das curiosidades das crianças sobre as roupas do cotidiano suas cores, tecidos, origens e funções. Durante as interações e brincadeiras, surgiram questionamentos como: “Quem faz a roupa?” e “De onde ela vem?”. Assim, observou-se a necessidade de ampliar o repertório cultural das crianças, compreendendo as roupas como expressão de identidade, cultura e pertencimento social.
Estrutura necessária para implementação
A implementação do projeto contou com o apoio da direção escolar, da Secretaria Municipal de Educação, das famílias e da turma participante, fortalecendo o protagonismo infantil e o trabalho coletivo. As vivências ocorreram na sala de aula, por meio de momentos de escuta, interação e oficinas com tecidos, tintas, materiais recicláveis e recursos pedagógicos diversos, promovendo aprendizagens criativas e culturais.
Objetivos da boa prática
Promover o desenvolvimento integral das crianças por meio da exploração do universo das vestimentas, estimulando curiosidade, linguagem, criatividade, autonomia e respeito à diversidade. Além disso, ampliar o repertório cultural e social das crianças, valorizando diferentes formas de vestir, identidades e costumes presentes no cotidiano. O projeto também buscou fortalecer o protagonismo infantil por meio da escuta, da investigação e das experiências significativas vivenciadas em grupo.
Estratégia de implementação
O projeto foi desenvolvido em sala de aula, durante o período investigativo, por meio de momentos de escuta, diálogo e relatos das crianças. As oficinas de confecção e produção ocorreram ao longo de três semanas. As propostas integraram aspectos linguísticos, culturais e regionais, utilizando músicas, brincadeiras, vídeos e dinâmicas interativas de forma lúdica e participativa. O projeto envolveu escola, estudantes, famílias e a parceria da Secretaria Municipal de Educação.
Atividades implementadas
Foram realizadas rodas de conversa para levantamento dos conhecimentos prévios das crianças sobre a origem das roupas, valorizando a escuta e o protagonismo infantil. As crianças participaram de vivências com vídeos, histórias, desenhos de observação, oficinas de tecelagem, costura, tintura natural e criação de roupas, explorando diferentes tecidos e processos de produção. As propostas também envolveram brincadeiras, músicas e dinâmicas, promovendo experiências culturais significativas.
Início de execução
03/11/2025
Recursos humanos e financeiros envolvidos
A proposta foi realizada de forma colaborativa entre as professoras, a turma e a Secretaria de Educação, utilizando materiais pedagógicos disponíveis no próprio CEIM e baixo custo para itens complementares. Houve também uma organização prévia do espaço utilizado, garantindo uma sala acolhedora, com materiais acessíveis e exposição das produções, favorecendo o desenvolvimento das vivências e valorizando o protagonismo infantil.
Participação social
A prática pedagógica floresceu a partir da curiosidade autêntica trazida pelas próprias crianças para o espaço da sala de aula. Alinhada a esse movimento, buscou-se a aproximação dialogada com as famílias para estreitar os vínculos entre a escola e a comunidade. O percurso pautou-se na escuta sensível dos estudantes por meio de rodas de conversa e da investigação de seus conhecimentos prévios, integrando suas vivências às ações pedagógicas.
Resultados
Inovação da prática
Abordagem investigativa a partir de um elemento do cotidiano, que despertou o protagonismo infantil por meio de experiências sensoriais e descobertas significativas, transformando o olhar das crianças sobre a roupa e todo o processo envolvido em sua produção. A prática promoveu empatia, conscientização e valorização da mão de obra humana, levando as crianças a compreenderem que por trás de cada peça existem histórias, cuidado, esforço e trabalho.
Número aproximado de pessoas impactadas
17 crianças diretamente envolvidos, suas famílias e da comunidade escolar impactadas indiretamente.
