COMPOSTA BLUMENAU: COMPOSTAR, UMA FORMA DE RECICLAR
Resumo
Categoria temática
Públicos priorizados
Participantes
- Coordenador da boa prática
- Leila Maria Menestrina
- Email do coordenador
- [email ocultado]
- Telefone do coordenador
- [telefone ocultado]
- Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
- Samae - Serviço autônomo municipal de água e esgoto; Semed - Secretaria municipal de educação; Semmas - Secretaria municipal de meio ambiente e sustentabilidade Sedeci - Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil Semus- Secretaria Municipal de Saúde Semudes - Secretaria municipal de desenvolvimento social
- Equipe responsável
-
LEILA MARIA MENESTRINAChefia de Educação AmbientalSamae/PESJair CidralCoordenador de Transporte de alunosSamae/PESÍtalo MazziCoordenador de PalestrasSamae/PESAndréia Mandel MachadoCoordenadora EducaçãoSamae/PES
Detalhamento
Situação problema, oportunidade ou demanda
A fração orgânica representa de 45% a 55% dos resíduos urbanos no Brasil, com menos de 1% destinada à compostagem. O descarte inadequado gera emissão de metano, produção de chorume e sobrecarga dos aterros sanitários. Diante desse cenário, evidencia-se a necessidade de soluções sustentáveis e acessíveis para o manejo desses resíduos, aliadas à educação ambiental, promovendo a compostagem como alternativa viável.
Estrutura necessária para implementação
Implantação de composteiras nas instituições; capacitação de professores e alunos; integração da compostagem às atividades pedagógicas; realização de oficinas práticas; formação para compostagem doméstica; estímulo à geração de renda por meio da produção de adubo orgânico e biofertilizante.
Objetivos da boa prática
Promover a conscientização e a capacitação ambiental, incentivando a compostagem como estratégia de redução de resíduos e potencial geração de renda. Reduzir o envio de resíduos orgânicos aos aterros, estimular a separação correta, fortalecer a educação ambiental prática, produzir adubo para uso local, engajar a comunidade e incentivar o empreendedorismo sustentável.
Estratégia de implementação
Diagnóstico das instituições e do público-alvo; realização de oficinas práticas; entrega e implantação das composteiras; acompanhamento técnico contínuo; visitas de monitoramento; e formação continuada para fortalecimento das práticas e integração às atividades pedagógicas.
Atividades implementadas
Realização de diagnóstico nas instituições; planejamento das ações; promoção de oficinas práticas de compostagem; capacitação de professores e alunos; entrega e implantação de composteiras; acompanhamento técnico; visitas de monitoramento; integração às atividades pedagógicas; e ações de sensibilização com a comunidade escolar.
Início de execução
05/08/2019
Recursos humanos e financeiros envolvidos
Equipe técnica do SAMAE/PES, composta por educadores ambientais e apoio operacional. Investimentos na aquisição de composteiras, materiais didáticos e insumos para oficinas. Recursos provenientes do orçamento próprio do SAMAE, com apoio institucional e parcerias para viabilização das ações.
Participação social
Participação ativa da comunidade por meio de palestras e capacitações destinadas a alunos, professores, usuários do CRAS, servidores públicos, técnicos da saúde e agentes de defesa civil. O envolvimento desses públicos amplia o alcance das ações, fortalecendo a conscientização ambiental e promovendo a multiplicação das práticas sustentáveis na comunidade.
Resultados
Inovação da prática
Integra educação ambiental e gestão de resíduos de forma prática e contínua, inserindo a compostagem no cotidiano das instituições. Destaca-se pelo efeito multiplicador, com a capacitação de 948 professores e formação de mais de 3.500 crianças em 2025. A iniciativa alia teoria e prática, com acompanhamento técnico, promovendo mudança de comportamento e impacto ambiental mensurável.
Número aproximado de pessoas impactadas
Aproximadamente 25 mil pessoas impactadas direta e indiretamente pela iniciativa, somente em 2025.
