Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE JOACABA Município: JOACABA UF: SC

“Cuidar de mim” (Atividades culturais com foco no bem estar de Profissionais da Assistência Social e Saúde)

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 3 ODS 4 ODS 10 ODS 11 ODS 16

Resumo

Prática intersetorial desenvolvida no município de Joaçaba/SC desde 2025, voltada à promoção de saúde emocional, acolhimento e fortalecimento de vínculos entre profissionais das Secretarias Municipais de Saúde e Assistência Social, por meio de vivências artísticas com caráter reflexivo/terapêutico. As atividades foram desenvolvidas na Casa da Cultura do município, em ambiente preparado para acolhimento, escuta e segurança emocional, grupos de até dez profissionais por encontro.

Categoria temática

Saúde

Vídeo de apresentação

Públicos priorizados

Cidadãos/Comunidade em geral

Participantes

Coordenador da boa prática
Caroline Brunoni
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Secretaria Municipal de Comunicação, Cultura, Turismo e Eventos/ Secretaria Municipal de Assistência Social/ Secretaria de Saúde, todas de Joaçaba/SC.
Equipe responsável
Caroline Brunoni
Chefe de atividades Culturais e Turísticas
Secretaria de Comunicação, Cultura, Turismo e Eventos
Pedro Rafael Peretti
Intendente de Cultura
Secretaria de Comunicação, Cultura, Turismo e Eventos
Sandra Regina Pacheco
Secretária de Assistência Social
Secretaria de Assistência Social
Karla Vanessa Simas
Secretária de Saúde
Secretaria de Saúde
Paulo Guilherme Krause
Secretário de Comunicação, Cultura, Turismo e Eventos
Secretaria de Comunicação, Cultura, Turismo e Eventos

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

As equipes da Saúde e da Assistência Social convivem com situações de sofrimento humano, vulnerabilidade, violência, abandono, adoecimento emocional e conflitos sociais complexos. Esse contexto, somado à alta demanda de trabalho e à sobrecarga emocional do cuidado, tem provocado esgotamento psicológico, adoecimento emocional e fragilização das relações de trabalho. Além disso, há as recentes reformulações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), gerenciamento de riscos psicossociais no trabalho.

Estrutura necessária para implementação

Foram necessários ambiente reservado e silencioso; cadeiras móveis para rodas de conversa; materiais artísticos acessíveis (papéis, tintas, aquarela, tecidos, revistas, argila, pincéis, colas, materiais recicláveis); equipamentos de som; aromatização e ambientação sensível; registros fotográficos; materiais de escrita; além de organização prévia do espaço voltada ao conforto emocional e segurança afetiva dos participantes. A estrutura operacional mostrou-se de baixo custo e facilmente adaptável.

Objetivos da boa prática

Promover saúde emocional, acolhimento e fortalecimento de vínculos entre profissionais das Secretarias Municipais de Saúde e Assistência Social, por meio de vivências artísticas com caráter terapêutico.

Estratégia de implementação

A estratégia de implementação ocorreu de forma intersetorial, articulando Cultura, Saúde e Assistência Social. Inicialmente, foram realizadas escutas institucionais junto às equipes e gestores, buscando compreender os principais fatores de sofrimento emocional presentes nas rotinas profissionais. Então, foram planejadas vivências mensais temáticas, organizadas conforme as demandas emocionais observadas nos grupos.

Atividades implementadas

Exercícios respiratórios e sensibilizações corporais; Jogos teatrais e práticas de palhaçaria; Escrita criativa e cartas reflexivas; Pintura intuitiva e aquarela; Colagem, assemblagem e modelagem; Rodas de conversa e escuta coletiva; Vivências de autoconhecimento e fortalecimento emocional; Socializações coletivas e práticas de acolhimento.

Início de execução

13/03/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

Recursos humanos: Coordenação e condução metodológica realizada por Caroline Brunoni; Apoio técnico e institucional das Secretarias Municipais envolvidas; Participação das equipes da Saúde e Assistência Social; Apoio operacional da Casa da Cultura e da Secretaria de Comunicação, Cultura, Turismo e Eventos. Recursos financeiros: Teve baixo custo operacional, utilizando predominantemente recursos materiais acessíveis, já disponíveis no município ou adquirido, com um valor aproximado de R$800.

Participação social

Ocorreu de forma ativa e contínua, pois os próprios participantes contribuíram para a construção das vivências ao compartilharem experiências, apontarem necessidades emocionais e fortalecerem os processos coletivos de reflexão e acolhimento. As propostas foram sendo reorganizadas conforme os relatos, sensibilidades e demandas percebidas nos grupos, garantindo caráter participativo e construção coletiva da metodologia.