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
As experiências culturais vivenciadas ao longo do projeto, aliadas às brincadeiras, rodas de conversa, músicas, relatos e momentos de escuta, ampliaram o repertório cultural das crianças de forma significativa, fortalecendo a afetividade, a expressão de sentimentos e o desenvolvimento socioemocional. A prática despertou reflexões sensíveis sobre o valor das roupas, das histórias e do trabalho humano envolvido em sua produção, promovendo empatia, consciência social e um olhar mais humano e respeitoso sobre o outro e sobre o mundo ao seu redor. Ampliação cultural, desenvolvimento da linguagem, identidade, autonomia e vínculo familiar.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
O projeto iniciou com rodas de conversa investigativas, nas quais as crianças foram convidadas a compartilhar seus conhecimentos prévios, experiências e curiosidades sobre as roupas: de onde vêm, como são feitas, quem as produz e quais tecidos conheciam. Durante os diálogos, as falas, perguntas e hipóteses levantadas pelas crianças foram registradas em cartazes, valorizando a escuta sensível, o protagonismo infantil e os interesses do grupo. Esse momento possibilitou compreender os saberes já construídos pelas crianças e deu voz às suas percepções e descobertas iniciais. A partir das falas das crianças, surgiram questionamentos como: “Quem faz as roupas?”, “Como o tecido é produzido?”, “Todas as roupas são iguais?”, “Quanto trabalho existe até a roupa chegar pronta?”. Esses questionamentos deram início à problematização do tema, incentivando reflexões sobre o consumo, o valor das roupas e o trabalho humano envolvido em cada peça. As crianças passaram a perceber que as roupas vão muito além do ato de comprar pronto, despertando um olhar mais humano, consciente e empático. Na etapa de exploração, as crianças tiveram contato direto com diferentes tipos de tecidos, roupas, linhas, fibras e materiais têxteis. Foram realizadas atividades sensoriais de toque, comparação de texturas, espessuras, temperaturas, cheiros e cores, permitindo que observassem semelhanças e diferenças entre os materiais. Também participaram de brincadeiras de faz de conta, contação de histórias, músicas e dinâmicas interativas relacionadas ao universo das roupas e tecidos, ampliando o repertório cultural e promovendo experiências significativas e afetivas. As crianças assistiram a mini-histórias, vídeos e documentários sobre o bicho-da-seda, a produção da seda, o plantio e a colheita do algodão, investigando os processos que envolvem a fabricação dos tecidos. Durante as observações, conversavam, levantavam hipóteses e relacionavam as informações com suas vivências. Como forma de aprofundar a observação, realizaram um desenho de observação de uma jaqueta. A peça foi apresentada ao grupo para que as crianças analisassem detalhes como bolsos, costuras, botões, mangas, texturas e formatos. Em seguida, cada criança representou a peça à sua maneira, utilizando diferentes materiais gráficos. A atividade valorizou o olhar individual, a percepção visual, a criatividade e a expressão infantil, permitindo que cada desenho revelasse não apenas a roupa observada, mas também a identidade, os sentimentos e as interpretações das crianças. As propostas práticas aconteceram por meio de oficinas e experiências criativas relacionadas à produção têxtil. As crianças participaram de oficinas de tecelagem em papelão, nas quais utilizaram pequenos teares confeccionados previamente com papelão recortado. Com auxílio de fios, lã e tiras de tecido, aprenderam movimentos de entrelaçamento, explorando coordenação motora, concentração e paciência durante o processo de construção das tramas. Também realizaram atividades de costura simples, utilizando tecidos, barbantes, lã e materiais adaptados à faixa etária, permitindo que experimentassem o fazer manual e percebessem o cuidado e o tempo envolvidos na criação de uma peça. Na oficina de tintura natural, exploraram pigmentos produzidos com elementos naturais, observando as transformações de cor nos tecidos e compreendendo possibilidades sustentáveis de tingimento. Outra intervenção significativa foi a criação de croquis de mini roupas. Inicialmente, as crianças observaram imagens e modelos de diferentes peças do vestuário. Depois, escolheram formatos, cores e combinações para criar suas próprias roupas em miniatura. As peças foram desenhadas, recortadas e coladas em folhas A4, formando representações do corpo humano. Durante a proposta, as crianças exercitaram criatividade, imaginação, percepção corporal, coordenação motora fina e expressão artística, além de revelarem suas preferências, estilos e referências culturais. As famílias participaram do projeto por meio do envio de tecidos e materiais utilizados nas oficinas. Um momento significativo ocorreu quando a mãe de uma aluna, que trabalha com costura, gravou um vídeo para as crianças mostrando sua rotina, os materiais utilizados e o processo de produção das roupas. A experiência despertou curiosidade, encantamento e valorização do trabalho manual, fortalecendo os vínculos entre escola, família e aprendizagem. Todo o percurso foi registrado por meio de desenhos, fotografias, produções artísticas e observações pedagógicas, evidenciando as descobertas, reflexões e o protagonismo infantil ao longo do projeto. Ao final, as crianças socializaram suas produções e experiências com os colegas e comunidade escolar, valorizando as aprendizagens construídas e as reflexões sobre cultura, empatia e o trabalho humano presente em cada peça de roupa.
Resultados principais
1. Protagonismo infantil fortalecido por meio da escuta, participação e valorização das descobertas das crianças. 2. Ampliação do repertório cultural e social através de experiências investigativas, brincadeiras, histórias e oficinas. 3. Desenvolvimento da empatia e valorização da mão de obra humana presente na produção das roupas. 4. Fortalecimento do desenvolvimento socioemocional, da afetividade e da escuta sensível, promovendo empatia, pertencimento e valorização das vivências das crianças. 5. Desenvolvimento da autonomia, da linguagem, da coordenação motora fina e dos vínculos entre escola e famílias, por meio de experiências práticas e significativas.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim. O projeto promoveu o diálogo, a escuta e a participação ativa das crianças durante as vivências, valorizando seus conhecimentos prévios, falas, curiosidades e percepções. As propostas fortaleceram o protagonismo infantil, as trocas entre os pares e a valorização das diferentes vivências e contextos culturais presentes no grupo, envolvendo também as famílias e a comunidade escolar nas experiências desenvolvidas.
