Boas Práticas
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Entidade: PREFEITURA DE IOMERE Município: IOMERE UF: SC

Bom Sucesso Contra a Dengue: Experiência Integrada e Replicável de Vigilância, Educação e Mobilização Comunitária

Chamamento: CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2026 - “MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS MUNICIPAIS” Baixar chamamento (PDF)
ODS 3 ODS 4 ODS 11 ODS 17

Resumo

A iniciativa “Bom Sucesso Sem Dengue” integrou ACS, ACE, escola, equipe de enfermagem e comunidade no enfrentamento ao Aedes aegypti em Iomerê. Por meio de visitas domiciliares, educação em saúde, ações lúdicas, mobilização escolar e comunicação comunitária via WhatsApp, o projeto fortaleceu a prevenção e o engajamento popular. As ações contribuíram para redução dos focos do mosquito, fortalecendo a vigilância comunitária e consolidando um modelo sustentável e replicável de combate à dengue.

Categoria temática

Saúde

Públicos priorizados

Agricultores familiares Produtores rurais Professores/trabalhadores da educação Estudantes Juventude Mulheres Pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco socioeconômico/territorial Cidadãos/Comunidade em geral

Participantes

Coordenador da boa prática
Vinicius Olivo Gallas
Email do coordenador
[email ocultado]
Telefone do coordenador
[telefone ocultado]
Órgãos da administração direta/indireta envolvidos
Secretaria de Saúde e Assistência Social, Secretaria De Educação, Grupos comunitários.
Equipe responsável
Vanderléia Aparecida Joffe
Técnica em Agente Comunitária de Saúde
Publico
Sibele Flores
Técnico em Vigilância em Saúde com Ênfase as Endemias
Publico
Daiana Chaves
Técnica de Enfermagem
Publico
Vinicius Olivo Gallas
Técnico em Vigilância em Saúde com Ênfase as Endemias
Publico
Marcili Rosana Klein
Enfermeira
Publico

Detalhamento

Situação problema, oportunidade ou demanda

O primeiro foco do Aedes aegypti identificado no Distrito de Bom Sucesso, em Iomerê, até então área sem infestação, evidenciou risco crescente de transmissão da dengue e necessidade de resposta imediata. A confirmação de novos focos reforçou a demanda por ações integradas entre Vigilância em Saúde, Atenção Primária e comunidade, visando fortalecer prevenção, educação em saúde e mobilização comunitária no controle do vetor.

Estrutura necessária para implementação

A implementação utilizou a estrutura já existente da rede municipal de saúde e educação, envolvendo ACS, ACE, técnica de enfermagem, escolas e apoio intersetorial das secretarias municipais. Foram utilizados materiais educativos, grupos de WhatsApp, espaços comunitários, visitas domiciliares e ações em escolas e centros de convivência. A iniciativa demandou baixo custo financeiro, priorizando integração das equipes, mobilização comunitária e uso estratégico dos recursos humanos disponíveis.

Objetivos da boa prática

Reduzir os focos do Aedes aegypti por meio da integração entre ACS, ACE, escola e comunidade, fortalecendo a prevenção e o controle vetorial em Iomerê. A iniciativa buscou ampliar a conscientização da população, estimular a participação comunitária, promover educação em saúde, fortalecer a vigilância territorial e reduzir os riscos de transmissão da dengue através de ações contínuas, educativas e preventivas.

Estratégia de implementação

A estratégia baseou-se na atuação integrada entre ACS, ACE, equipe de enfermagem, escola e comunidade. Foram realizadas visitas domiciliares, identificação e eliminação de criadouros, orientações educativas, mobilização escolar, ações lúdicas, palestras e divulgação de informações por grupos de WhatsApp. A iniciativa utilizou educação em saúde, participação popular e comunicação comunitária para fortalecer a prevenção e ampliar o controle do Aedes aegypti no território.

Atividades implementadas

Foram realizadas visitas domiciliares com inspeção e eliminação de criadouros, orientações preventivas, envio de áudios educativos via WhatsApp, palestras comunitárias, ações educativas em escolas, Bingo e Dominó da Dengue, atividades em laboratório com observação do mosquito, distribuição de materiais informativos e mobilização de estudantes como “Agentes Mirins”. Também houve integração entre saúde, educação e demais secretarias municipais nas ações preventivas.

Início de execução

01/04/2025

Recursos humanos e financeiros envolvidos

A iniciativa contou com atuação integrada de ACS, ACE, técnica de enfermagem, professores, equipe escolar, bióloga da Regional de Saúde e apoio das secretarias municipais. As ações utilizaram estrutura já existente do município, com baixo custo operacional. Os recursos envolveram materiais educativos, impressão de informativos, camisetas para ações escolares e utilização de espaços públicos. Os investimentos foram custeados pelo próprio município com recursos da saúde e apoio intersetorial.

Participação social

A comunidade participou ativamente das ações preventivas, colaborando na identificação e eliminação de criadouros, compartilhamento de informações e participação em palestras e atividades educativas. Escolas, idosos, estudantes e famílias estiveram envolvidos nas ações comunitárias. Os alunos atuaram como “Agentes Mirins” na conscientização local. A iniciativa também contou com apoio intersetorial de secretarias municipais e fortalecimento do vínculo entre população e equipes de saúde.