Resultados

Inovação da prática

A iniciativa apresenta caráter inovador por integrar arte, escuta emocional, humanização institucional e cuidado ocupacional dentro da gestão pública municipal. A proposta amplia a compreensão do papel da cultura como ferramenta de promoção de saúde emocional, fortalecendo vínculos humanos e contribuindo preventivamente para o enfrentamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Outro diferencial está na utilização de linguagens artísticas e da arteterapia como cuidado e emocional.

Número aproximado de pessoas impactadas

Aproximadamente entre 80 e 120 profissionais das áreas da Saúde e Assistência, diretamente.

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa proporcionou espaços seguros de escuta, acolhimento e expressão emocional, permitindo que profissionais frequentemente expostos ao sofrimento humano pudessem reconhecer suas vulnerabilidades sem julgamento. As vivências fortaleceram vínculos interpessoais, ampliaram a empatia entre colegas, estimularam o autocuidado e favoreceram processos de ressignificação emocional. Também contribuíram para reduzir tensões relacionais, fortalecer o sentimento de pertencimento e valorizar emocionalmente os trabalhadores do serviço público.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

Etapas de implementação: Escuta institucional junto às secretarias e equipes; Identificação das principais demandas emocionais; Planejamento metodológico das vivências; Organização dos espaços e materiais; Realização dos encontros mensais; Sistematização dos registros e avaliações; Readequação contínua das propostas conforme os grupos. Resolução da situação problema: A situação de sofrimento emocional, desgaste relacional e ausência de espaços de acolhimento passou a ser enfrentada por meio da criação de ambientes seguros de escuta e expressão mediada pela arte. As atividades favoreceram fortalecimento emocional, ampliação da empatia, melhoria das relações interpessoais e reconhecimento institucional da importância do cuidado emocional dos trabalhadores.

Resultados principais

Fortalecimento dos vínculos interpessoais entre equipes; Ampliação de espaços de escuta e acolhimento emocional; Maior abertura para diálogo e empatia entre profissionais; Reconhecimento institucional da importância do cuidado emocional; Consolidação de prática intersetorial entre Cultura, Saúde e Assistência Social.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. Os participantes atuaram diretamente na construção da iniciativa por meio de relatos, socializações, reflexões coletivas e apontamentos indiretos de demandas emocionais. Os resultados foram comunicados institucionalmente às equipes gestoras através de relatórios técnicos, registros sistematizados e devolutivas realizadas às secretarias envolvidas. Também ocorreram registros fotográficos e compartilhamentos institucionais das ações culturais desenvolvidas no município.

Medição, registro e avaliação

Os resultados foram acompanhados através de relatórios técnicos sistematizados após os encontros, observação participante, registros fotográficos, cartas escritas pelos participantes, relatos espontâneos, frequência e continuidade de participação, avaliações qualitativas das interações grupais, percepção institucional das equipes gestoras. A avaliação ocorreu predominantemente de maneira qualitativa, considerando mudanças relacionais, fortalecimento emocional e adesão continuada às atividades.

Desafios de implementação

Entre os principais desafios destacam-se: Resistência inicial de alguns participantes ao compartilhamento emocional; Dificuldade institucional em reconhecer o cuidado emocional como prioridade; Sobrecarga das equipes e limitações de agenda; Necessidade constante de adaptação metodológica conforme os grupos; Fragilidade emocional já instalada em muitos participantes. Apesar disso, o fortalecimento gradual da confiança coletiva favoreceu maior adesão e abertura emocional ao longo do processo.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa está relacionado à criação de espaços genuínos de acolhimento e escuta, ao uso sensível da arte como ferramenta de cuidado emocional e à construção de vínculos de confiança entre participantes e facilitadora. Também contribuíram para os resultados positivos: a metodologia participativa, o respeito ao tempo emocional dos grupos, a abordagem humanizada e a articulação intersetorial entre Cultura, Saúde e Assistência Social.

Aprendizagem obtida

A prática evidenciou que a arte pode atuar como tecnologia sensível de cuidado emocional dentro das políticas públicas, fortalecendo vínculos humanos e promovendo saúde emocional coletiva. Também demonstrou a necessidade urgente de criação de espaços institucionais permanentes voltados ao cuidado de trabalhadores do serviço público, especialmente daqueles que atuam diretamente com sofrimento humano e vulnerabilidade social.

Legislação envolvida

Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), atualizada pela Portaria MTE nº 1.419/2024, referente ao gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho; Diretrizes de Humanização do SUS; Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 3, 4, 10, 11 e 16).

Prêmios já recebidos

Até o momento, a iniciativa não recebeu premiações formais, porém vem sendo reconhecida institucionalmente pela relevância social, adesão dos participantes e potencial de replicabilidade em outros contextos públicos.

Mais informações

Caroline Brunoni — atua na Intendência de Cultura de Joaçaba. Formação em Fisioterapia, Licenciatura em Artes Cênicas, Pedagogia, MBA em Liderança Estratégica, Arteterapia e Mestrado em Educação.

Links e arquivos