Medição, registro e avaliação
Os resultados foram acompanhados por meio de observação contínua e avaliação processual, considerando a participação, o envolvimento nas atividades, as interações e atitudes relacionadas à empatia, ao respeito e à valorização do trabalho humano. Os registros aconteceram por meio de fotografias, vídeos, desenhos, produções individuais e coletivas e rodas de conversa, permitindo acompanhar os avanços, descobertas e reflexões das crianças ao longo da proposta. A devolutiva das famílias também evidenciou impactos significativos do projeto, por meio de relatos sobre mudanças no olhar das crianças em relação às roupas, ao fazer manual, ao cuidado e à valorização da mão de obra presente em cada peça.
Desafios de implementação
Foi desafiador realizar o planejamento prévio das vivências e oficinas, organizar e disponibilizar os materiais necessários, promover o envolvimento contínuo das famílias nas propostas e adaptar as experiências à faixa etária do Pré II. Também exigiu sensibilidade e escuta atenta diante dos conhecimentos prévios, falas e vivências trazidas pelas crianças sobre o tema, acolhendo suas percepções de forma respeitosa, sem constrangimentos, e valorizando suas identidades, histórias e contextos culturais. Além disso, demandou planejamento colaborativo para garantir experiências significativas, lúdicas e participativas ao longo do projeto.
Fatores de sucesso
Escuta sensível e valorização do protagonismo infantil, aliadas a um planejamento flexível e significativo, que respeitou as curiosidades, descobertas e o tempo de cada criança. O uso de materiais concretos, experiências sensoriais e vivências culturais tornou a aprendizagem mais afetiva, participativa e conectada à realidade das crianças. O envolvimento das famílias fortaleceu os vínculos entre escola e comunidade, enriquecendo ainda mais o percurso investigativo e tornando a proposta profundamente significativa.
Aprendizagem obtida
A experiência evidenciou a importância do protagonismo infantil e da escuta sensível no planejamento pedagógico, valorizando as crianças como participantes ativas na construção do conhecimento. O projeto reforçou que considerar suas falas, curiosidades e vivências torna as aprendizagens mais significativas e conectadas à realidade infantil. A proposta também destacou a relevância da participação das famílias, fortalecendo vínculos entre escola, crianças e comunidade escolar.
Legislação envolvida
A proposta fundamentou-se na BNCC e na Proposta Curricular da Rede Municipal de Cunhataí/SC, valorizando o protagonismo infantil, a escuta sensível, as interações e as brincadeiras. Contemplou os direitos de aprendizagem e os campos de experiências “O eu, o outro e o nós”, “Traços, sons, cores e formas” e “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações”, promovendo vivências culturais, criativas e significativas.
Prêmios já recebidos
A iniciativa recebeu reconhecimento e foi apresentada no IV Seminário de Boas Práticas de Cunhataí/SC, no ano de 2025.
Mais informações
A secretaria de Educação e a Direção do CEIM Beija Flor.
Links e arquivos
- https://drive.google.com/file/d/1Za79QgT8Q54Lhe5H-AMdfWmiYyD0eEmA/view?usp=drivesdk
- https://drive.google.com/file/d/1Oyu_M2d8N9gTvD1poRaw7zZjrwx65bB0/view?usp=drivesdk
- https://drive.google.com/file/d/1rO-QMKdAob-8Ls6liCQReHM1dpWHY40j/view?usp=drivesdk
- https://drive.google.com/file/d/1D6apEeiT-x8RI6n5-WVHWuBR45Z4lZDJ/view?usp=drivesdk
- https://drive.google.com/file/d/1wlyuXFa26kdZuNrhbApll0q2wbSUR-JH/view?usp=drivesdk
- https://drive.google.com/file/d/1SJ1uOrZTYVPs0gpyv42qNVtf6mTDWMFQ/view?usp=drivesdk
- https://drive.google.com/file/d/1AAkaICjDlbQBA9gDW1ieoN8eT5sTSmJ8/view?usp=drivesdk
- https://drive.google.com/file/d/1H5A8zW0rhRHLGSZ2tHlDbEt9ViiLMrnF/view?usp=drivesdk
- https://drive.google.com/file/d/12TzOnlMj47VKL6sGhLbcO2enhN7T2l4B/view?usp=drivesdk
- https://drive.google.com/file/d/11iRScbuQZHhg4SVv28nSJoCM1YBEDQSv/view?usp=drivesdk
- https://drive.google.com/file/d/1FMJhsI0hAcRdQWoRMVGb4WKvj-aV8Ook/view?usp=drivesdk