Benefícios qualitativos aos grupos priorizados
A iniciativa promoveu mudanças significativas nos hábitos e na percepção ambiental dos grupos envolvidos. Professores foram capacitados e passaram a atuar como multiplicadores, integrando a compostagem às práticas pedagógicas. Alunos desenvolveram consciência ambiental de forma prática, compreendendo seu papel na redução de resíduos. A comunidade escolar ampliou o conhecimento sobre separação e reaproveitamento, fortalecendo o senso de responsabilidade coletiva. Além disso, a prática contribuiu para a autonomia, ao possibilitar a produção de adubo e incentivar soluções sustentáveis no cotidiano.
Etapas de implementação e resolução da situação-problema
O projeto foi estruturado em etapas integradas, permitindo enfrentar de forma prática e educativa o problema do descarte inadequado de resíduos orgânicos. Inicialmente, realizou-se o diagnóstico das instituições participantes, identificando o perfil do público, a geração de resíduos e o potencial de implantação da compostagem. Em seguida, foi feito o planejamento das ações, definindo cronograma, metodologia e materiais necessários. A etapa seguinte consistiu na capacitação de professores, alunos e demais públicos, por meio de palestras e oficinas práticas, abordando conceitos de educação ambiental, separação de resíduos e técnicas de compostagem. Paralelamente, foram entregues e implantadas as composteiras nas instituições, com orientações técnicas para seu uso adequado. Após a implantação, iniciou-se o acompanhamento técnico contínuo, com visitas periódicas para monitoramento, orientação e suporte às equipes, além de formações continuadas para fortalecimento das práticas e integração às atividades pedagógicas. Como forma de ampliar o alcance, o projeto também promoveu ações de sensibilização com a comunidade, incentivando a compostagem doméstica e a adoção de hábitos sustentáveis. A situação-problema foi enfrentada ao promover a redução do envio de resíduos orgânicos aos aterros sanitários, por meio do reaproveitamento desses materiais nas próprias instituições. Além disso, a iniciativa gerou mudança de comportamento, fortalecendo a educação ambiental, estimulando a separação correta dos resíduos e formando agentes multiplicadores capazes de expandir a prática para além do ambiente escolar. Dessa forma, o projeto alia solução ambiental e ação educativa, contribuindo de maneira efetiva para a diminuição dos impactos ambientais e para a construção de uma cultura de sustentabilidade.
Resultados principais
• Implantação de mais de 200 composteiras em cerca de 120 instituições; • Realização de mais de 200 capacitações, com 948 professores e mais de 3.500 crianças atendidas diretamente; • Impacto indireto superior a 20 mil pessoas, por meio do efeito multiplicador; • Desvio de aproximadamente 30 toneladas/ano de resíduos orgânicos dos aterros sanitários; • Evitação de cerca de 50 toneladas de CO₂ equivalente e produção anual de 15 toneladas de adubo orgânico.
Engajamento da comunidade e diálogo
Sim, houve forte engajamento da comunidade na construção e execução da iniciativa. Professores, alunos, equipes gestoras e demais públicos participaram ativamente das capacitações, oficinas e da manutenção das composteiras. Também foram realizadas palestras para servidores, usuários do CRAS, técnicos da saúde e agentes de defesa civil, ampliando o envolvimento social. Os resultados são comunicados de forma contínua, por meio de visitas de monitoramento, além do envio de fotos e vídeos pelas instituições, que também divulgam as ações em redes sociais. O diálogo é fortalecido pela participação em eventos escolares, como o Dia da Família, e em ações comunitárias, como o programa Prefeitura nos Bairros, realizado em diferentes regiões da cidade.