Resultados

Inovação da prática

A iniciativa inovou ao transformar o combate à dengue em uma ação comunitária integrada, unindo ACS, ACE, escola, idosos e equipe de saúde em estratégias contínuas de prevenção. O uso de atividades lúdicas como Bingo e Dominó da Dengue, estudantes como “Agentes Mirins” e comunicação via WhatsApp tornou as orientações mais acessíveis e participativas. Inspirada nos conhecimentos do Curso Técnico Mais Saúde com Agente, a prática fortaleceu a atuação conjunta e ampliou a efetividade das ações com b

Número aproximado de pessoas impactadas

Cerca de 550 pessoas no Distrito de Bom Sucesso e de 2400 no município de Iomerê

Benefícios qualitativos aos grupos priorizados

A iniciativa beneficiou crianças, adolescentes, idosos e famílias ao ampliar o acesso à informação e fortalecer a conscientização sobre prevenção da dengue. As ações educativas nas escolas estimularam o protagonismo infantil por meio dos “Agentes Mirins”, fazendo com que os estudantes se tornassem multiplicadores das orientações em suas casas. Os idosos receberam informações acessíveis e direcionadas sobre cuidados preventivos e eliminação de criadouros. Para a comunidade em geral, a atuação integrada entre ACS, ACE e equipe de saúde fortaleceu o vínculo com os serviços públicos, aumentou a participação popular e promoveu maior sensação de cuidado, prevenção e responsabilidade coletiva na proteção da saúde em Iomerê.

Etapas de implementação e resolução da situação-problema

A implementação da iniciativa iniciou após a confirmação do primeiro foco do Aedes aegypti no Distrito de Bom Sucesso, em Iomerê, em 01/04/2025. Até então, a localidade permanecia sem registros do vetor, o que gerou preocupação epidemiológica e necessidade imediata de atuação preventiva e integrada. 1. Diagnóstico e planejamento das ações Após a identificação do foco, ACS, ACE e equipe de enfermagem realizaram levantamento territorial e definição das estratégias prioritárias de intervenção. A partir da confirmação de um segundo foco em 12/05/2025, foi estruturado um plano contínuo de vigilância, prevenção e mobilização comunitária. Nessa etapa foram definidos: Cronograma de visitas domiciliares; Ações educativas; Estratégias de comunicação; Envolvimento das escolas; Participação comunitária; Integração entre setores municipais. 2. Ações de vigilância e controle vetorial Foram realizadas visitas domiciliares sistemáticas em toda a comunidade, com: Inspeção de imóveis; Identificação de recipientes com água parada; Eliminação de possíveis criadouros; Orientações preventivas às famílias; Monitoramento contínuo das áreas de risco. A atuação conjunta entre ACS e ACE fortaleceu a vigilância territorial e possibilitou resposta rápida diante de situações identificadas. 3. Educação em saúde e mobilização escolar Compreendendo que a conscientização comunitária seria fundamental para contenção do vetor, foram desenvolvidas ações educativas nas escolas da comunidade. Na Escola de Ensino Fundamental Laércio Caldeira de Andrade foram promovidas: Palestras educativas; Distribuição de materiais informativos; Atividades lúdicas; Ações de conscientização ambiental. Os estudantes participaram ativamente das atividades e receberam camisetas simbólicas de “Agentes Mirins de Combate à Dengue”, tornando-se multiplicadores das informações junto às famílias. 4. Comunicação comunitária A iniciativa utilizou grupos de WhatsApp da comunidade para divulgação contínua de informações preventivas. Áudios educativos produzidos pela técnica de enfermagem foram compartilhados com os moradores, abordando: Sintomas da dengue; Formas de prevenção; Eliminação de criadouros; Importância da vigilância comunitária. Essa estratégia ampliou significativamente o alcance das orientações e fortaleceu a confiança da população nas equipes de saúde. 5. Ações comunitárias e intersetoriais Além das atividades permanentes, foi realizada a 1ª Semana Municipal de Prevenção e Combate à Dengue, envolvendo diferentes públicos e setores municipais. Durante a semana ocorreram: Bingo da Dengue com estudantes; Atividades educativas em laboratório; Palestras para idosos; Dominó da Dengue; Divulgação de vídeos informativos; Mobilização comunitária. As ações contaram com participação de diferentes secretarias municipais, fortalecendo a integração intersetorial e ampliando o alcance da iniciativa. 6. Resultados alcançados e resolução da situação-problema A combinação entre vigilância ativa, educação em saúde, participação popular e integração entre equipes permitiu reduzir significativamente os focos do Aedes aegypti no município. A comunidade passou a colaborar ativamente na identificação e eliminação de criadouros, fortalecendo a prevenção contínua e a corresponsabilidade coletiva. A iniciativa contribuiu para: Fortalecimento da vigilância territorial; Aumento do engajamento comunitário; Melhoria da comunicação entre serviços e população; Ampliação da educação em saúde; Redução dos riscos de transmissão da dengue. Mesmo em períodos de temperaturas elevadas, as ações preventivas continuaram sendo mantidas, consolidando um modelo sustentável, de baixo custo e facilmente replicável em outros municípios.