Medição, registro e avaliação
Os resultados foram medidos por meio de indicadores quantitativos e qualitativos. Foram registrados dados como número de composteiras implantadas, instituições atendidas, capacitações realizadas, professores e alunos envolvidos. Também foram estimados os impactos ambientais, como a quantidade de resíduos orgânicos desviados dos aterros, a redução na emissão de CO₂ equivalente e a produção de adubo orgânico. O acompanhamento ocorreu por meio de visitas técnicas de monitoramento, registros fotográficos, relatórios das instituições e devolutivas dos participantes. Além disso, foram consideradas as práticas incorporadas ao cotidiano escolar, o engajamento dos envolvidos e a continuidade das ações como critérios de avaliação qualitativa da iniciativa.
Desafios de implementação
Os principais desafios envolveram a mudança de hábitos em relação à separação correta dos resíduos e à adesão inicial à prática da compostagem. Também houve dificuldades relacionadas à manutenção contínua das composteiras, exigindo acompanhamento técnico e reforço nas orientações. A rotatividade de profissionais nas instituições demandou capacitações frequentes. Além disso, limitações de tempo na rotina escolar e a necessidade de integrar a prática às atividades pedagógicas foram pontos de atenção. A sensibilização da comunidade e o engajamento contínuo também se apresentaram como desafios ao longo da execução do projeto.
Fatores de sucesso
O sucesso da iniciativa está associado à integração entre educação ambiental e prática cotidiana, tornando a compostagem acessível e aplicável nas instituições. Destaca-se o envolvimento ativo de professores, alunos e comunidade, aliado à capacitação contínua e ao acompanhamento técnico. A metodologia prática, com implantação das composteiras e suporte permanente, favoreceu a adesão e a continuidade das ações. Além disso, o caráter multiplicador do projeto ampliou seu alcance, enquanto os resultados ambientais concretos reforçaram sua relevância e credibilidade.
Aprendizagem obtida
A implementação evidenciou a importância da educação prática e do acompanhamento contínuo para consolidar hábitos sustentáveis. Como ajuste, intensificaram-se as capacitações e o monitoramento. A experiência gerou conhecimentos sobre manejo de resíduos orgânicos, engajamento comunitário e integração da compostagem às rotinas pedagógicas.
Legislação envolvida
Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que estabelece a gestão adequada dos resíduos; Lei nº 11.445/2007 (atualizada pela Lei nº 14.026/2020), que trata do saneamento básico; Resolução CONAMA nº 481/2017, que dispõe sobre a compostagem; além de legislações municipais e diretrizes da educação ambiental aplicáveis ao projeto.
Prêmios já recebidos
https://www.samae.com.br/noticia/2654/conselho-de-saneamento-basco-aprova-uso-de-recursos-do-fundo-municipal-para-projetos-do-samae https://www.samae.com.br/noticia/2546/servidores-do-samae-participam-do-maior-evento-de-saneamento-do-pais https://www.samae.com.br/noticia/2530/programa-de-educacao-em-saneamento-pes-do-samae-apresenta-atividades-em-congresso-nacional-sobre-saneamento
Mais informações
Leila Maria Menestrina
Links e arquivos
- https://www.samae.com.br/noticia/2713/compostagem-e-o-proximo-ensnamento-das-turmas-do-pes
- https://www.samae.com.br/noticia/2712/samae-promove-capacitacao-sobre-compostagem-e-horta-pedagogica
- https://www.samae.com.br/noticia/2708/samae-organiza-evento-dedicado-a-educacao-ambiental-e-sustentabilidade
- https://drive.google.com/file/d/15JkC7caihXTAMC4ER63Jp7Oir-kN-6G4/view
- https://www.samae.com.br/noticia/2681/samae-promove-capacitacoes-sobre-praticas-sustentaveis-para-servidores-da-educacao
- https://www.flickr.com/photos/prefeiturablumenau/albums/72177720332334463/
- https://www.samae.com.br/noticia/2566/programa-de-educacao-em-saneamento-pes-ministrou-capacitacao-para-mais-de-700-professores-da-rede-municipal-de-ensno-em-2025
- https://www.samae.com.br/noticia/2543/secretario-de-estado-do-meio-ambiente-e-da-economia-verde-conhece-programa-de-educacao-em-saneamento-pes-do-samae