Resultados principais

01-Redução significativa dos focos do Aedes aegypti no Distrito de Bom Sucesso após a implementação das ações integradas entre ACS, ACE e comunidade. 02-O município de Iomerê registrou redução dos casos de dengue durante o ano de 2025 e, até o momento em 2026, não apresentou nenhum caso confirmado da doença. 03-Fortalecimento da participação comunitária na identificação e eliminação de criadouros, ampliando a corresponsabilidade da população nas ações preventivas. 04-Ampliação da educação em saúde por meio de ações em escolas, atividades com idosos, materiais educativos e comunicação comunitária via WhatsApp. 05-Fortalecimento da integração entre Vigilância em Saúde, Atenção Primária, escolas e demais secretarias municipais, consolidando um modelo preventivo sustentável e replicável.

Engajamento da comunidade e diálogo

Sim. A comunidade participou ativamente da iniciativa desde a execução das ações preventivas até a mobilização comunitária para eliminação de criadouros. Moradores colaboraram nas visitas domiciliares, receberam orientações das equipes de saúde e participaram de palestras, atividades educativas e ações realizadas nas escolas e grupos de idosos. Os estudantes também atuaram como “Agentes Mirins”, auxiliando na conscientização das famílias. Os resultados e orientações foram comunicados continuamente à população por meio de grupos de WhatsApp, áudios educativos produzidos pela equipe de saúde, visitas domiciliares, palestras, ações escolares e campanhas comunitárias. O diálogo ocorreu de forma acessível, territorializada e participativa, fortalecendo o vínculo entre população, Vigilância em Saúde e Atenção Primária em Iomerê.

Medição, registro e avaliação

Os resultados foram acompanhados por meio do monitoramento contínuo realizado pelos ACS e ACE durante as visitas domiciliares e inspeções de campo, utilizando registros da Vigilância em Saúde relacionados à identificação de focos do Aedes aegypti. Também foram considerados os dados epidemiológicos do município referentes aos casos de dengue registrados em 2025 e à ausência de casos confirmados em 2026. As ações educativas, participação comunitária e atividades desenvolvidas foram registradas por meio de relatórios, fotografias, listas de presença, materiais divulgados e registros administrativos da Secretaria Municipal de Saúde de Iomerê. A avaliação ocorreu de forma contínua, considerando redução de focos, adesão da população às orientações preventivas e fortalecimento da mobilização comunitária.

Desafios de implementação

Os principais desafios enfrentados envolveram a rápida necessidade de mobilização após a confirmação dos primeiros focos do Aedes aegypti em uma localidade até então sem histórico de infestação, exigindo resposta imediata das equipes de saúde. Também houve dificuldade inicial em sensibilizar parte da população sobre a importância da eliminação contínua de criadouros e da participação comunitária nas ações preventivas. Outro desafio foi manter o engajamento permanente da comunidade durante períodos sem registros expressivos da doença, evitando redução dos cuidados preventivos. A limitação de recursos financeiros e humanos também exigiu otimização das estruturas já existentes, fortalecendo a integração entre ACS, ACE, escolas, equipe de enfermagem e demais secretarias municipais para garantir efetividade e continuidade das ações.

Fatores de sucesso

O sucesso da iniciativa é atribuído principalmente à integração entre ACS, ACE, equipe de enfermagem, escola e comunidade, fortalecida pelos conhecimentos e metodologias adquiridos no Curso Técnico “Mais Saúde com Agente”. A formação contribuiu para ampliar a visão territorial, o planejamento integrado e a atuação conjunta entre Vigilância em Saúde e Atenção Primária. Também foram fundamentais o engajamento da comunidade, a comunicação acessível por meio de grupos de WhatsApp, as ações educativas contínuas e a participação ativa das escolas e idosos nas atividades preventivas. A utilização de estratégias simples, de baixo custo e adaptadas à realidade local possibilitou maior adesão da população e fortalecimento da vigilância comunitária em Iomerê.

Aprendizagem obtida

A iniciativa demonstrou que o trabalho integrado entre ACS, ACE, equipe de saúde, escola e comunidade gera resultados mais efetivos no controle do Aedes aegypti. A experiência evidenciou a importância da educação em saúde contínua, da comunicação acessível e da participação popular como ferramentas fundamentais de prevenção. Também reforçou que ações simples, planejadas de forma conjunta e adaptadas à realidade local, podem produzir impactos positivos e sustentáveis na saúde pública.

Legislação envolvida

A iniciativa foi desenvolvida em conformidade com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e das ações de Vigilância em Saúde previstas pelo Ministério da Saúde para prevenção e controle das arboviroses. Também esteve alinhada às diretrizes do Programa Saúde com Agente, às ações municipais de combate à dengue e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.

Prêmios já recebidos

Participação como Atividade selecionada na Segunda Amostra Mais Saúde Com Agente em Brasília.

Mais informações

Secretaria de Saúde e Assistência Social de Iomerê

Links e arquivos